O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de casos de hanseníase e concentra 92% de todos os casos do continente americano.
Pernambuco está entre os estados com maior incidência em crianças e adolescentes, enquanto Recife é a quarta capital com mais casos. Esses dados alarmantes reforçam a necessidade de iniciativas inovadoras no combate à hanseníase.
O papel da Dermatologia Comunitária
A falta de conhecimento sobre a hanseníase, tanto por parte da população quanto das equipes de saúde, é o maior desafio no controle da doença.
No passado, o tratamento era realizado exclusivamente por dermatologistas, mas foi descentralizado e passou a ser atribuído ao médico da Atenção Primária, como principal responsável pelo tratamento da hanseníase.
No entanto, a qualidade do atendimento oferecido por esses profissionais ainda é inferior ao dos especialistas, o que compromete o diagnóstico precoce, reconhecido pelo surgimento de mancha esbranquiçada e perda da sensação do frio e do calor (foto 1) fundamental na prevenção das sequelas e da transmissão da infecção, esta última, fundamental para o controle da doença.
Foto 1: Hanseníase Indeterminada em uma criança, manifestada pelo aparecimento de mancha esbranquiçada (hipocrômica) com perda dos pelos.
Países como Argentina, República Dominicana e México já adotaram a Dermatologia Comunitária, uma subespecialidade que tem gerado excelentes resultados no combate à doença. Essa abordagem envolve:
Treinamento prático e teórico
Dermatologistas e médicos residentes da especialidade treinam médicos da Atenção Primária, diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), tanto durante as consultas quanto em aulas específicas sobre a hanseníase.
Após esse treinamento, a qualificação dos médicos continuará, através da telemedicina, com envio de casos clínicos, incluindo fotos e história clínica, e com respostas pelos dermatologistas e residentes de dermatologia.
Treinar demais membros das equipes de saúde, especialmente os agentes comunitários de saúde e enfermeiros, principais responsáveis pela busca ativa da doença, sendo esta considerada precária no Brasil pela ONU.
Educação comunitária
Além do treinamento médico e demais membros das equipes de saúde, a Dermatologia Comunitária promove palestras em vários ambientes das comunidades como nas escolas e nas próprias UBS, a fim de educar a população sobre a hanseníase e outras doenças de pele.
Benefícios além da hanseníase
Embora a hanseníase seja o foco inicial, a implementação da Dermatologia Comunitária beneficia pacientes com outras doenças dermatológicas, que representam cerca de 20% das consultas nas UBS.
Um caminho para o Brasil
Apesar do sucesso em outros países, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ainda não implantou a Dermatologia Comunitária como uma subespecialidade. Esse atraso impacta negativamente a formação de médicos na especialidade da Dermatologia, especialmente após a reforma do ensino médico, que assim como na hanseníase, descentralizou essa atividade, tornando obrigatórios os estágios dos alunos na Atenção Primária.
O envolvimento da SBD é fundamental para:
Criar programas de treinamento específicos para médicos da Atenção Primária.
Incorporar a Dermatologia Comunitária no programa da residência médica de Dermatologia.
Criar o departamento de Dermatologia Comunitária na SBD a fim de gerar estratégias de combate efetivo à hanseníase.
Aumentar a conscientização da população sobre a hanseníase e outras doenças dermatológicas no Brasil, gerando, em consequência, envolvimento dela no combate efetivo à doença.
Sem uma mudança estratégica de apoiar as Equipes de Saúde que atuam, principalmente, nas comunidades pobres, as mais afetadas pela doença, tanto pelo Ministério da Saúde, pelas Secretarias de Saúde (municipais e estaduais) e, especialmente, pela SBD, o Brasil continuará ocupando essa vergonhosa posição de destaque na incidência da hanseníase.
É hora de investir na Dermatologia Comunitária como um caminho para transformar essa realidade e a nossa ONG, o Instituto ProntoPele, tem o compromisso de transformar o Janeiro Roxo, mês dedicado ao combate à hanseníase, em todo Ano Roxo.
A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Apesar de ser pouco contagiosa e ter cura, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de casos. Sua transmissão ocorre principalmente pelo contato íntimo e prolongado, através da fala, predominantemente, dentro do ambiente domiciliar.
Infelizmente, a hanseníase afeta desproporcionalmente a população de baixa renda, que vive em condições de maior aglomeração, com várias pessoas dividindo espaços pequenos.
Porém, o maior motivo dessa população ser a mais afetada é a falta de maior investimento em educação, que gera pessoas sem conhecimento sobre a doença e, principalmente, sem capacidade de refletir sobre o que as afeta. Essa última capacidade, o pensamento crítico, é adquirida pelo aproveitamento do conhecimento em formar pensadores, principal objetivo da educação, muito enfatizado pelo grande educador Paulo Freire.
Como identificar a hanseníase em sua fase inicial?
O primeiro sinal da hanseníase é o surgimento de uma mancha esbranquiçada (foto 1) e, menos frequente, por mancha avermelhada com características específicas:
Perda dos pelos na região
Ausência de suor no local
Sensação reduzida de calor e frio
Foto 1: Mancha hipocrômica (esbranquiçada) na perna, característica da etapa precoce da hanseníase, conhecida como Indeterminada
Nessa fase inicial, ainda não há transmissão nem dano aos nervos periféricos, principal responsável pelas graves sequelas da doença, portanto, irreversíveis. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial.
Consequências da falta de diagnóstico precoce
Sem tratamento adequado, a hanseníase pode causar sequelas sérias, como:
Perda da visão
Impotência sexual
Mãos e pés em garra, dificultando atividades manuais e a locomoção
Essas consequências impactam profundamente a qualidade de vida dos pacientes, muitas vezes limitando sua capacidade de trabalhar e se locomover de maneira autônoma.
Desafios no combate à hanseníase e a importância do diagnóstico precoce
A erradicação da hanseníase passa por superar barreiras de gestão publica e culturais, como o treinamento das equipes de saúde, incluindo a realização de busca ativa mais eficiente.
A importância da busca ativa
Por se tratar de uma doença de transmissão predominantemente domiciliar, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que mais de 90% dos familiares dos pacientes sejam examinados. Essa medida é essencial para evitar que pessoas já tratadas sejam reinfectadas por membros da família, que permanecem sem diagnóstico.
No entanto, a realidade está longe dessa meta. Temos a seguinte realidade sobre a doença:
Apenas 64% dos familiares são examinados, o que compromete o controle da doença.
Outro problema crítico é o abandono do tratamento que ocorre em12% dos pacientes.
Apenas 74% concluem o tratamento.
Esses índices preocupam devido ao risco de resistência bacteriana aos antibióticos, agravado por dispormos de poucas opções desses medicamentos.
O preconceito como obstáculo
O estigma associado à hanseníase é um fator que dificulta tanto o diagnóstico quanto o tratamento. Muitos pacientes evitam buscar ajuda próxima de suas residências por medo de serem identificados, preferindo locais distantes e, consequentemente, aumentando o risco de abandono do tratamento Portanto, esse preconceito é mais um motivo para investirmos na educação da população sobre a doença.
A necessidade de qualificação das equipes de saúde
A responsabilidade pela busca ativa recai principalmente sobre os agentes comunitários de saúde e enfermeiros. Contudo, esses profissionais frequentemente não recebem treinamento adequado para desempenharem essa função de maneira eficiente.
O médico da Atenção Primária também tem um papel crucial. No entanto, a formação insuficiente começa já no curso de medicina e persiste após a graduação. Faltam programas de capacitação, organizados pelo Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, e até mesmo pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A solução: Dermatologia Comunitária
Uma medida promissora seria a implantação da subespecialidade de Dermatologia Comunitária pela SBD, já existente em diversos países como Argentina, México e República Dominicana. Esse modelo consiste na presença de médicos residentes de dermatologia e dermatologistas em Unidades Básicas de Saúde, trabalhando em conjunto com as equipes da Atenção Primária. Essa integração contribuiria significativamente para a qualificação destes últimos profissionais, principais responsáveis pelo tratamento e consequente controle efetivo da hanseníase.
A pseudofoliculite da barba é uma inflamação que ocorre quando os pelos da barba voltam a crescer após o barbear e se reintroduzem na pele, causando os conhecidos pelos encravados.
Essa condição é mais comum em homens com pelos encaracolados, sendo especialmente frequente em pessoas de pele mais escura.
Os sintomas incluem pápulas (pequenos carocinhos endurecidos) e pústulas (bolhas de pus) na área da barba, que podem, em casos mais graves, levar à formação de queloide.
Neste artigo, vamos discutir as causas, manifestações clínicas, prevenção e tratamento da pseudofoliculite da barba.
A pseudofoliculite da barba é uma condição inflamatória que afeta os pelos da barba e a pele ao redor. Ela ocorre quando os pelos, após serem removidos pelo barbear, penetram novamente na pele.
Embora seja mais comum na área da barba, pode ocorrer em outras partes do corpo, com pelos mais grossos e longos, especialmente após a remoção dos mesmos.
A Pseudofoliculite da Barba é Frequente?
A pseudofoliculite da barba é uma inflamação comum entre os homens, principalmente após começarem a se barbear, coincidindo com o surgimento dos pelos na puberdade e predominando na idade adulta, entre os 14 e 25 anos.
Essa condição é significativamente mais comum em homens de pele escura, que geralmente têm pelos encaracolados.
É menos frequente entre pessoas de origem asiática, hispânica e ainda mais rara em pessoas de pele clara.
Nos Estados Unidos, cerca de 5 milhões de homens de pele escura são afetados pela pseudofoliculite da barba.
Entre os homens de pele escura que ingressam no serviço militar dos EUA, a prevalência varia entre 45% e 83%.
As mulheres são menos afetadas do que os homens. Quando ocorrem casos em mulheres, eles geralmente resultam da remoção de pelos faciais com pinça ou, no caso de mulherl⁰ transgênero, do ato de barbear.
Essa condição é comum entre mulheres que apresentam:
Síndrome do Ovário Policístico (SOP): Manifestada por hirsutismo (excesso de pelos), com prevalência semelhante à dos homens, devido à maior frequência de remoção de pelos.
Período Pré-Menopausa: Fase marcada por alterações hormonais.
Menopausa: Fase em que as alterações hormonais continuam a influenciar o crescimento dos pelos.
Quais as Causas da Pseudofoliculite da Barba?
Embora seja mais comum após o barbear, a pseudofoliculite da barba também pode ocorrer devido a outras formas de remoção de pelos, como cera e pinça.
Após o barbear, o crescimento dos pelos pode seguir dois caminhos:
Penetração Extrafolicular:
Depois de barbear, o pelo pode crescer deitado sobre a pele e, em seguida, penetrar na pele alguns milímetros de onde saiu, atingindo uma profundidade de 2 a 3 milímetros (foto 1).
Foto 1: Pseudofoliculite da barba com pelos deitados sobre a pele, gerando pelo encravado devido à penetração na pele entre os folículos pilosos.
Este crescimento errado provoca uma reação inflamatória na pele, como se fosse um corpo estranho. Com o tempo, geralmente entre 3 e 6 semanas, o pelo reaparece na superfície da pele e as lesões desaparecem.
Penetração Transfolicular:
Esticar a pele antes de cortar o pelo faz com que a ponta do pelo retraia para dentro do folículo piloso. Assim, o pelo cresce dentro do folículo, rompendo a bainha que o reveste e invadindo a derme (segunda camada da pele). A natureza encaracolada do pelo favorece essa penetração, pois o pelo não cresce para fora da pele.
Além de esticar a pele antes de barbear, o uso de lâminas de barbear com múltiplas camadas contribui para essa penetração interna.
A predominância da pseudofoliculite da barba em indivíduos de pele escura se deve aos pelos encaracolados. Esses pelos, por serem encurvados, têm maior facilidade de se curvarem logo após surgirem e penetrarem na pele.
