Uma queixa frequente da população, quando realiza uma consulta com o dermatologista, é o prurido, vulgarmente conhecido como coceira.
Os seus sintomas variam de intensidade de acordo com a causa e entre os pacientes.
Quando muito intenso gera uma grande queda da qualidade de vida do paciente, já que pode perturbar muito suas atividades diárias e até a qualidade do sono dele e dos familiares.
Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o prurido!
Quais são as causas do prurido?
As causas podem se originar na pele ou internamente.
As originadas na pele estão relacionadas aos processos inflamatórios consequentes de diversos fatores, como:
manifestação na pele de alergia hereditária, como a dermatite atópica
alergia, como a dermatite de contato (alergia ao contato da pele com substâncias)
ingestão ou injeção de medicamentos (farmacodermia)
nas gestantes durante o terceiro trimestre da gravidez
urticária (lesões fugazes na pele e que desaparecem em menos de 24 horas).
Também pode ser causada por doenças infecciosas na pele ocasionadas por:
bactérias, fungo e vírus
parasitas, como escabiose (sarna)
pediculose na cabeça (piolho) e na região genital (vulgarmente conhecido como chato)
picadas de insetos.
Tumores malignos originados na pele também podem provocar muito prurido, como os linfomas.
Além disso, a pele seca é a causa mais frequente de prurido nos idosos.
As doenças de origem interna podem provocar muito prurido sem lesões características na pele, exceto o que é provocado pelo ato de coçar, como arranhões (escoriações) e engrossamento da pele (liquenificação).
Outros fatores internos podem estar ligados com mau funcionamento:
dos rins (insuficiência renal crônica)
do fígado (obstrução das vias biliares e vesícula manifestada pelos olhos amarelados)
da tireoide (funcionamento exagerado conhecido como hipertireoidismo ou funcionamento mais lento e conhecido como hipotireoidismo).
câncer interno, como os que se originam no colo do útero, próstata e intestino grosso.
Também podem estar ligadas com enfermidades de origem neurológica, tanto no cérebro (tumor maligno) quanto nos nervos, como a esclerose múltipla e herpes zoster (cobreiro).
As doenças de origem psiquiátrica como ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo e esquizofrenia, também podem ser origem de coceira e a própria coceira pode agravar o transtorno psiquiátrico.
Todas essas situações são possíveis causas e apenas um médico especializado poderá diagnosticar.
Como é feito o tratamento do prurido?
O tratamento do prurido será orientado pela causa.
O originado na pele por causas alérgicas deve ser realizado com creme, comprimido ou injeção de corticosteroide e de cremes hidratantes, este último, quando for controlada a coceira.
Os anti-histamínicos também são muito eficientes na urticária.
Por isso, se você tem prurido, é fundamental consultar um médico para identificar a causa e ter o tratamento certo.
Marque sua consulta conosco. Estamos atendendo tanto presencialmente quanto online!
elevação da gordura no sangue (colesterol e triglicerídeo).
Essas 2 últimas alterações geram maior risco cardiovascular (infarto do miocárdio). O mais importante no tratamento dela é o controle do peso já que é o que predispõe a todas as manifestações da doença.
O hirsutismo pode ter origem por disfunção (mau funcionamento) dos ovários, glândula adrenal e da tireoide. Ele também pode ocorrer durante a gestação e por ingestão de determinados medicamentos.
A segunda causa mais frequente é o hirsutismo idiopático, ou seja, quando não se identifica o que provocou a doença.
Por isso, em um grande número de casos, não é possível identificar a causa.
Como é feito o tratamento do hirsutismo?
O tratamento é direcionado à causa e deve ser prescrito por um médico especialista.
Se decorrer de distúrbios hormonais, se utilizam contraceptivos hormonais (pílula) e cirurgia de extirpação da glândula afetada.
Quando não se identificada a etiologia, aplica-se o creme de eflornitina, restrito aos pelos do rosto.