A menor frequência de pseudofoliculite no bigode ocorre porque os pelos são menos encaracolados e têm diâmetro menor em comparação com outros pelos da barba.
Quando o pelo atinge 10 milímetros de comprimento, dentro da pele, ele pode atravessar a pápula e se tornar visível na superficie da pele, resultando na regressão espontânea da lesão.
Como se Manifesta a Pseudofoliculite da Barba?
A pseudofoliculite da barba se manifesta através de pápulas (pequenos carocinhos) que medem entre 2 a 5 milímetros.
Em casos complicados por infecção bacteriana, lesões maiores podem surgir.
Inicialmente, essas pápulas são avermelhadas (eritematosas) e, posteriormente, escurecem.
As pápulas aparecem de 1 a 2 dias após o barbear e podem persistir por várias semanas, desaparecendo somente quando o pelo emergIr na superfície da pele.
As pústulas (bolhinhas de pus) podem surgir por duas razões:
Sem infecção bacteriana: Apenas como resultado da inflamação causada pela penetração do pelo.
Com infecção bacteriana: Devido à presença de bactérias na área inflamada.
A extensão da inflamação varia bastante. Em alguns casos, é limitada a poucas lesões, mas pode se espalhar por uma grande área da barba.
Nos homens, as áreas mais frequentemente afetadas são a parte anterior do pescoço, seguida pela mandíbula, bochechas (regiões malares) e o queixo (fotos 2a e 2b).
Fotos 2a e 2b: Pseudofoliculite da barba mostrando pápulas, pústulas e pelos deitados sobre a pele, resultado de pelos encravados, na parte anterior do pescoço.
O bigode e as regiões das costeletas geralmente não são afetados.
Nas mulheres, o queixo é a área mais afetada devido à maior densidade de pelos em casos de hirsutismo.
Além disso, podem surgir pelos encravados no púbis, braços, pernas e axilas.
Sensações de coceira e dor são comuns, 1 a 2 dias após o barbear, seguidas pelo aparecimento de pápulas e pústulas.
Quais as Complicações da Pseudofoliculite da Barba?
A pseudofoliculite da barba pode levar a várias complicações, incluindo:
Mancha escura: Devido à inflamação da pele, pessoas de pele escura são especialmente propensas a desenvolver manchas escuras.
Infecção bacteriana: Os arranhões causados pela coceira, criam portas de entrada para bactérias.
Isso se manifesta pelo aumento da dor. As lesões que se tornam flutuantes à palpação e drenam material purulento.
Queloide: Cicatrizes espessas que se formam devido ao processo de cicatrização anormal.
Diminuição da autoestima e oportunidades de emprego: Especialmente em locais de trabalho que exigem barbear frequente, como nas forças armadas, essa condição pode impactar significativamente a autoestima e as oportunidades profissionais.
Quais as Doenças que Podem Ser Confundidas com a Pseudofoliculite da Barba?
Algumas doenças podem ser confundidas com a pseudofoliculite da barba, incluindo:
Foliculite bacteriana: Manifesta-se com o surgimento abrupto de pústulas e pápulas avermelhadas, ao contrário da pseudofoliculite da barba, que tem evolução longa e apresenta pápulas de consistência endurecida. Na foliculite bacteriana, a cultura bacteriológica é positiva para a presença de estafilococos, enquanto na pseudofoliculite da barba, é negativa.
Foliculite causada por traumatismo: Esta condição se manifesta por uma inflamação transitória do folículo piloso, devido à inflamação gerada pelo ato de barbear. Surgem pápulas avermelhadas e escoriações (arranhões). Diferente da pseudofoliculite da barba, as lesões desaparecem rapidamente ao suspender o ato de barbear.
Tinha da barba: Causada pela infecção por fungo dermatófito (impinge), apresenta pápulas, pústulas e nódulos (caroços maiores).
Distingue-se da pseudofoliculite da barba pela facilidade de remoção dos pelos e é confirmada pelo exame micológico (exame direto e cultura).
Acne queloideana da nuca: É uma condição similar à pseudofoliculite da barba, diferindo apenas pela localização. Ambas as doenças podem coexistir.
A Pseudofoliculite da Barba Pode Ser Prevenida?
Prevenir a pseudofoliculite da barba envolve impedir que os pelos penetrem na pele entre os folículos pilosos, ou seja, evitar que eles se tornem encravados.
Aqui estão algumas medidas preventivas:
Evitar remover os pelos: Deixar de barbear, usar cera ou pinça pode ajudar.
Manter o comprimento do pelo: Durante o barbear, manter o comprimento do pelo não inferior a meio centímetro.
Reduzir a frequência do barbear: Barbear-se 2 a 3 vezes por semana em vez de diariamente, pode reduzir o número de lesões.
Usar creme ou gel lubrificante: Aplicar uma grande quantidade de creme ou gel para deixar os pelos macios pode evitar que se formem pontas afiadas.
Alternativamente, aplicar uma compressa morna por 5 a 10 minutos, antes do ato de barbear.
Lavar a região com movimentos circulares: Usar uma esponja, pano levemente abrasivo ou pincel para barbear diariamente pode ajudar a liberar os pelos encravados.
Não existe consenso sobre o tipo de lâmina de barbear a ser usada. No entanto, recomenda-se o uso de um aparelho elétrico que corte o pelo a uma certa distância da superfície da pele, idealmente, a um mínimo de 1 milímetro.
Evitar:
Esticar a pele antes de barbear.
Cortar o pelo no sentido contrário ao seu crescimento.
Usar lâminas de barbear cegas.
Barbear-se de forma infrequente, o que permite que os pelos atinjam um comprimento que predisponha a encravar.
Puxar os pelos encravados, pois isso pode levar a inflamação do folículo piloso e subsequente penetração do pelo na parede do folículo (crescimento transfolicular).
As lesões desaparecem após 1 a 6 meses, mas as manchas escuras (hiperpigmentação) podem demorar mais para desaparecer.
Após a involução da pseudofoliculite, os pelos podem ser cortados rente à pele.
A Pseudofoliculite da Barba Tem Tratamento?
Sim. A pseudofoliculite da barba tem tratamento. Aqui estão as principais opções:
Remoção de pelos encravados: Os pelos que penetraram na pele podem ser removidos com uma escova de dente ou uma agulha esterilizada.
Se não for possível deixar de se barbear, as seguintes alternativas podem ser consideradas:
Corticosteroides de baixa potência: Em forma de creme, são úteis para controlar a inflamação da pele.
Para inflamações intensas, corticosteroides podem ser injetados nas lesões, especialmente em queloide, a cada 4 a 6 semanas.
Antibióticos tópicos: Indicados para casos com infecção bacteriana. Combinam peróxido de benzoíla com clindamicina ou eritromicina.
Cremes para diminuir a espessura da pele: Cremes com ácido retinoico, ureia e ácido glicólico podem reduzir o risco de pelos encravados.
É necessário uso prolongado para manter o controle.
Peelings: 3 tipos de peelings correspondente ao ácido glicólico, ácido salicílico ou ácido tricloroacético podem reforçar as opções de tratamento acima.
Eflornitina em creme: Retarda o crescimento dos pelos, diminuindo sua densidade e melhorando a pseudofoliculite.
É mais eficaz quando combinada com tratamento a laser.
Antibióticos orais: A eficácia é discutível na ausência de infecção bacteriana.
Tetraciclina e seus derivados, como doxiciclina, podem ser usados por seu efeito anti-inflamatório adicional, com tratamento entre 1 e 3 meses.
Tratamento hormonal: Antiandrógenos são úteis para mulheres com síndrome do ovário policístico, ajudando a diminuir a densidade dos pelos.
Laser: Múltiplas sessões são necessárias para a remoção definitiva dos pelos.
Esta é a melhor opção de tratamento, pois apenas 10 a 20% dos pelos permanecem após o tratamento.
O laser é eficaz apenas sobre os pelos que ainda não se tornaram brancos.
A proteção contra insetos é crucial, especialmente em regiões com alta exposição a esses animais.
No Brasil, onde enfrentamos desafios com saneamento básico e educação sobre prevenção contra insetos, torna-se vital intensificar as medidas protetivas, principalmente durante o verão, época que registra aumento no número desses transmissores de doenças potencialmente letais.
Neste artigo, exploraremos as principais opções de repelentes e outras estratégias eficazes para se proteger contra picada de insetos.
Fique atento aos links internos para mais informações sobre cada tópico mencionado, proporcionando uma compreensão mais aprofundada e medidas práticas de proteção.
A Importância do combate à picada de Insetos
A picada de insetos pode resultar em consequências sérias para a saúde, incluindo:
Doenças por Protozoários e Virus: Insetos são vetores de doenças graves como malária, febre amarela, dengue, chikungunya e zika.
Mortalidade: Estas doenças podem ser fatais e são responsáveis por mais mortes anualmente do que outras causas como violência armada, terrorismo e conflitos armados.
Complicações Cutâneas: As picadas frequentemente causam infecções bacterianas da pele e alergias severas, conhecidas como estrófulo, que são reações alérgicas intensas à picada de insetos.
Mecanismo de Ação dos Repelentes
Você sabia que apenas as fêmeas de certos insetos picam os seres humanos?
Elas fazem isso para obter o sangue necessário na produção de seus ovos.
Intrigantemente, essas fêmeas são capazes de identificar os humanos pelo odor que exalam.
Como os Repelentes Funcionam?
Os repelentes são projetados para confundir esses sensores olfativos dos insetos, reduzindo assim a chance de sermos picados.
Eles operam de duas formas principais:
Agonistas dos Receptores Olfativos: Os repelentes podem se ligar a esses receptores, tornando difícil para o inseto detectar e reconhecer a pele humana.
Antagonistas dos Receptores Olfativos: Eles transformam um aroma que seria atraente para os insetos em algo repulsivo, desencorajando a aproximação deles.
Devido a esses mecanismos de ação distintos, alguns repelentes são eficazes contra certos tipos de insetos, mas não contra outros.
Isso explica por que, às vezes, é necessário usar uma combinação de repelentes para obter proteção efetiva.
Como Utilizar o Repelente Corretamente
Utilizar repelente de forma correta é essencial para garantir a máxima eficácia e segurança.
Aqui estão algumas dicas práticas para a aplicação adequada de repelentes:
Antes de Sair de Casa
Aplicação Geral: Ainda dentro de casa, aplique o repelente em spray formando uma camada fina sobre a pele, evitando excessos.
Áreas de Aplicação: Aplique o produto nas áreas de pele exposta e sobre as roupas, mas nunca por baixo delas.
Aplicação no Rosto
Coloque uma pequena quantidade nas mãos e passe cuidadosamente no rosto, evitando o contato com os olhos e a boca.
Cuidados Pós-Aplicação
Lave as mãos com água e sabão imediatamente após a utilização do repelente para evitar contato acidental com olhos, boca e genitais.
Evite aplicar repelente em feridas ou pele irritada.
Dicas Adicionais
Evite Inalação: Não use sprays em ambientes fechados ou perto de alimentos para evitar a inalação.
Crianças: Não aplique repelente diretamente nas mãos das crianças, pois elas podem tocar nos olhos ou na boca.
Filtro Solar e Repelente: Se necessário, aplique primeiro o filtro solar. Como é necessário reaplicar o filtro solar mais frequentemente do que o repelente, a aplicação simultânea dos 2 produtos pode gerar utilização do repelente além do necessário
Durabilidade: Atividades como nadar, suar, tomar banho, praticar exercícios ou estar na chuva podem reduzir a eficácia do repelente.
As Mulheres Grávidas Podem Usar Repelentes?
É seguro e recomendável que mulheres grávidas usem repelentes, especialmente em áreas onde doenças transmitidas por insetos, como as arboviroses, são comuns.
O uso de repelentes durante a gravidez é crucial para proteger tanto a mãe quanto o feto de infecções como a Zika, que pode causar graves deformidades congênitas.
Recomendações de Repelentes para Gestantes
DEET: Um dos repelentes mais eficazes e seguros para mulheres grávidas. Ele oferece uma proteção robusta contra uma variedade de insetos e é considerado seguro para uso durante toda a gravidez.
Roupas Impregnadas: Além dos repelentes aplicados diretamente na pele, as gestantes podem utilizar roupas tratadas com permetrina. Este é um método adicional de proteção muito eficaz.
Cuidados Especiais Durante a Amamentação
Evite o Mamilo: Ao aplicar repelente, é importante evitar a área do mamilo para prevenir que a substância seja ingerida pelo bebê durante a amamentação.
Quais os Tipos de Repelentes Disponíveis?
A eficácia dos repelentes pode variar significativamente entre as diferentes opções disponíveis no mercado. Basicamente, os repelentes são divididos em duas grandes categorias: naturais e sintéticos.
Em relação aos sintéticos, dispomos dos seguintes tipos:
DEET (N,N-Dietil-m-toluamida)
Icaridina
IR3535 (Etil butilacetilaminopropionato)
Permetrina
Abordaremos mais profundamente cada um deles a seguir.
DEET: O Repelente Mais Eficaz
O DEET é amplamente reconhecido como um dos repelentes mais eficazes do mercado, oferecendo proteção robusta contra mosquitos, moscas e carrapatos.
Esta substância tem um histórico comprovado:
Longa História de Uso: Com mais de 70 anos de aplicação segura.
Amplo Espectro de Proteção: Efetivo contra uma grande variedade de insetos.
Duração Prolongada: Oferece proteção prolongada, que pode ser ainda mais estendida com fórmulas em microcápsulas. Essas cápsulas retardam a evaporação e reduzem a absorção pela pele, permitindo o uso de concentrações menores sem perder eficácia.
Concentrações e Eficiência
Diferentes Concentrações: Disponível em formulações que variam de 5% a 100%.
Eficiência Ideal: A concentração de 30% é considerada um platô de eficiência, mas concentrações mais altas proporcionam maior tempo de proteção.
Proteção por Duração:
15% a 30% de concentração oferecem entre 6 e 12 horas de proteção.
10% de concentração protege por cerca de 2 horas, enquanto 24% estende até 5 horas.
Fatores Redutores: A eficácia do repelente pode ser diminuída por atividades como natação, banho, chuva, sudorese e ao lavar a área aplicada.
Escolhendo a Concentração Correta
Para uso diário e exposição moderada, uma concentração mais baixa, alinhada ao tempo de exposição aos insetos, é geralmente adequada.
Concentrações mais elevadas são recomendadas para:
Intensa Exposição a Insetos: Para exposições prolongadas de mais de 3 a 4 horas.
Ambientes com altas Temperaturas e uomidade: Essas condições podem diminuir a eficácia do repelente, tornando necessárias concentrações mais altas.
Mecanismos de Ação do DEET no Combate aos Insetos
O DEET é um repelente altamente eficaz, que atua de forma específica para impedir que mosquitos e outros insetos piquem os seres humanos. Aqui estão os principais mecanismos pelos quais o DEET oferece proteção:
Perturbação dos Receptores Sensoriais: Localizados nas antenas dos mosquitos, estes receptores são essenciais para que os insetos localizem sua próxima vítima.
O DEET interfere nesses receptores, reduzindo significativamente a capacidade dos mosquitos de detectar a pele humana.
Mascarando o Cheiro da Pele: O DEET atua nos receptores olfatórios dos insetos, comprometendo sua habilidade de sentir o cheiro humano.
Além disso, forma uma barreira de vapor que altera a percepção gustativa e olfativa dos insetos, tornando o ambiente desagradável para eles. Essa combinação de fatores contribui para a aversão dos insetos em se aproximar e picar.
Importante:
Não Letal: É crucial notar que o DEET não mata os insetos; sua função é exclusivamente repelente, impedindo que os insetos se aproximem e piquem os indivíduos tratados.
Efeitos Colaterais do DEET
O DEET é geralmente seguro, quando usado conforme as instruções, mas como qualquer produto químico, pode causar efeitos colaterais em certas circunstâncias.
Aqui estão alguns dos possíveis efeitos colaterais:
Gravidade dos Efeitos: Efeitos colaterais graves são raros e geralmente estão associados à ingestão do DEET ou a uma exposição intensa, especialmente em crianças.
Inflamação e Neurotoxicidade: A absorção excessiva pela pele pode levar à inflamação e, em casos extremos, à neurotoxicidade, caracterizada por sintomas como letargia, confusão, encefalopatia e convulsões.
Danos a Materiais: O DEET pode danificar materiais de vinil, como cadeiras de carro e armações de óculos.
Sensação Desconfortável: Alguns usuários relatam uma sensação oleosa e pegajosa após a aplicação do DEET.
Interação com Filtro Solar: A aplicação simultânea de DEET e filtro solar pode reduzir a eficácia do filtro solar e aumentar a absorção do DEET para o corpo. Recomenda-se aplicá-los em áreas distintas para evitar esses problemas.
Efeitos em Crianças: Efeitos tóxicos no sistema nervoso são mais observados em crianças após exposição maciça, seja por ingestão ou aplicação excessiva na pele. No entanto, esses casos são raros.
Importante
É essencial seguir as instruções de uso do DEET e evitar a exposição excessiva para reduzir o risco de efeitos colaterais.
Se ocorrerem reações adversas, como irritação da pele ou sintomas neurológicos, deve-se procurar assistência médica imediatamente.
Cuidados com o Uso do DEET em Crianças
O uso de DEET em crianças requer precauções especiais para garantir sua segurança e eficácia.
Aqui estão as diretrizes importantes a seguir:
Idade Apropriada: O DEET pode ser aplicado em crianças a partir de 2 meses de idade, conforme algumas recomendações, embora muitos especialistas sugiram esperar até que a criança tenha pelo menos 2 anos.
Concentração Adequada: Para crianças, é recomendável usar repelentes com uma concentração de DEET entre 10% e 30%. Essas concentrações são eficazes e tendem a ser mais seguras para a pele sensível das crianças.
Remoção Após Uso: É importante remover o repelente da pele das crianças assim que não houver mais exposição aos insetos para minimizar o risco de irritação ou absorção excessiva.
Evitar Uso Simultâneo com Filtro Solar: Como mencionado anteriormente, a aplicação simultânea de DEET e filtro solar pode reduzir a eficácia do filtro solar e aumentar a absorção sistêmica do DEET.
Se necessário, aplique-os em momentos ou áreas diferentes.
Precauções Adicionais: Tenha cuidado para evitar a ingestão do repelente e não aplique em excesso na pele das crianças. Altas concentrações aplicadas de forma repetitiva podem levar a efeitos tóxicos no sistema nervoso, embora sejam raros.
Dicas de Aplicação
Aplique o repelente nas mãos dos adultos primeiro e então transfira para a pele da criança, evitando áreas ao redor dos olhos e da boca.
Assegure que as mãos das crianças sejam lavadas após a aplicação para evitar que elas coloquem os dedos na boca ou nos olhos.
Icaridina: Uma Alternativa Eficiente ao DEET
A Icaridina é um repelente eficaz contra uma ampla gama de insetos, incluindo mosquitos, carrapatos, e ácaros, onde este último pode causar trombiculiase.
Além disso, é efetiva contra doenças transmitidas por arbovírus, como zika, dengue e chikungunya, além da malária.
Mecanismo de Ação
Odor Desagradável: Semelhante ao DEET, a Icaridina emite um odor que é desagradável para os insetos, o que o desencoraja à aproximação e à picada.
Concentrações e Efetividade
Disponível em Diversas Concentrações: 7%, 15% e 20%.
Proteção Duradoura: Concentrações entre 10% e 20% oferecem de 6 a 12 horas de proteção.
Comparação com DEET: Em concentrações de 20%, a Icaridina é tão eficaz quanto o DEET. No entanto, geralmente oferece um tempo de proteção mais curto, exceto quando o DEET está em concentrações abaixo de 30%.
Vantagens em Relação ao DEET
Não Tóxica: A icaridina não apresenta toxicidade, mesmo com uso prolongado, sendo considerada mais segura que o DEET.
Maior Conforto no Uso: É inodora e não deixa a pele pegajosa, pois não tem consistência gordurosa. Além disso, não degrada objetos de plástico nem irrita a pele.
Reaplicação: Recomenda-se a reaplicação da icaridina a cada 3 a 4 horas para manter sua efetividade, especialmente na proteção contra carrapatos.
Proteção Contra Carrapatos
Efetividade Inicial: Tanto a icaridina quanto o DEET são eficazes na primeira hora após a aplicação. No entanto, a eficácia do DEET é superior após esse período.
IR3535 (Etil butilacetilaminopropionato): Eficiência e Segurança em Repelentes
O IR3535 é conhecido por sua eficácia no combate a mosquitos e carrapatos, sendo uma opção confiável para repelentes.
Mecanismo de Ação
Receptores de Odor: Assim como o DEET, o IR3535 funciona perturbando os receptores de odor dos insetos, o que dificulta a sua capacidade de localizar humanos.
Efetividade e Aplicação
Variação de Eficácia: Estudos mostram resultados variados em relação à eficácia do IR3535. Enquanto alguns estudos indicam que é menos eficaz que outros repelentes, outros apontam que sua eficácia é comparável à do DEET, necessitando de reaplicações a cada 6 a 8 horas para manter sua efetividade.
Concentrações Disponíveis: O repelente está disponível em concentrações que variam de 7,5% a 20%.
Proteção Prolongada: Na concentração de 20%, o IR3535 oferece proteção completa contra o mosquito Aedes e Culex por 7 a 10 horas.
Duração Longa: Concentrações a partir de 10% são efetivas por várias horas, garantindo uma longa duração de proteção.
Permetrina: Proteção Abrangente Contra Insetos
A permetrina é um repelente de amplo espectro, altamente eficaz na proteção contra uma grande variedade de insetos, sendo especialmente útil em locais de exposição intensa.
Aplicações e Eficácia da permetrina
Impregnação em Tecidos: Frequentemente usada durante a fabricação de roupas, calças e roupa de cama, a permetrina pode permanecer eficaz nos tecidos por até 70 lavagens.
Aplicação em Spray: Também disponível em spray a 0,5%, pode ser aplicada em roupas, sapatos, mosquiteiros e equipamentos de camping. Requer reaplicação após cerca de 5 lavagens.
Uso Seguro da permetrina
Não Aplicar na Pele: Apesar de estar disponível em loção para tratamento de escabiose e pediculose, a permetrina não deve ser aplicada diretamente na pele para repelência de insetos.
Mecanismo de Ação da Permetrina
Impacto no Sistema Nervoso: A permetrina age causando danos ao sistema nervoso dos insetos, paralisando-os. É segura para humanos quando usada conforme indicado.
Comparação com DEET
Proteção Contra Carrapatos: Oferece maior proteção contra carrapatos em comparação ao DEET.
Combinação com DEET: Para proteção ideal, a combinação de permetrina (aplicada em tecidos) e DEET (aplicado na pele) é recomendada, cobrindo uma gama mais ampla de insetos que o DEET sozinho não pode repelir.
Efeitos Adversos da Permetrina
Reações Raras: Embora as reações adversas sejam raras, doses altas podem causar problemas neurológicos como parestesia, tremores, perda de coordenação, ataxia, paralisia e convulsões.
Outros Efeitos: A permetrina também pode causar irritação da pele e dos olhos, além de potenciais efeitos no sistema imunológico e no desenvolvimento fetal.
O segundo grupo de repelentes é representado pelos de origem natural, a partir de óleo de plantas.
Esses produtos naturais são mais seguros (menos efeitos colaterais) do que os sintéticos, referidos anteriormente.