Porém, esse medicamento não é comercializado no Brasil.
Além disso, existem outros métodos depilatórios como eletrólise, luz intensa pulsada e Laser.
Vale reafirmar: apenas um médico poderá prescrever o melhor tratamento. Procure um especialista e evite a automedicação! Agora que você já sabe mais sobre o hirsutismo, que tal continuar a leitura e tirar suas dúvidas sobre teledermatologia?
Muitas pessoas não sabem como se proteger do Sol de maneira eficaz, o que ocasiona queimaduras e, pior ainda, riscos sérios para a pele.
O uso correto do filtro solar é muito importante, uma vez que atua na prevenção do envelhecimento precoce e, principalmente, do câncer de pele.
Além disso, a aplicação do filtro diminui indiretamente o surgimento dos sinais escuros benignos (nevos melanocíticos), que podem se transformar no melanoma.
Continue lendo o nosso post e saiba como se proteger do Sol de maneira eficaz!
Além disso, ainda podemos citar os filtros inorgânicos (físicos) que contêm dióxido de titânio e óxido de zinco.
Assim, é preferível incluir vários elementos no protetor solar para garantir a ampla ação contra os raios UVA e UVB.
Por isso, na hora de adquirir um produto para se proteger do Sol, deve-se considerar a sua composição.
Quais são os tipos de filtro solar?
Os meios nos quais são incorporadas as substâncias ativas do filtro são muito importantes, sendo os cremes e loções os mais utilizados para esse fim.
O gel tem a desvantagem de ser facilmente retirado pela água durante a natação ou sudorese excessiva e é mais indicado para pessoas com pele oleosa e com acne.
Os de apresentação em lápis têm alta capacidade de proteção por ser um filtro físico e gerar aparência esbranquiçada nos lábios e nariz.
Os sprays são mais convenientes, porém, são aplicados em quantidade insuficiente, frequentemente.
Os em forma capilar (xampu e tonalizante capilar) previnem a mudança de cor dos fios induzida pela radiação solar.
Como utilizar o filtro solar para se proteger?
É muito importante a aplicação da quantidade adequada para haver uma proteção real.
O indicado é 2 mg por centímetro quadrado de pele, sendo necessário 30 ml em cada aplicação.
Como geralmente as pessoas passam, em média, apenas 0,5 a 1 mg, é necessário compensar esse deficit usando filtros com fator de proteção alto, como 30 ou mais.
No entanto, vale ressaltar que o fator 15, usado na quantidade recomendada, já protege o suficiente.
Além disso, a inclusão de reparadores do DNA, como enzimas tipo endonucleases, diminui o risco de câncer de pele.
Outra medida importante para se proteger do Sol é ficar atento às mudanças da pele. Ao notar o aparecimento de manchas, deve-se consultar um especialista na área.
Conte conosco para isso! Marque sua consulta e certifique-se que sua pele está saudável!
A Toxina Botulínica, chamada popularmente de Botox, é um tratamento que está cada vez mais popular, já que oferece ótimos benefícios para a pele e não é agressivo.
A área de Dermatologia Cosmética vem evoluindo muito rapidamente nos últimos anos.
Médicos e pacientes continuam buscando procedimentos de estética pouco agressivos, porém, que ofereçam segurança e eficiência com o objetivo de retardar e reduzir os efeitos inevitáveis do envelhecimento da pele.
Dentro dessa realidade, a Toxina Botulínica ganha destaque e faz parte do desejo de muitas pessoas. Continue lendo o post e saiba mais sobre ela!
Como a Toxina Botulínica funciona?
A aplicação da Toxina Botulínica (TB) ocupa o primeiro lugar na frequência de procura dos pacientes pelo rejuvenescimento da pele.
Essa substância atua no bloqueio da transmissão do impulso nervoso de uma célula nervosa a outra através da inibição da substância acetilcolina.
Como consequência, há a paralisia do músculo correspondente.
Quando a Toxina Botulínica é indicada?
As principais indicações são as rugas de expressão:
ao redor da boca e que simultaneamente pode aumentar o volume dos lábios
do mento (queixo)
do pescoço.
A aparência das mulheres melhora muito com a elevação das sobrancelhas e a Toxina Botulínica tem uma excelente ação.
As pessoas que têm pouca expressão do olhar pela menor abertura das pálpebras podem ser beneficiadas com a paralisia dos músculos que oferecem resistência à abertura dos olhos.
Esse procedimento também pode elevar a ponta do nariz e corrigir o chamado sorriso gengival, onde as gengivas ficam muito expostas durante o sorriso.
Quando os cantos da boca ficam permanentemente direcionados para baixo, em direção ao queixo, formam depressão local e conferem impressão de desaprovação e tristeza, além de dar um aspecto envelhecido ao rosto.
Além disso, a Toxina Botulínica é uma excelente indicação para corrigir o conhecido bigode chinês.
Outra indicação do Botox é a hiperidrose (excesso de sudorese) nas axilas, palma das mãos, virilhas e testa.
Qual é a duração da aplicação do Botox?
O efeito da aplicação do Botox tem duração de 3 a 4 meses.
Essa reinjeção é particularmente importante na prevenção das rugas permanentes do rosto.
Além disso, o início ideal do programa de injeções periódicas do Botox deve ser precoce, quando ainda as rugas se formam apenas quando os músculos da face se contraem.
Atualmente, a Toxina Botulínica vem sendo associado a outros procedimentos de estética, como peeling, preenchedores e laser, de modo a potencializar os efeitos desses outros recursos de estética e gerar uma maior harmonia facial, fundamental para restituir a beleza.
Para que os resultados sejam alcançados é preciso contar com um médico especializado e com experiência na área.
Conte com a ProntoPele para isso! Marque sua consulta e tire suas dúvidas sobre o procedimento!
A obesidade é uma doença que consiste no acúmulo de gordura corporal, o que aumenta consideravelmente os riscos de desenvolver outras condições de saúde.
A prevalência dessa enfermidade está aumentando de modo alarmante em várias populações do mundo, sendo um dos maiores problemas de saúde pública atualmente.
No Brasil, há excesso de peso em 40,6% da população adulta e em 10,8 a 33,8% das crianças.
Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre os efeitos da obesidade na pele!
Quais são os efeitos da obesidade na pele?
A acantose nigricans é a manifestação dermatológica mais frequente na obesidade.
Acantose Nigricante (Nigricans) no pescoço
Manifesta-se por escurecimento e engrossamento da pele em certos locais como:
axilas,
virilhas
nuca,
cotovelos
dorso,
articulações dos dedos.
Ela está sempre associada ao aumento da insulina no sangue e da sua resistência em atuar nas células.
Esse aumento gera de forma gradativa uma falência da produção da insulina pelo pâncreas e, consequentemente, a Diabetes Mellitus.
Essa produção excessiva de insulina em consequência da obesidade também causa aumento da produção de hormônios androgênios pelos ovários, que causa:
O excesso de dobras na pele dos obesos gera superaquecimento e maior fricção, o que predispõe a infecções fúngicas, como candidíase e tinea (impinge), e bacterianas, como furúnculo e foliculite.
Outros problemas
Outro problema originado do excesso de peso é a diminuição do retorno da linfa para a circulação sanguínea por obstrução ou lesão dos vasos linfáticos presentes nos membros inferiores. Isso causa inchaço e endurecimento no local afetado.
A ocorrência concomitante do mau funcionamento do retorno venoso, frequente nos obesos, agrava a oxigenação dos tecidos das pernas e podem gerar um estado inflamatório crônico.
Isso predispõe a formação de úlceras, que podem ser porta de entrada para infecções bacterianas, como a erisipela.
Elefantíase Nostra
O resultado de todas essas infecções de diferentes causas é o surgimento de inchação enorme e definitiva das pernas, conhecida como Elefantíase Nostra.