Dispomos dos seguintes tipos:
Óleo de Eucalipto de Limão: Uma Alternativa Natural ao DEET
O Óleo de Eucalipto de Limão é reconhecido por sua eficácia comparável ao DEET, especialmente em concentrações mais baixas, oferecendo uma opção natural eficaz para repelir insetos.
Eficácia e Duração
Proteção Prolongada: Dependendo da agressividade dos mosquitos, este óleo pode oferecer proteção de até 6 horas contra os mais agressivos e até 12 horas para os menos agressivos.
Concentrações Variáveis: Disponível em spray, as concentrações variam de 10% a 40%, permitindo flexibilidade no nível de proteção desejado.
Comparação com Outros Repelentes
Eficácia Contra Carrapatos: Tanto o óleo de eucalipto de limão quanto a icaridina mostram maior eficácia do que o DEET no combate a carrapatos, oferecendo uma alternativa robusta para áreas com alta prevalência desses parasitas.
Precauções
Uso em Crianças: Devido à sua potência, não é recomendado para crianças menores de 3 anos. É importante seguir as diretrizes de segurança para evitar reações adversas em peles sensíveis.
Óleo de Citronela: Uso e Eficácia como Repelente Natural
O Óleo de Citronela é amplamente utilizado como repelente natural, disponível em diversas formas e concentrações para atender a diferentes necessidades de proteção contra insetos.
Formas e Concentrações
Variedade de Aplicações: O óleo pode ser encontrado em concentrações que variam de 0,5% a 20% e é aplicado de várias formas, incluindo óleo puro, velas (que emitem fumaça) e loções.
Eficácia Contra Insetos: É particularmente eficaz contra mosquitos transmissores da malária e de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. No entanto, não é eficaz contra carrapatos, pulgas e maruins.
Efeitos Colaterais
Irritações: Embora geralmente seguro, o óleo de citronela pode causar irritação dos olhos e da pele em algumas pessoas, especialmente se usado em altas concentrações ou aplicado de forma inadequada.
Óleo de Erva de Gato: Segurança e Eficácia em Repelentes Naturais
O Óleo de Erva de Gato é conhecido por sua segurança superior em relação a efeitos colaterais, comparado a repelentes tradicionais como o DEET, além de oferecer proteção eficaz contra mosquitos.
Características e Aplicação
Duração da Proteção: Oferece até 7 horas de proteção contínua contra mosquitos, tornando-o ideal para uso prolongado em ambientes externos.
Formas de Uso: Disponível em spray e loção, com concentrações que variam entre 7% e 15%, o óleo de erva de gato permite uma aplicação flexível de acordo com as necessidades individuais.
Vantagens
Segurança: Comparado ao DEET, o óleo de erva de gato apresenta menos riscos de efeitos colaterais, tornando-o uma opção mais segura, especialmente para pessoas com pele sensível ou alérgica.
Outras Medidas de Proteção Contra Picadas de Insetos
Além do uso de repelentes, existem várias estratégias eficazes para minimizar as chances de ser picado por insetos.
Aqui estão algumas medidas complementares que você pode adotar:
Controle de Água Parada
Evitar Acúmulo de Água: Elimine fontes de água parada ao redor de sua residência, como em pneus velhos, para reduzir os locais de reprodução dos mosquitos.
Povoar Águas Acumuladas: Introduza peixes e bactérias não patogênicas em recipientes com água acumulada para destruir as larvas de mosquitos.
Técnicas Avançadas
Mosquitos Geneticamente Modificados: Utilize mosquitos modificados geneticamente que possuem genes letais para seus descendentes, reduzindo a população de mosquitos.
Barreiras Físicas
Instalação de Telas: Coloque telas em janelas e portas para evitar a entrada de insetos.
Uso de Mosquiteiros: Durante o sono, use mosquiteiros cuidadosamente dispostos para evitar o contato com objetos ao redor da cama, impedindo que os insetos se apoiem e piquem.
Vestuário Apropriado
Roupas Protetoras: Vista roupas que cubram completamente braços e pernas, preferencialmente de cores claras, pois são menos atraentes para os mosquitos. Cubra as extremidades da calça com as meias para proteger os tornozelos, cobrindo a extremidade da calça com as meias.
Cuidados Pessoais
Manutenção das Unhas: Mantenha as unhas cortadas para evitar escoriações causadas pelo ato de coçar, reduzindo assim o risco de cicatrizes e infecções bacterianas, como a erisipela.
Complicações Evitadas pelo Uso de Repelentes
O uso de repelentes não é apenas uma medida de conforto; é crucial para prevenir uma série de complicações dermatológicas e reações alérgicas causadas por picadas de insetos.
Aqui estão algumas das principais complicações que podem ser evitadas:
Problemas de Pele
Coceira (Prurido): o repelente reduz a necessidade de coçar, prevenindo agravamento da pele.
Cicatrizes e Manchas Escuras: Evita marcas permanentes resultantes de picadas frequentes e coceira excessiva.
Estrófulo: Prevenção do surgimento de pápulas (carocinho), inchaços de urticária e coceira intensa em áreas expostas da pele.
Infecções Bacterianas: Reduz o risco de condições como impetigo e erisipela que podem ocorrer quando a pele é frequentemente arranhada.
Dermatite de Contato: Diminui a incidência de dermatite que pode resultar do uso de cremes para tratar a coceira causada por picadas.
Reações Alérgicas
Urticária: Minimiza o aparecimento de urticas (inchaços) que podem durar até 24 horas por lesão, frequentemente acompanhadas de intensa coceira.
Reação Anafilática: Evita situações potencialmente fatais, como o surgimento de inchaços nas vias respiratórias que dificultam a respiração.
No ProntoPele, você será atendido para tratar alergia à picada de inseto no mesmo dia.
Eritema nodoso é uma inflamação da parte mais profunda da pele, correspondente à gordura (tecido celular subcutâneo), pertencendo ao grupo das paniculites.
Manifesta-se como nódulos avermelhados e dolorosos, na parte anterior das pernas.
Geralmente, não é possível identificar sua etiologia, porém, o dermatologista deve investigar as causas.
Neste artigo, vamos relatar as causas dessa doença, além das manifestações clínicas e o tratamento.
O que é o eritema nodoso?
O eritema nodoso é uma inflamação do tecido celular subcutâneo (gordura da pele), correspondente à parte mais profunda da pele, relacionado a uma reação de hipersensibilidade (alérgica) a uma gama variada de doenças, incluindo infecções, sarcoidose, doenças inflamatórias intestinais, medicamentos, doenças autoimunes, gravidez e câncer.
O eritema nodoso é frequente?
É uma doença rara, com incidência de 52 por 1 milhão de pessoas.
As mulheres são 3 a 6 vezes mais afetadas do que os homens, predominando na idade adulta.
Na infância, não existe diferença entre os gêneros.
A segunda e terceira décadas da vida são as mais afetadas.
A incidência varia em diferentes regiões do planeta, relacionada à prevalência das causas da doença em cada localidade.
Eritema nodoso: qual o mecanismo de adoecimento?
O mecanismo não é bem conhecido, porém, considera-se que esteja relacionado ao processo alérgico consequente à exposição a vários antígenos (substâncias alérgicas), formação de complexos imunes e consequente deposito deles nas pequenas veias da gordura da pele.
Existe predisposição hereditária, confirmado por casos na mesma família, porém ainda é discutível essa influência.
As causas da doença não são identificadas entre 37 e 60%.
As causas mais frequentes, em ordem decrescente:
Infecciosa: pela bactéria estreptococo na orofaringe (garganta), é a mais frequente.
Leucemias:Leucemia mieloide aguada é a mais frequente
Carcinomas internos
Gravidez
Como o eritema nodoso se manifesta?
Manifesta-se pelo aparecimento súbito de nódulos, ligeiramente elevados e que, menos frequentemente, podem confluir formando placas avermelhadas.
Localizam-se mais frequentemente na face anterior das pernas, de forma bilateral e simétrica. Menos frequentemente, localizam-se em maléolos (transição entre as pernas e os pés), coxas, braços, nádegas, panturrilhas e rosto.
Medem entre 2 e 5 centímetros.
Fotos 1a 1b: Eritema nodoso, manifestado por nódulos avermelhados na face anterior das pernas
Quando se localizam sobre as articulações, podem gerar inchaço nelas.
As lesões são dolorosas.
Desaparecem entre 3 e 6 semanas, sem deixar cicatriz.
Durante sua involução, as lesões, inicialmente avermelhadas, são substituídas, em poucos dias, por outras de cor violáceas e, finalmente, apresentam coloração amarelo-esverdeada, semelhante a hematomas que são gerados por traumatismo de objeto.
Frequentemente, as lesões são precedidas por:
Dor na barriga
Vômito
Diarreia
Febre entre 38 e 39 graus
Sensação de mal-estar
Fadiga
Dor de cabeça
Tosse
Vômito
Perda de peso
Dor nas articulações (principalmente nos maléolos e joelhos)
Têm duração de uma a três semanas.
Algumas dessas manifestações podem ser sugestivas de doença sistêmica (origem em outro órgão).
Eritema nodoso: quais exames laboratoriais são importantes para o diagnóstico?
Hemograma completo: identifica infecção ou câncer no sangue (leucemia)
Velocidade de hemossedimentação e proteína C reativa: doença e inflamação em outros órgãos
Pesquisa da bactéria estreptococo na orofaringe (garganta)
Titulação de antiestreptolisina O: infecção por estreptococo
Rx de tórax: sarcoidose, tuberculose, linfoma
Qual o tratamento do eritema nodoso?
Medidas de suporte:
Repouso com a elevação das pernas
Compressão das pernas com meia elástica
Medicamentos anti-inflamatório para a dor como a indometacina e o naproxeno
Outros medicamentos anti-inflamatórios:
Iodeto de potássio
Colchicina
Dapsona
Hidroxicloroquina
Tetraciclina, minociclica e eritromicina
Corticosteroide por via oral e injetável dentro da lesão
A miíase é uma infestação da pele, e consequente invasão dos órgãos e tecidos, pelas larvas de moscas dípteros e podendo atingir também os animais.
Qual a frequência da miíase?
Predomina nos países de clima tropical, preferencialmente na população pobre e, nesta, acomete mais as áreas rurais.
Não existe predomínio por gênero, raça ou idade
Como acontece a instalação da miíase?
Em relação aos agentes etiológicos, estes podem ser classificados em 3 tipos quanto à interação com o homem, em ser mais ou menos dependentes dele, para atingir a fase adulta:
Agentes específicos ou parasitas obrigatórios:
Corresponde à miíase furunculóide: A fêmea adulta coloca entre 10 e 50 ovos em outro inseto voador. Este, pica a pele do homem, injetando os ovos do inseto inicial e, após penetrar na pele, geram a lesão semelhante ao furúnculo.
Esse tipo de parasitismo se caracteriza pela necessidade obrigatória do homem, em algum momento, fazer parte do ciclo de vida da mosca.
As moscas responsáveis por esse tipo de parasitismo são a Dermatobia hominis e a Callitroga americana.
Localiza-se na pele não coberta pela roupa, especialmente na cabeça, manifestado por um nódulo (caroço), com aspecto de um furúnculo, medindo entre 1 e 2 centímetros, avermelhado, edemaciado (inchado) e com um orifício.
Foto 1: Miíase furunculóide, onde se observa nódulo avermelhado, consequente a intensa inflamação. Foto cedida pelo dermatologista Samuel Freire, do Atlas Dermatológico.
Observando esse orifício, é possível detectar movimento de líquido, em consequência do deslocamento da larva, tentando respirar pela abertura do nódulo.
Foto 2: Miíase furunculoide, onde se observa a larva chegando à superfície da lesão para respirar. Foto cedida pelo dermatologista Samuel Freire, do Atlas Dermatológico.
Muito menos frequentemente, podem surgir várias lesões, cada uma correspondente à inoculação de uma larva.
A sensação de dor é muito intensa, em ferroada, e pode ser agravada por infecção por bactérias, gerando erisipela ou abscesso.
Agentes semi-específicos:
As larvas da mosca não têm a obrigação de parasitar o homem para atingir a fase adulta.
Podem ser de 2 tipos clínicos:
Miíase secundária:
Os ovos são depositados em lesões abertas consequente a outras doenças, como úlcera de perna, gerando, nestas, a ampliação do seu tamanho.
Foto 3: Miíase secundária: numerosas larvas sobre úlcera. Foto cedida pelo dermatologista Samuel Freire, do Atlas Dermatológico. Foto 4: Miíase secundária, onde se observa a larva removida da úlcera. Foto cedida pelo dermatologista Samuel Freire, do Atlas Dermatológico.
Miíase cavitária:
A mosca deposita os ovos em cavidades naturais do corpo como ouvido, nariz, vagina e olhos.
Podem progredir para destruição de tecidos anexos, inclusive de cartilagem e de osso e, gerar, consequentemente, meningite, mastoidite, sinusite e faringite.
Ao contrário da miíase furunculoide, a miíase provocada por agentes semi-específicos pode gerar grande número de larvas.
As moscas responsáveis por esses tipos de lesões pertencem ao grupo Calliroga macellaria, Lucilia illustris e Cochliomyria hominivorax.
Miíase migrante:
É consequente ao deposito de ovos das moscas na pele e gerando lesões lineares, serpiginosas, além de muita coceira (prurido). Diferencia-se da larva migrans (link interno), pelo fato de os túneis serem de menor diâmetro.
Agentes acidentais:
Acidentalmente, o homem ingere esses parasitos, em consequência da contaminação dos alimentos, gerando a miíase intestinal.
Qual o tratamento da miíase?
A miíase furunculóide é tratada com asfixia da larva, através da oclusão do orifício com éter e esparadrapo, durante 24 horas. Após esse período, a larva, já morta, gera facilidade da sua remoção, que pode ser realizada com pinça, após apertar a pele (foto 5).
Foto 5: Mííase Furunculóide, onde se observa a eliminação da larva, morta em consequência da asfixia, decorrente da oclusão da abertura do nódulo. Foto cedida pelo dermatologista Samuel Freire, do Atlas Dermatológico.
As variedades secundárias e cavitarias, podem ser tratadas com a colocação de éter ou com a ingestão de ivermectina. e posterior remoção das larvas, bastante trabalhosa, devido ao seu grande número.
A doença mão-pé-boca é provocada pelos vírus enterovírus e coxsakievírus, transmitidos através da ingestão de fezes ou pela fala.
Manifesta-se na pele através de erupção maculopapular (manchas avermelhadas associadas a carocinhos) ou pápulas (carocinhos) associadas a vesículas (bolhinhas d’água) nas mãos e nos pés, além de feridas (ulcerações) na boca
Nesse artigo, descreveremos a transmissão, as manifestações clínicas, as complicações, além do tratamento da doença.
A doença mão-pé-boca é frequente?
É uma doença comum na infância, principalmente em menores de 5 anos de idade. Isso é devido à ainda imaturidade do sistema imunológico e a tendencia ao agrupamento das crianças e consequente maior chance de transmissão da doença.
Em países de clima tropical, a doença acontece durante todo o ano, ao contrário dos de clima frio, onde é mais frequente no inverno.
Pediatras e outros profissionais de saúde, que trabalham com crianças, são mais propensos a adquirir a enfermidade.
Não há diferença de incidência entre os gêneros.
Qual a causa da doença mão-pé-boca?
É causado pelos enterovírus, classificados em 4 grupos: A, B, C e D, existindo mais de100 subtipos.
No passado, o EVA71 e AVC16 foram os mais frequentes. Atualmente, outros subtipos têm sido identificados, como o AVC6 e o AVC10.
Como a doença mão-pé-boca é transmitida?
O ser humano é o único portador do vírus.
A transmissão ocorre através do contato oral com fezes contaminadas (o vírus pode permanecer viável nas fezes entre 4 e 8 semanas). É, portanto, mais fácil a transmissão em locais onde a população não tem acesso à água potável.
Outra maneira de transmissão é através das vias respiratórias (por gotículas de saliva no ar).
O período de incubação é de 3 a 6 dias.
O contágio é mais intenso na primeira semana da doença, após o início dos sintomas.
Os portadores da infecção ainda sem sintomas (assintomáticos), dificultam a prevenção da doença, que deve ser realizado através do isolamento das pessoas susceptíveis de adquiri-la
Fatores que contribuem para a transmissão da doença mão-pé-boca:
Altas e baixas temperaturas, além da alta umidade ambiental
Poluição ambiental
Alta velocidade do ar
Diminuição da camada de ozônio
Alta densidade populacional nas grandes cidades
Baixo nível educacional da população, que gera menor cuidado na transmissão da doença (hábito de lavar as mãos) e de poder aquisitivo, gerando maior facilidade de contágio por ser obrigada a viver em casas de pequeno tamanho, abrigando grande número de pessoas.
Reuniões prolongadas das crianças em creches e escolas
Fatores que contribuem para evitar a gravidade da doença mão-pé-boca:
Médicos qualificados para tratar precocemente a doença
Hospitais com alta qualidade de equipamentos
População educada o suficiente para procurar o médico logo no início da doença
O aleitamento materno fortalece a imunidade da criança.
Como se manifesta a doença mão-pé-boca?
As lesões cutâneas, acompanhadas, na maioria dos casos, por febre de baixa intensidade, se caracterizam por erupção tipo manchas avermelhadas que podem evoluir para pápulas (carocinhos) (foto 1) ou estas associadas a vesículas (bolhinhas d’água), porém mantendo as citadas manchas na periferia das lesões (fotos 2 e 3).
Localizam-se no dorso das mãos e dos pés, palmas e plantas, além do rosto (foto 4) e nádegas.
Fotos 1: doença mão-pé -boca, caracterizada por pápulas (carocinhos) avermelhados e vesículas nas mãos e nos punhos. Fotos 2: doença mão-pé-boca no pé, onde se observa vesículas e pústulas cercadas por lesões avermelhadas (eritematosas), no dorso do pé e se estendendo ao início das pernas. Foto 3: doença mão-pé-boca próximo ao cotovelo, caracterizado por pústulas (bolhinhas com pus), algumas com crosta de sangue no centro, além de halo avermelhado. Foto 4: manchas avermelhadas no nariz, além de vesículas e pústulas ao redor da boca.
Também pode surgir ulcerações (feridas) dolorosas na boca e, afetando tipicamente sua porção posterior (palato mole) e, menos frequentemente, a língua e outras partes da boca.
A dor, correspondente às feridas na boca, pode ocasionar desidratação, decorrente da recusa em ingerir líquido.
As lesões desaparecem entre 7 e 10 dias, sem deixar cicatrizes.
Em fase posterior, entre 1 e 2 meses após a infecção e durando 1 a 8 semanas, pode surgir descolamento das unhas do leito ungueal das mãos e dos pés e eliminação delas, além depressões horizontais na superfície delas.
Quais as complicações da doença mão-pé-boca?
Apesar de raras, as crianças, especialmente as de menos de 5 anos de idade, podem manifestar as seguintes sequelas neurológicas:
Meningite asséptica (sem infecção)
Paralisia do nervo facial
Fraqueza e atrofia dos membros
Disfagia (dificuldade em engolir alimentos)
Convulsão
Déficit de atenção e hiperatividade
Comprometimento das habilidades da fala e da linguagem
Deficiência visual em apenas um olho
Como a doença mão-pé-boca é prevenida e tratada?
A prevenção é realizada através da lavagem das mãos e desinfecção de fômites (vestuário, escova de cabelo, celular, corrimão).
A China desenvolveu uma vacina eficaz contra apenas o subtipo EV-A71, resultando em grande diminuição da incidência da doença, com taxa de imunização de 97,4% da população.
Infelizmente, a vacina não resulta em proteção contra os outros subtipos do vírus.
Ainda não existe unanimidade em relação ao uso dos medicamentos antivirais. Portanto, ainda não são utilizados como rotina.
O tratamento é dirigido ao combate da febre, da dor e da manutenção da hidratação.
A imunoglobulina intravenosa pode diminuir o tempo de duração da febre e das lesões na pele. É também indicada nos casos graves da doença.
A hipomelanose macular progressiva é uma doença que se manifesta como manchas esbranquiçadas (hipocrômicas) no tronco, especialmente nas costas (região lombar) e com tendencia para convergir para a linha média dessa região.
A hipomelanose macular progressiva é frequente?
Essa doença é comum, afetando principalmente as mulheres adolescentes e jovens, além das de pele com tonalidade escura.
Qual a causa de hipomelanose macular progressiva?
Apesar de pertencer à flora normal da pele, a bactéria Cutibacterium acnes, microorganismo também responsável pela acne, está presente em maior quantidade nas manchas esbranquiçadas da enfermidade.
A bactéria produz uma substância, a porfirina, que inibe a produção da melanina, pigmento responsável pela cor da pele.
A relação com essa bactéria é confirmada através do exame da pele com a luz de Wood e que gera uma cor avermelhada, correspondente ao orifício do pelo, decorrente da produção do pigmento porfirina pela bactéria.
O exame do PCR e a cultura bacteriológica do material colhido, através de biopsia da pele, confirmam a etiologia bacteriana da enfermidade.
A maior produção do sebo pela pele nos jovens, ambiente ideal para a proliferação do Cutibacterium acnes, pode explicar a maior incidência da doença nessa faixa etária.
Outra comprovação da etiologia bacteriana é o desaparecimento das manchas com o tratamento, através da aplicação ou da ingestão de antibióticos.
Como a hipomelanose macular do tronco se manifesta?
Caracteriza-se por manchas hipocrômicas (esbranquiçadas), em forma de moeda (numulares), com bordas mal delimitadas (“borradas”) e que não eliminam escamas.
Esa característica da mancha mal delimitada e a ausência de eliminação de escamas, serve para diferenciar a hipomelanose macular progressiva da pitiríase versicolor, cujas manchas têm o limite bem visíveis em relação à pele normal que a rodeia e pode ser evidenciado as escamas atritando a pele com a unha.
Localiza-se preferencialmente na parte mais inferior do dorso (região lombar) e com tendencia a confluir para a linha média do tronco. Pode se estender para parte superior dos membros.
Fotos 1 e 2: Hipomelaose macular progressiva na parte inferior das costas, localização típica, manifestado por manchas esbranquiçadas (hipocrômicas) de bordas mal delimitadas e confluentes. Fotos cedidas pela Dra. Silvana Cavalcanti, correspondente à sua tese de doutorado.
O abdômen é o segundo lugar mais frequente.
Foto 3: Hipomelanose macular progressiva no abdômen, localização menos frequente da doença. Foto cedida pela Dra. Silvana Cavalcanti, correspondente à sua tese de doutorado.
Inicia-se já como manchas hipocrômicas, não sendo, portanto, precedidas por lesões inflamatórias, fato que ajuda no diagnostico diferencial com outras dermatoses, que também têm manchas esbranquiçadas, porém representam estágio final de lesões avermelhadas.
Essas manchas geram problema estético importante por predominarem em pessoas com pele escura, o que torna as lesões mais visíveis.
Embora exista relato de involução espontânea das manchas entre 2 e 5 anos, pode ter duração de até 15 anos.
Em alguns pacientes, pode haver recuperação transitória da cor da pele, após exposição ao sol.
Pode involuir espontaneamente após 40 anos de idade.
Qual o tratamento da hipomelanose macular do tronco?
A aplicação na pele da combinação das substâncias antibacterianas peróxido de benzoíla e clindamicina para os pacientes com pequena extensão da dermatose é eficaz.
O peróxido de benzoíla apresenta a grande desvantagem de gerar mancha definitiva na roupa.