Esse aumento é tão significativo que provoca dificuldade de locomoção.
Diversas estratégias são utilizadas para o controle da obesidade, como a prática regular de exercício físico, dietas, medicamentos e nos casos sem controle e com risco de vida, a cirurgia bariátrica.
Para isso, deve-se contar com um médico de confiança!
Agora que você já sabe mais sobre essa doença, que tal continuar a leitura e tirar suas dúvidas sobre a teledermatologia?
O Diabetes Mellitus é uma das doenças mais comuns na população mundial.
Há cerca de 382 milhões de pacientes em todo o mundo, o que representa 8,3% dos adultos.
Além disso, estima-se que 46% dos pacientes desconheça que seja portador.
A acelerada urbanização mundial e consequente mudanças de estilo de vida, como a redução de atividade física e de hábitos alimentares, que acaba gerando a obesidade, são fatores que predispõem à instalação desta doença.
As alterações na pele são as mais comuns naqueles casos de longa evolução.
Continue lendo e saiba mais sobre a influência do Diabetes Mellitus na pele!
Como o Diabetes Mellitus influencia na saúde da pele?
As manifestações cutâneas podem ser as primeiras da doença. Esse fato ganha muita importância para o início precoce do tratamento, que é fundamental na prevenção das graves complicações.
Aproximadamente um terço dos diabéticos apresenta sintomas na pele.
Acantose nigricante
Uma manifestação comum que antecede a doença, coincidindo com a obesidade, é a acantose nigricante, consequente à elevação da insulina no sangue.
A acantose nigricante pode estar associada à Síndrome Metabólica nos obesos e caracteriza-se por manchas escuras e espessamento da pele, com aspecto aveludado,
Acantose Nigricante (Nigricans) no pescoço
em algumas áreas do corpo, como:
nas dobras das axilas e virilhas,
na nuca,
nos cotovelos,
no umbigo,
nas aréolas das mamas,
sobre as articulações dos dedos das mãos.
Além disso, também pode estar associada a acrocórdons, que são sinais elevados (pediculados) sobre a pele afetada, preferencialmente nas dobras.
A aplicação de creme hidratante à base de ureia e a ingestão de antidiabético são medidas paliativas, porém o mais eficaz é combater a obesidade através da prática regular de exercício físico e dieta, que reverte os distúrbios metabólicos que causam as manifestações na pele.
Pé diabético
Muito preocupante também em relação à qualidade de vida e possibilidade de mortalidade é o chamado pé diabético.
Apresenta-se através de úlceras (feridas) nos pés e sem tendência a cicatrizar, desencadeadas por traumatismos e calos, estes últimos em consequência da sensação de dormência pelo comprometimento dos nervos (60 a 70% dos casos).
Cerca de 15% das ocorrências está relacionada à insuficiência dos vasos arteriais dos membros inferiores.
É motivo de osteomielite (infecção nos ossos) e de mutilação dos dedos dos pés e até da perna, responsável por 70% das amputações de membros inferiores, além do risco de infecção generalizada, ameaçadora à vida.
O tratamento varia de acordo com o estágio da doença. Na fase inicial, quando os pulsos ainda estão preservados, medidas enérgicas, como debridamento e curativo, costumam curar a ferida em algumas semanas.
Os casos avançados exigem revascularização cirúrgica (recuperar a circulação dos vasos arteriais).
Os antibióticos são imperativos para controlar a infecção dérmica e a osteomielite.
A pele do paciente diabético é seca, e nos casos mais intensos surgem escamas, gerando um aspecto de pele semelhante ao de peixe. Daí o nome ictiose: ictus significa peixe em grego. Normalmente, é mais evidente nas pernas.
Esse estado de ressecamento cutâneo predispõe à coceira e inflamação. A fricção provocada pelo ato de coçar pode gerar ferimento, o que predispõe à infecção bacteriana, especialmente a erisipela na perna.