Para os casos com grande número de lesões, é mais prático a ingestão de derivados do antibiótico tetraciclina como a doxiciclina, a minociclina e, nosso preferido, a limeciclina.
A fototerapia, que consta da irradiação da pele com lâmpadas que emitem radiação derivadas do sol, pode ser efetiva.
A sífilis é uma infecção transmitida, principalmente, através de contato sexual, causada pela bactéria Treponema pallidum. Com uma vasta gama de manifestações clínicas, é frequentemente referida como “a grande imitadora” devido à sua capacidade de simular muitas doenças da pele.
Nos últimos anos, observamos um crescimento preocupante na incidência da sífilis, principalmente entre homens que têm relações sexuais com homens. Este aumento é em grande parte devido à transmissão da doença nas fases primária e secundária.
Além disso, a incidência entre mulheres e indivíduos heterossexuais também tem aumentado, estando muitas vezes associada ao uso de drogas injetáveis e práticas sexuais promíscuas.
Com o aumento da incidência da sífilis em mulheres, também temos visto um crescimento dos casos de sífilis congênita. Vamos abordar este tópico em detalhe em um artigo separado.
Um exame detalhado da pele é fundamental para identificar a sífilis em suas fases iniciais. Detectar e tratar a doença precocemente é essencial para prevenir a transmissão e evitar complicações a longo prazo, incluindo lesões destrutivas e sequelas da fase avançada da doença.
Neste artigo, discutiremos a evolução da sífilis ao longo das últimas décadas, seus principais métodos de transmissão, as diferentes manifestações clínicas e as abordagens terapêuticas recomendadas.
Tendências na Incidência da Sífilis ao Longo dos Anos
A sífilis tem mostrado flutuações em sua incidência ao longo da história. Observou-se um pico epidêmico em 1990, e, a partir de 2001, o número de casos começou a crescer novamente.
Grupos de Maior Vulnerabilidade
Os jovens, especialmente entre 15 e 25 anos, são mais afetados devido à maior atividade sexual e comportamentos promíscuos.
Além disso, grupos sociais com menor escolaridade também apresentam maior vulnerabilidade.
Outros grupos de risco incluem marinheiros, soldados em combate, turistas, profissionais do sexo e homens que têm relações sexuais com homens.
Fatores de Risco Aumentado
O aumento na incidência da sífilis pode ser atribuído a várias razões:
Início precoce da atividade sexual, frequentemente associado à confiança em métodos contraceptivos para prevenção da gravidez.
Prolongamento da atividade sexual em homens devido ao uso de medicamentos para disfunção erétil.
Deslocamentos frequentes, como turismo e movimentações militares, dificultam o rastreio dos infectados.
A confiança excessiva em antibióticos específicos, que pode levar a um comportamento sexual mais arriscado.
Uma formação médica insuficiente no que diz respeito a doenças sexualmente transmissíveis, resultando em diagnósticos tardios e maior transmissão.
Estatísticas Recentes
Desde o início do século XXI, notou-se um aumento expressivo da doença em homens, especialmente ligado à transmissão entre homens que têm relações sexuais com homens, representando 54% dos casos nas fases primária e secundária.
Mulheres também mostraram um aumento na incidência, frequentemente associado ao uso de drogas injetáveis. Concomitantemente, houve um crescimento nos casos entre homens usuários de drogas relacionado à transmissão heterossexual.
Devido ao crescimento dos casos em mulheres, a sífilis congênita também tem mostrado tendência de aumento.
Além disso, é preocupante o alto índice de coinfecção com HIV em homens homossexuais, nas fases iniciais da sífilis, atingindo 42%.
Desde 2009, houve um crescimento nos casos de sífilis tardia, relacionado ao aumento da doença em sua fase precoce, observada no final dos anos 80 e início dos anos 90.
Transmissão da Sífilis: Entenda os Riscos e Proteja-se
A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum, uma bactéria delicada e sensível ao calor, com dificuldade de sobreviver fora do corpo humano.
A transmissão da sífilis acontece de diversas maneiras:
Relações Sexuais: É a via mais comum de contaminação. Mesmo que a bactéria possa penetrar a pele ou mucosas intactas, ela tem mais facilidade de entrar através de lesões ou feridas abertas.
Via Placentária: O que resulta na sífilis congênita, afetando o feto.
Transfusão de Sangue: A transmissão por doação de sangue é rara, graças à rigorosa triagem de doadores e exames específicos.
Contaminação Acidental: Profissionais de saúde, como médicos, dentistas e técnicos de laboratório, podem ser contaminados ao manusear lesões infectadas.
Após a entrada da bactéria no corpo, ela se multiplica rapidamente no local de inoculação e, em poucas horas, espalha-se por todo o organismo através dos sistemas linfático e sanguíneo.
Mesmo quando a lesão é visível apenas no ponto de entrada, a bactéria já pode ter se disseminado para todo o corpo.
A Resposta Imunológica do Corpo Humano
Não temos imunidade natural contra a sífilis, o que nos torna suscetíveis à contaminação.
Na fase inicial da doença, o corpo ainda não possui a capacidade de combater efetivamente a bactéria.
A imunidade só é adquirida nas fases mais avançadas da doença, tornando possível a reinfecção nas fases primária e secundária, mas não nas fases mais tardias.
A natureza prolongada da sífilis se deve à demora na geração de uma resposta imunológica efetiva, liderada pelos linfócitos T.
Contudo, na maioria dos casos, a doença eventualmente evolui para a cura.
Entendendo a Classificação da Sífilis: Diferentes Estágios da Doença
Baseando-se na duração e evolução da doença, a sífilis é categorizada da seguinte maneira:
Sífilis Congênita: Adquirida durante a gestação, transmitida da mãe para o feto, via placentária.
Sífilis Adquirida: Este tipo é posteriormente subdividido em:
Sífilis Recente (até 1 ano de duração): Engloba as fases primária, secundária e a latente recente. A fase latente recente, também conhecida como” fase do silêncio da doença”, surge após a fase secundária e só pode ser identificada através de exame no sangue.
Sífilis Tardia (mais de 1 ano de duração): Esta fase compreende a sífilis terciária cutânea, cardiovascular, nervosa, visceral e a latente tardia.
Por que a classificação da sífilis é importante?
Do ponto de vista clínico e epidemiológico, entender a fase da sífilis é crucial. A sífilis recente tem uma maior probabilidade de transmissão, mas é menos propensa a afetar outros órgãos, em especial o sistema nervoso central, quando comparada à sífilis tardia.
Manifestações da Sífilis: Entendendo a Fase Primária
A primeira manifestação da sífilis surge, em média, 3 semanas após a infecção, marcada pelo surgimento do cancro sifilítico, que se localiza no ponto de inoculação da bactéria.
Características do Cancro Sifilítico:
Início: Surge como uma pápula(“carocinho”), transformando-se rapidamente em ferida.
Aparência: Ferida única, redonda ou ovalada, de cor avermelhada e sem pus. Apresenta líquido com alta concentração da bactéria.
Textura: Firme ao toque e indolor, o que pode levar a ser frequentemente negligenciada. (fotos 1 e 2))
Fotos 1 e 2: Cancro da sífilis, correspondente ao local de inoculação do treponema, constituído por lesão ulcerada (ferida)
Localização Comum do Cancro:
Homens: Principalmente na glande (pênis), sulco balanoprepucial e corpo do pênis.
Mulheres: Grandes e pequenos lábios, clitóris e colo uterino.
Outras Áreas: Anus e reto, especialmente em indivíduos que têm relações sexuais anais.
Na boca, resultante de relações orogenitais, mais frequente no lábio, se manifesta como feridas recobertas por crostas ou inflamação e compromete até as amígdalas. (Foto 2)
Duração e Evolução
O cancro sifilítico desaparece naturalmente, após cerca de 4 semanas, mesmo sem tratamento, e não deixa cicatriz.
No entanto, em casos raros, pode ocorrer uma combinação de infecções, conhecida como cancro misto de Rollet, quando combina características de cancro mole e duro.
Linfonodos Afetados
Como resposta imunológica, os linfonodos ( “inguas”) próximos à localização do cancro (como os da virilha ou abaixo da mandíbula) podem aumentar de tamanho. Eles são firmes, indolores e não apresentam inflamação.
Sífilis Secundária: Sintomas e Características
A sífilis secundária surge como uma reação do sistema imunológico à disseminação da bactéria.
Manifesta-se entre 2 a 6 meses após a infecção e, em muitos casos, ocorre 6 a 8 semanas após o aparecimento do cancro. Notavelmente, o cancro pode ainda estar presente nesta fase, especialmente em portadores de AIDS.
Por que tratar na fase secundária?
Embora as lesões desta fase desapareçam mesmo sem tratamento, é crucial tratá-las para evitar complicações graves que surgem nas fases posteriores.
Manifestações da Sífilis Secundária:
Febre
Cefaleia (dor de cabeça)
Mal-estar
Anorexia (falta de apetite)
Dor de garganta
Mialgia (dor muscular)
Artralgia (dor nas articulações)
Lacrimejamento
Perda de peso
Manifestações Cutâneas: As mais comuns, ocorrendo em 80 a 95% dos casos. Incluem:
Roséola sifilítica: Manchas avermelhadas ou de tonalidade cobre.
Sifílide papulosa: Pápulas que surgem com o tempo. (fotos 3 e 4)
Fotos 3 e 4: Sífilis secundária no pescoço e face, constituída por numerosas pápulas avermelhadas(eritematosas)
Forma papuloescamosa: Pápulas com escamas (foto 5).
Foto 5: Sífilis secundaria tipo eritematoescamosa, constituída por pápulas cobertas por escamas esbranquiçadas
Mescla de manchas e pápulas num mesmo paciente. (Foto 6)
Foto 6: Sifilis secundária, constituída por manchas avermelhadas na palma da mão associadas a pápulas nos punhos
Erupções que reaparecem focadas em áreas como palmas e plantas (fotos 7A e 7B)
Fotos 7A e 7B: Sífilis secundaria nas palmas das mãos e planta dos pés, apresentando manchas avermelhadas, localizações muito sugestivas da sífilis
Descamação característica: Conhecida como colar de Biet (fotos 8 e 9)
Fotos 8 e 9: Sífilis secundária apresentado eritema (vermelhidão) no centro e descamação na periferia, manifestação típica (sinal do Colar de Biet)
Ulcerações chamadas de condiloma plano, especialmente em áreas de atrito.
Foto 10: Sífilis secundaria, onde se observa lesões esbranquiçadas no lábio superior,que apesar de serem geradas por disseminação sanguínea da bactéria, representam importante fonte de transmissão através do beijo.
Localizações frequentes são o rosto, além do tronco e membros.
Lesões em Mucosas: mais frequente na boca, sendo potenciais transmissoras da doença via beijo.
Foto 11: Sífilis secundária na gengiva, onde a ferida (exulceração) elimina o treponema, fonte importante de contágio.
Alopecia: Queda de cabelo em áreas tipo “clareira”ou de maneira difusa.
Foto 12: Alopécia no couro cabeludo da sífilis secundária, com perda de cabelo em formato de placas
Gânglios: Aumento de tamanho, perceptíveis ao toque, ocorrendo em 50 a 80% dos casos.
Sífilis Maligna Precoce: Sintomas e Características
A sífilis maligna precoce é uma forma rara da sífilis secundária. Era comum em pacientes desnutridos e debilitados e tem se manifestado com mais frequência em portadores de AIDS , nos tempos recentes.
Manifestações Clínicas da Sífilis Maligna Precoce:
Lesões cutâneas:
Pápulas e pústulas variando de pequenas a grandes.
Podem progredir para ulceração, gerando feridas cobertas por crostas.
As lesões são notavelmente mais profundas e destrutivas em comparação com outras variedades da sífilis secundária, levando à formação de cicatrizes (foto 13)
Foto 13: Sífilis maligna precoce, apresentando lesões ulceradas cobertas por crostas no dorso
Localização:
As lesões são frequentemente encontradas na cabeça, face e tórax.
Sintomas Associados:
Febre
Cefaleia (dor de cabeça)
Artralgia (dor nas articulações)
Manifestações da Sífilis Secundária em Diferentes Órgãos
A sífilis secundária pode impactar vários órgãos, levando a diversas complicações. Aqui estão as manifestações mais comuns em diferentes órgãos.
Baço:
Aumento do tamanho do baço, condição conhecida como esplenomegalia.
Fígado:
Hepatite, indicando comprometimento hepático pela sífilis.
Rins:
Gera desenvolvimento da síndrome nefrótica .
Olhos:
Condições oculares associadas incluem irite, iridociclite e uveítes anterior e posterior.
Pode levar à diminuição da visão. É crucial tratar a sífilis prontamente, especialmente em pacientes com AIDS, para evitar a perda de visão.
Audição:
Comprometimento auditivo com diminuição da capacidade de ouvir.
Sífilis Tardia: Manifestações e Complicações
A sífilis tardia é uma fase da doença que se manifesta após um período de latência, podendo ocorrer de 1 a 30 anos após a fase secundária.
Esta fase é caracterizada por manifestações distintas na pele e no sistema cardiovascular.
Manifestações Cutâneas da Sífilis Tardia:
As lesões de pele aparecem 2 a 7 anos após a fase secundária.
Caracterizam-se por serem reduzidas em número e agrupadas em áreas específicas.
Apresentam aspecto de tubérculos, nódulos e lesões em forma de arco e policíclicas (fotos 14, 15,16 e 17).
Fotos 14, 15, 16 e 17: sífilis tardia, caracterizado por lesões em menor número, com centro demonstrando atrofia e as bordas infiltradas e avermelhadas
Evolução para gomas que amolecem e resultam em ulcerações profundas (foto 18).
Foto 18: Sífilis tardia, manifestado por gomas que se transformam em lesões ulceradas
Localização no palato pode causar perfurações e refluxo de alimentos da boca para o nariz.
Lesões no rosto podem causar mutilação, inclusive impactando o nariz e olhos, chegando a causar cegueira.
A língua pode ter aspecto esbranquiçado e ulcerado, podendo progredir para lesões pré-cancerosas.
Complicações Cardiovasculares da Sífilis Tardia:
A aorta ascendente é frequentemente afetada, podendo resultar em insuficiência cardíaca, estenose das coronárias e aneurisma.
Formação de “gomas” no coração pode causar lesões no septo entre os ventrículos, levando a arritmias cardíacas.
Pode também afetar a parede livre do ventrículo esquerdo, causando aneurisma cardíaco.
Neurosífilis: Manifestações da Sífilis Tardia no Sistema Nervoso
A neurosífilis é uma complicação da sífilis tardia que afeta o sistema nervoso. Esta forma da doença impacta as meninges, (membranas que envolvem o cérebro) e resulta em diversos sintomas neurológicos.
Tabes Dorsalis: Resultado do comprometimento das meninges pela neurosífilis.
Dificuldade para andar.
Perda dos reflexos.
Paralisia ocular.
Surdez.
Paralisia Geral Progressiva: Uma forma avançada de neurosífilis , caracterizada por:
Alterações comportamentais: incluindo agitação psicomotora, apatia, problemas de memória, irritabilidade, desvios de comportamento moral e social, e alienação completa.
Insônia.
Agitação psicomotora.
Atrofia óptica com resultante diminuição da acuidade visual e campo visual.
Exames Laboratoriais para Diagnóstico de Sífilis
Pesquisa Direta do Treponema:
Visão geral: Procura pela bactéria em locais específicos, como o cancro sifilítico e lesões da fase secundária.
Método de destaque: Exame de campo escuro, que é considerado o mais preciso para identificar o treponema.
Provas Sorológicas
Objetivo: Detectar anticorpos contra a bactéria, indicando sua presença.
Quando se tornam positivas: Geralmente após 10-15 dias do surgimento do cancro.
Importância: Cruciais durante a sífilis latente, fase em que a doença é identificável apenas por esses testes.
Tipos de Testes Sorológicos:
Não Treponêmicos:
VDRL: Amplamente usado para diagnóstico e monitoramento após o tratamento. Os níveis deste teste devem cair post-tratamento e são medidos regularmente para avaliar a eficácia do tratamento.
Especificidade e Sensibilidade: O VDRL não é tão preciso quanto os testes específicos. A especificidade refere-se à prevenção de falsos negativos e a sensibilidade refere-se à detecção precoce da doença.
Treponêmicos:
Destaque: FTA-ABS: Popular devido à sua rapidez, facilidade e custo-benefício. No entanto, não é usado para avaliar a resposta ao tratamento. Uma vez positivo, pode permanecer assim mesmo após a cura, refletindo a presença de anticorpos protetores no corpo.
Tratamento
O método de tratamento para a sífilis varia conforme o avanço da doença.
Sífilis Recente (até 1 ano de duração):
Penicilina Benzatina: Dose única de 2.400.000 UI por via intramuscular. É a escolha padrão para sífilis primária e secundária.
Para pacientes alérgicos à penicilina:
Doxiciclina: 100 mg, duas vezes ao dia, por 14 dias.
Tetraciclina: 500 mg, quatro vezes ao dia, por 14 dias.
Amoxicilina + Probenecid: 3 gramas de Amoxicilina com 500 mg de Probenecid, duas vezes ao dia, por 14 dias.
Sífilis Tardia (duração superior a 1 ano e sem acometimento do sistema nervoso):
Penicilina Benzatina: Dose de 2.400.000 UI, uma vez por semana durante 3 semanas, totalizando 7.200.000 UI.
Pacientes alérgicos à penicilina:
Doxiciclina: 100 mg, duas vezes ao dia, por 28 dias.
Pacientes com Neurosífilis:
Penicilina Cristalina: Dose diária de 24 milhões UI, intravenosa, durante 20 dias.
O tratamento efetivo da sífilis é crucial para prevenir complicações. É essencial seguir o regime de tratamento conforme a fase da doença e considerar possíveis alergias.
O lúpus eritematoso é mais do que uma simples condição médica — é um desafio complexo para a saúde que exige atenção especial. Caracterizado por uma inflamação crônica que pode impactar órgãos essenciais, como rins, coração e cérebro, o lúpus é uma doença autoimune onde o próprio sistema de defesa do corpo se volta contra ele, causando danos significativos.
Este guia é projetado para esclarecer os aspectos fundamentais do lúpus eritematoso, enfocando suas manifestações cutâneas e as opções de tratamento disponíveis. A pele, afetada em mais de 85% dos casos de lúpus, é muitas vezes o primeiro sinal de alerta. A identificação precoce por um dermatologista pode ser crucial para um tratamento eficaz e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Exploraremos os sintomas mais comuns do lúpus, com um olhar atento às manifestações na pele e as abordagens terapêuticas recomendadas. Entender esses sinais pode ajudar no reconhecimento precoce e gerenciamento da doença.
Prevalência do Lúpus: Estatísticas e Fatores de Risco
A prevalência do lúpus varia globalmente, com taxas de incidência estimadas entre 1 a 25 casos por 100.000 pessoas. Este dado ressalta a importância de compreender os fatores de risco e as populações mais vulneráveis à doença.
Influência do Ambiente e Etnia
Pesquisas mostram que a incidência do lúpus é maior em áreas urbanas comparativamente às rurais. Esse fenômeno pode estar relacionado a fatores ambientais específicos das cidades que precisam de investigação adicional. Além disso, indivíduos de ascendência asiática e afrodescendente apresentam uma maior predisposição ao lúpus, indicando que a etnia pode desempenhar um papel significativo na suscetibilidade à doença.
Disparidade de Gênero na Incidência do Lúpus
O lúpus sistêmico tem um impacto desproporcional nas mulheres, com uma razão de 7 mulheres afetadas para cada homem.
Esse desequilíbrio sugere uma possível conexão entre o lúpus e os hormônios sexuais femininos, tornando as mulheres um grupo de especial interesse para pesquisas e estratégias de prevenção.
Comparação entre as Formas de Lúpus
Quando se trata das variantes da doença, o lúpus eritematoso discoide cutâneo — que se manifesta, na grande maioria do casos, exclusivamente na pele — é de 2 a 3 vezes mais comum do que sua contraparte sistêmica, que também atinge outros órgãos vitais.
Esse conhecimento é crucial para o diagnóstico correto e o tratamento adequado.
Entendendo as Causas do Lúpus Eritematoso: Fatores de Risco e Influências
Fatores Genéticos na Origem do Lúpus
O lúpus eritematoso, uma complexa doença autoimune, tem etiologia multifatorial. Estudos apontam uma correlação genética, com casos da doença aparecendo em múltiplos membros de algumas famílias, indicando que a herança desempenha um papel significativo no desenvolvimento do lúpus.
Influência Hormonal no Lúpus Eritematoso
A predominância do lúpus em mulheres sugere fortemente um fator hormonal na patogênese da doença. Essa teoria é respaldada pela observação de que as manifestações do lúpus podem piorar durante a gravidez — um período de níveis elevados de estrogênio — e a tendência de uma progressão mais branda em homens, que têm maiores níveis de testosterona.
O Papel da Exposição Solar na Ativação do Lúpus
A exposição à radiação ultravioleta A (UVA), presente na luz solar e capaz de atravessar vidros, tem sido identificada como um fator ambiental que pode desencadear o lúpus. A UVA pode danificar os queratinócitos da pele, levando à produção de autoantígenos e, subsequentemente, de autoanticorpos que atacam o organismo, um processo central na autoimunidade do lúpus.
Impacto Ambiental e Substâncias Químicas
Exposição a substâncias químicas de alto peso molecular, encontradas em produtos como vinis, resinas e até alimentos transgênicos, pode estar associada ao desenvolvimento do lúpus.
Além disso, produtos injetáveis para procedimentos estéticos, como ácido hialurônico e silicone, são contraindicados para indivíduos com lúpus, devido ao risco aumentado de estimular a produção de autoanticorpos.
Anormalidades Imunológicas e o Lúpus
A interação de fatores externos — como a radiação UVA, medicamentos e patógenos — com uma predisposição genética, resulta na ativação anormal do sistema imunológico.
Essa ativação inadequada leva à produção de autoanticorpos contra componentes celulares, fundamentando a natureza autoimune do lúpus.
Manifestações do Lúpus Eritematoso: Conheça as Diferentes Formas Clínicas
Quando se fala em lúpus eritematoso, muitos se perguntam: como essa condição realmente se apresenta?
O lúpus eritematoso pode se manifestar de diversas formas, afetando principalmente a pele. Aqui, exploraremos as distintas manifestações clínicas do lúpus eritematoso cutâneo, uma faceta da doença que exige atenção e cuidado especializado.
Formas Clínicas do Lúpus Eritematoso Cutâneo
Lúpus Eritematoso Cutâneo Crônico (LECC):
O LECC é caracterizado por lesões que podem persistir por um longo período, muitas vezes deixando cicatrizes ou alterações na pigmentação da pele.
Lúpus Eritematoso Cutâneo Subagudo (LECSA):
As lesões do LECSA são menos permanentes que as do LECC e geralmente não deixam cicatrizes. São marcadas por períodos de atividade e remissão.
Lúpus Eritematoso Cutâneo Agudo (LECA):
O LECA é associado a lesões mais severas e pode indicar um comprometimento sistêmico mais significativo, requerendo uma avaliação médica imediata.
Importante ressaltar que cada tipo de lúpus cutâneo possui características únicas e se manifesta de forma específica. Um paciente tipicamente apresentará apenas um tipo de lesão cutânea – seja ela crônica, subaguda ou aguda – que pode ocorrer de forma contínua ou intermitente, mas sem a coexistência de múltiplos tipos de lesões simultaneamente.