Rubeose
A rubeose é um eritema (vermelhidão) relacionado à perda do tônus das pequenas veias relacionadas à pele do rosto e do pescoço.
É muito importante o reconhecimento dessa alteração da pele, pois ela denuncia descontrole do açúcar no sangue, comprometimento da retina e dos rins.
A pele de aspecto amarelado (carotenodermia) também está relacionada ao descontrole do açúcar no sangue, além da maior predisposição ao efeito de ingestão de caroteno contido nos alimentos.
Não existe tratamento para o controle dessa modificação da pele.
Xantoma eruptivo
Outra doença, não necessariamente relacionada ao Diabetes Mellitus, é o xantoma eruptivo. É consequente ao depósito de gordura na pele, denunciado pela elevação dos triglicerídeos no sangue (acima de 700 mg/dL).
Manifesta-se pelo aparecimento rápido de caroços (pápulas) amareladas na pele, que podem confluir, preferencialmente nas nádegas, cotovelos e joelhos. Podem coçar e doer.
Xantoma Eruptivo (tronco e antebraços)
Xantoma Eruptivo (antebraço)
O seu reconhecimento é muito importante para prevenir pancreatite aguda, que oferece grande risco à vida.
Infecções bacterianas
O diabético é mais predisposto a infecções bacterianas da pele em consequência da baixa da imunidade, além do retardo da cicatrização dessas feridas infectadas pela menor nutrição sanguínea.
A bactéria mais frequente é o Staphylococcus. Pode variar de intensidade e se manifesta como furúnculo, abscesso e carbúnculo (agrupamento de furúnculos).
O Estreptococo provoca a erisipela, que pode também ser recidivante e grave (erisipela bolhosa e profunda).
A otite externa, relacionada à bactéria Pseudomonas, é também uma doença muito grave no diabético, já que pode se transformar em infecções mais profundas como:
mastoidite,
osteomielite do osso temporal da cabeça,
danos aos nervos,
meninges (membranas que revestem o cérebro) com alta frequência de mortalidade.
Candidíase
Existe uma maior frequência de candidíase genital masculina e feminina e na boca. Nesta última, especialmente, no canto dos lábios.
Pode ser a primeira manifestação do diabetes.
A candidíase vulvovaginal é quase sempre presente nas mulheres diabéticas e é uma causa comum de prurido (coceira) na vulva durante os períodos de descontrole do diabetes.
Doenças autoimunes
Em consequência da alta frequência de associação entre as doenças autoimunes, o diabetes pode se associar com:
lúpus eritematoso,
vitiligo,
insuficiência adrenal,
tireoidite (inflamação da tireoide),
anemia perniciosa,
alopecia areata.
Assim, é obrigatório a investigação de outras doenças autoimunes diante de um paciente diabético.
O vitiligo se manifesta em 1% a 7% dos pacientes diabéticos, geralmente portadores do tipo 1, e em apenas 0,2% a 1% da população não diabética.
A psoríase está associada ao diabetes pelo fato de ambas fazerem parte da síndrome metabólica, geradora de doença cardiovascular, principal causa de mortalidade no mundo.
A síndrome metabólica consiste na associação de hipertensão, obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2, dislipidemia (elevação da gordura no sangue, como o colesterol) e doença gordurosa do fígado.
Essas duas doenças são relacionadas com maior probabilidade quando afetam mais de 10% da pele.
Os pacientes com psoríase apresentam predisposição para obesidade e vice-versa, e isso explica a associação das duas doenças com a síndrome metabólica. Daí a grande importância do controle do peso como parte importante no tratamento da psoríase.
Bolha diabética
Bullosis diabeticorum, doença bolhosa do diabetes ou bolhas diabéticas, ocorre em 0,5% dos pacientes.
Embora não seja frequente, é considerado um marcador distinto de Diabetes Mellitus e está presente nos portadores com longa evolução da doença ou que apresentam complicações como nefropatia (doença no rim) ou neuropatia.