Entendendo o Lúpus Eritematoso Cutâneo Crônico (LECC): Sintomas e Manifestações
O que é o Lúpus Eritematoso Cutâneo Crônico (LECC)?
O LECC é a forma mais comum de lúpus cutâneo, caracterizada principalmente pela lesão discoide (em forma de disco).
A compreensão dos sintomas e sinais dessa condição é essencial para o diagnóstico e manejo adequados.
A seguir, detalhamos as manifestações características do LECC e como elas podem afetar a pele e outros órgãos.
Sinais Característicos do LECC
Lesões Discoides:
Identificáveis por placas elevadas, vermelhas, com formato de disco e escamas aderentes que, ao serem removidas, deixam orifícios visíveis na pele. Fotos 1,2,3 e 4
Foto 1: Lupus eritematoso discoide crônico na face, lesão inicial, manifestando lesões avermelhadas e elevadas (infiltradas) Foto 2: Lupus eritematoso discoide crônico, forma de disco, infiltrada e coberta por escama aderente Foto 3 a e 3b: Lupus eritematoso discoide crônico no dorso, com escamas espessas e esbranquiçadas Foto 4: Lupus eritematoso discoide crônico no couro cabeludo onde se observa dilatação da abertura do pelo, semelhante à depressão por “percevejo” em quadro de aviso.
Essas lesões geralmente evoluem para uma atrofia central, conferindo um aspecto anular à lesão, com coloração mais clara no centro e bordas ainda infiltradas (com inchaço). Foto 5 ,6,7,8 e 9.
Foto 5: Lupus eritematoso discóide crônico, apresentado lesões arredondadas, com início de atrofia na parte central e as bordas ainda infiltradas Fotos 6, 7 e 8: Lupus eritematoso discoide crônico, apresentando lesões com atrofia, de cor mais clara do que a pele normal e bordas com tonalidade escura Foto 9: Lupus eritematoso discoide crônico, onde se observa textura da pele completamente atrofiada.
Locais Comuns de Manifestação:
Rosto: Pode apresentar o clássico “aspecto em asa de borboleta”, especialmente nas regiões malares e no nariz. (Foto 10)
Orelhas: A atrofia cutânea, particularmente na área interna, pode levar a lesões semelhantes às do vitiligo (fotos 11 a e 12)
Fotos 11 e 12: Lupus eritematoso discoide com aspecto semelhante ao vitiligo devido à cor esbranquiçada da atrofia
Couro Cabeludo: Pode causar alopecia cicatricial, deixando áreas com perda definitiva do cabelo (fotos 13 e 14)
Fotos 13: Lupus eritematoso discoide crônico: a atrofia da pele gerou perda definitiva do cabelo, ainda com tonalidade avermelhada e com descamação Foto 14: Lupus eritematoso crônico com aspecto esbranquiçado, em fase mais avançada da alopecia.
Mucosas: Incluem lesões orais com centro esbranquiçado e avermelhadas no palato duro (“céu da boca”), além de alterações na mucosa ocular e dos lábios. (fotos 15, 16, 17 e 18)
Foto 15: Lupus eritematoso com lesões esbranquiças dentro da boca, correspondente à face interna das bochechas Fotos 16 e 17: Lupus eritematoso discoide crônico com ulcerações (feridas) no lábio inferior Foto 18: Lupus eritematoso discoide crônico na pálpebra inferior, manifestado por infiltração (inchaço) e feridas.
Variante Túmida:
Esta forma de LECC se manifesta com lesões semelhantes à urticária, mas mais persistentes e inchadas, comumente no rosto e em áreas expostas ao sol.
Impacto em Outros Órgãos
Embora o LECC afete principalmente a pele, em 5 a 20% dos casos, pode impactar outros órgãos de maneira menos intensa em comparação a outras variedades do lúpus.
Áreas como a parte superior do tórax e membros superiores também podem ser afetados pela exposição solar.
Explorando o Lúpus Eritematoso Cutâneo Subagudo: Tipos e Implicações
O lúpus eritematoso cutâneo subagudo (LECSA) é uma variante da doença cutânea intimamente ligada à exposição solar. Neste artigo, vamos mergulhar nas manifestações desta forma de lúpus, compreendendo suas duas variantes clínicas distintas e o que sua presença pode significar para a saúde global do paciente.
Variantes Clínicas do LECSA
Pápulo-Escamosa ou Psoriasiforme:
Essa variedade se manifesta com eritema e infiltração, similar à psoríase, mas distinta pela ausência de atrofia cutânea e por escamas mais aderentes.
Diferencia-se da psoríase também pelo local e disposição das lesões (foto 19).
Foto 19: Lupus eritematoso subagudo caracterizados por lesoes eritematosas (avermelhadas) cobertas por escamas semelhantes às da psoríase nos membros superiores.
Anulares Policíclicas:
Caracterizam-se por lesões em forma de anel com bordas elevadas, onde o centro está no mesmo nível da pele circundante
A falta de atrofia central é uma característica marcante desta variante.
Sintomas e Localizações
A presença de telangiectasias (dilatações de pequenos vasos sanguíneos) ao redor das unhas é um sinal distintivo que pode indicar envolvimento sistêmico da doença (foto 20)
Foto 20: Lupus eritematoso subagudo, afetando as mãos, apresentando eritema e telangiectasias (dilatação dos vasos sanguíneos da pele)
As lesões são mais comuns no tronco, contrastando com as outras formas de lúpus que são mais prevalentes no rosto.
Riscos de Complicações
O LECSA apresenta uma probabilidade de 50% de evoluir e afetar outros órgãos, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e atenção especial à exposição solar.
Entendendo o Lúpus Eritematoso Cutâneo Agudo e Seus Efeitos Sistêmicos
O Lúpus Eritematoso Cutâneo Agudo (LECA) é uma forma severa desta doença autoimune, que está invariavelmente associada a comprometimentos de múltiplos órgãos.
É uma condição que requer atenção especializada, dada a sua natureza sistêmica e potencial para desencadear manifestações graves.
Gatilhos e Progressão
Exposição ao sol e certos medicamentos como procainamida, hidralazida ou isoniazida podem precipitar o LECA.
A doença é marcada por períodos de remissão e exacerbação, onde o agravamento cutâneo pode ser um sinal de ativação da doença em outros órgãos.
Manifestações Cutâneas
Caracteriza-se por lesões avermelhadas e levemente inflamadas, frequentemente distribuídas em padrão de “asa de borboleta” no rosto e podendo se estender ao tórax correspondente à área exposta ao sol (fotos 21 e 22).
Fotos 21 e 22: Lupús eritematoso cutâneo agudo, manifestado por manchas avermelhadas, com formato em asa de borboleta, sem atrofia, na face e atingindo a parte exposta ao sol do tórax, correspondente ao colo
Diferentemente de outras formas, não deixa atrofia após a resolução das lesões cutâneas, permitindo também a recuperação do cabelo por não deixar cicatriz em qualquer local da pele.
Complicações Sistêmicas do LECA
Renais: A nefrite lúpica é um fator crítico para o prognóstico, sendo mais grave em pacientes jovens.
Hematológicas: Anemia e leucopenia podem ser sinais precoces.
Pleurais e Cardíacas: Pleurite e pericardite (inflamação das películas que recobrem o pulmão e o coração, respectivamente) podem ocorrer, com potencial para efusões líquidas e consequente dificuldade de expansão deles.
Neurológicas: Uma ampla gama de manifestações, incluindo cefaleia, alterações cognitivas, comportamentais, e até, complicações mais severas como meningite asséptica e neuropatias.
Oculares: Neurite óptica, vasculite retiniana e xeroftalmia são algumas das possíveis manifestações oculares.
Gastrointestinais: Sintomas como anorexia (falta de apetite), náusea, diarreia e constipação podem ocorrer.
Vasculares: Vasculite e fenômenos tromboembólicos nos grandes vasos sanguíneos ,além de vssculite ( inflamação da parede dos vasos sanguíneos) nos membros superiores e inferiores e, assim, comprometer a circulação do sangue nesses órgãos.
Recomendações e Cuidados
Pacientes com LECA devem ser monitorados por uma equipe multidisciplinar de saúde, dada a complexidade e a natureza multifacetada da doença.
O manejo clínico adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações fatais.
Diagnóstico
Avaliação Inicial
O diagnóstico do Lúpus Eritematoso vai além da observação clínica, fundamentando-se fortemente em análises laboratoriais detalhadas. Essas análises buscam identificar a presença de autoanticorpos, que são indicativos da doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca erroneamente tecidos do próprio organismo.
Autoanticorpos e Lúpus
Os autoanticorpos no lúpus têm como alvo, componentes essenciais das células, tanto intracelulares (núcleo e citoplasma) quanto extracelulares.
A presença e o perfil destes anticorpos são chaves no reforço do diagnóstico:
Anticorpos Nucleares Específicos: Incluem Anti-Ds-DNA e Anti-Sm, altamente específicos para o lúpus.
Anticorpos Citoplasmáticos: Como Anti-Rnp, Anti-Ro-ssA e Anti-La-ssB, que estão associados a manifestações clínicas específicas.
Outros Anticorpos Relevantes: Antinucleossomais, anti-proteína do centrômero e anti-KU também são relevantes para o diagnóstico.
Complemento Hemolítico
A avaliação do complemento hemolítico e de suas frações é vital, pois o consumo destes componentes está diretamente relacionado à atividade da doença, fornecendo uma visão da intensidade da resposta imunológica do organismo.
Exame Histopathistopatologicodo rim, cujo material é obtido atraves de biopsia do órgão, assume um papel crucial ao definir o tipo de lesão renal presente, o que é fundamental para o prognóstico do paciente com lúpus.
Recomendações para a Prática Clínica
Para profissionais da saúde, é imprescindível uma compreensão profunda dos métodos de diagnóstico do lúpus.
O uso de testes laboratoriais, em conjunto com a avaliação clínica, permite uma abordagem diagnóstica abrangente e um prognóstico mais acurado.
Tratamento
Proteção Solar: Uma Medida Fundamental
A mitigação dos efeitos do lúpus na pele começa com uma proteção solar eficaz, que deve compreender:
Filtro Solar de Amplo Espectro: Essencial para bloquear tanto a radiação UVA quanto a UVB.
Vestuário Protetor: Incluir roupas especiais com proteção UV na rotina do paciente, preferencialmente as de cor escura.
Acessórios: O uso de um boné de aba larga para proteção adicional, incluindo a nuca, é recomendado.
Manejo do Lúpus Eritematoso Cutâneo Crônico
Neste caso, que se caracteriza por lesões limitadas à pele, o tratamento pode ser localizado:
Corticosteroides Tópicos: A aplicação de creme ou pomada de corticosteroide de alta potência anti-inflamatória, seguida de uma fórmula menos potente, após o controle das lesões.
Métodos Oclusivos e Injeção Intralesional: Técnicas efetivas para lesões isoladas de aplicação de corticosteroide
Tratamento Sistêmico para Casos Extensivos
Para aqueles com múltiplas lesões, as opções incluem:
Metotrexato
Dapsona
Antimaláricos: Hidroxicloroquina e Difosfato de Cloroquina são frequentemente utilizados.
Talidomida: Com contraindicação durante a gravidez devido ao seu potencial teratogênico.
Lúpus Eritematoso Subagudo e Agudo
Corticosteroides Orais: Estes são indicados para as formas mais severas da doença, muitas vezes em combinação com antimaláricos, principalmente se houver envolvimento renal.
Plasmaferese: Uma Opção para Casos Refratários
Procedimento de Plasmaferese: Consiste na retirada e filtragem dos anticorpos do sangue, realizada inicialmente de forma intensiva e depois em manutenção semanal.
Recomendações Práticas
É vital para os profissionais da saúde entender a necessidade de personalizar o tratamento do lúpus, baseado na gravidade e na extensão das lesões.
A monitorização contínua e ajustes na terapia são essenciais para otimizar os resultados.