Há uma preferência pelas extremidades, principalmente as pernas e os pés.
As bolhas são tensas e surgem subitamente e espontaneamente. Geralmente são indolores e não coçam, desaparecendo sozinhas, sem formação de cicatrizes em 2 a 5 semanas.
Dermopatia diabética
A dermopatia diabética é a lesão cutânea específica mais comum nos pacientes, denunciadora de microangiopatia diabética (comprometimento dos pequenos capilares), de lesão nos rins, nas artérias coronarianas(coração), na retina ou nos nervos periféricos.
Sua incidência varia de 7% a 70% dos portadores da doença, observado mais frequentemente nos casos de longa evolução e em indivíduos com mais de 50 anos de idade.
Localiza-se frequentemente na parte anterior das pernas e se manifesta como pequenas depressões da pele, de cor acastanhada.
Outras condições do Diabetes Mellitus
A pitiríase versicolor (pano branco) extensa e a dermatofitose (impinge) são também frequentes, especialmente nos pacientes com diabetes descontrolado.
Uma forma muito grave, felizmente rara no diabético, também consequente da glicemia elevada, é a mucormicose.
A doença afeta até a parte profunda da pele, geralmente localizada no centro da face, que causa processos necróticos (morte da pele), com rápida progressão para comprometer todo o organismo, com altas taxas de mortalidade.
O diagnóstico precoce é essencial para salvar a vida do paciente diabético.
Existem muitas alterações na pele causadas pelo Diabetes Mellitus, e é essencial contar com um profissional para acompanhá-los e tratá-los.
Conte conosco para isso. Marque sua consulta e tenha com o auxílio de um especialista!
As manchas escuras que se localizam principalmente no rosto, conhecidas como melasma, ocupam o quarto lugar entre as doenças que procuram o dermatologista.
É superado em frequência entre as manchas escuras apenas por aquelas que
aparecem em consequência de inflamação da pele.
São mais frequentes em pessoas de pele escura e ocorrem em 90% das mulheres, o que é explicado pela influência hormonal.
Também surgem mais em países ensolarados e em mulheres em idade fértil.
Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o melasma!
Quais são as principais causas do melasma?
As causas principais são a exposição ao sol (principalmente pelas radiações ultravioleta A e B) e fatores hormonais.
Nos fatores hormonais, os mais comuns são:
gravidez,
pílulas anticoncepcionais,
reposição hormonal,
discreto mau funcionamento do ovário,
outras condições relacionadas ao hormônio estrógeno.
A predisposição genética também é muito importante. É confirmado pelo fato do melasma ser mais frequente entre membros da família.
Fatores menos recorrentes são alguns cosméticos, como cremes de barbear, loções pós banho e perfumes.
Menos frequentemente aparecem nos braços, pescoço, nas costas e no colo.
As manifestações em localizações fora do rosto são mais frequentes em mulheres na menopausa por realizarem reposição hormonal.
Como é feito o tratamento do melasma?
O tratamento do melasma dependerá diretamente da causa e da quantidade de manchas na pele.
O ideal é que o paciente consulte um médico especializado para que ele possa analisar o caso.
Normalmente, consiste no uso diário de filtro solar diariamente a cada 2 horas, independentemente de exposição direta ao Sol, com fator de proteção mínima de 50.
Essa aplicação deve ser feita 30 minutos antes da exposição solar e aplicada em 2 camadas.
É importante que o filtro tenha na composição substâncias que protejam contra os raios ultravioleta A e B, como Tinosorb M e Mexoryl, o dióxido de titânio, o óxido de zinco, além da luz visível, esta última protegida pelo óxido de ferro.
As três últimas substâncias, os filtros inorgânicos, deixam o rosto de cor esbranquiçada, porém escondem o melasma.
Também são utilizadas substâncias que inibam a produção do pigmento melanina, que é o responsável pela cor escura da pele. A hidroquinona é a mais eficaz.
Além disso, o tratamento também inclui o uso de corticoide e tretinoína (derivado da vitamina A), associados à hidroquinona, na mesma formulação. Agora que você já sabe mais sobre melasma, que tal continuar a leitura e aprender mais sobre a Vitamina D?
As infecções pelo vírus do herpes apresentam a característica de permanecer em estágio de latência por longo período antes de recidivarem.
O herpes simples tem duas variantes: o tipo 1, que se manifesta em diversas áreas corpo, principalmente no rosto, e o tipo 2, que afeta preferencialmente a área genital.
Mas também há o herpes zoster, que apresenta riscos reais e exige cuidados médicos.
Continue lendo e saiba mais sobre essas duas doenças!
Herpes simples
A transmissão dessa doença ocorre por contato direto do vírus com feridas na pele ou com mucosas.
A partir da porta de entrada, ele migra para os nervos e aí permanece em estado de latência por muito tempo.
A sua reativação pode ocorrer espontaneamente ou por algum estímulo como:
Pode haver transmissão mesmo com a pele aparentemente normal, principalmente alguns meses após a primeira manifestação.
Vale ressaltar que a quantidade transmitida em lesões ativas é entre 100 a 1000 vezes maior.
A transmissão, além do contato espontâneo com a pele, pode ocorrer pelo beijo e ato sexual.
Quais são as manifestações clínicas do herpes simples?
Caracteriza-se pelo aparecimento de “bolhinhas d’água” (vesículas) a partir de mancha vermelha associada à sensação de coceira.
Herpes simples em lábio
É muito comum haver reincidência no mesmo local.
Além do lábio e área genital, um local muito frequente é a nádega, principalmente na mulher.
Herpes zoster
Ele representa a reativação do vírus da varicela (catapora) que, assim como o vírus do herpes simples, pode permanecer em estágio de latência durante muitos anos nos nervos antes de recidivar.
Ao contrário da varicela, essa doença é pouco contagiosa.
O risco de reativação do vírus aumenta com a idade, sendo 8 a 10 vezes mais provável em pessoas com mais de 60 anos.
Quais são as manifestações clínicas do herpes zoster?
As lesões da pele são precedidas por dor no local, que como manifestação isolada acaba sendo confundida com doenças graves, como infarto do miocárdio e abdome agudo, neste último podendo até mesmo induzir cirurgia desnecessária.
Outras manifestações associadas são:
febre,
astenia (sensação de corpo mole),
dor de cabeça.
Também se manifesta- na pele através de pequenas vesículas, seguindo o trajeto do nervo afetado, e involui em 3 semanas.
Herpes Zoster (cobreiro)
Porém a dor pode permanecer por muito mais tempo.
No caso do herpes zoster, é muito importante ser iniciado o tratamento com antivirais nas primeiras 72 horas, quando o vírus ainda é atingido pelo remédio.
Caso esse tratamento não seja realizado, não há como reverter o quadro. Conte com a ProntoPele para isso! Temos um pronto atendimento dermatológico de emergência à disposição para atender você!
insuficiência hepática: mau funcionamento do fígado.
A pele seca também é uma das manifestações mais frequentes da AIDS.
O clima também tem correlação. Se frio e seco, induz ou agrava a pele seca.
Portanto, estando nesse ambiente, é recomendado que seja reforçado o uso de creme hidratante.
Complicações da pele seca
A pele seca traz algumas complicações com ela, as principais são:
Coceira e inflamação da pele
O dermatologista deve tratar a pele seca não apenas pelo aspecto estético.
Existe uma predisposição à coceira nos que possuem esse tipo de pele.
O maior exemplo disso são os idosos, onde a causa principal desse sintoma neles é a pele seca.
Outro motivo para o tratamento é evitar que a pele se torne inflamada, que sempre vem acompanhada de intensa sensação de coceira. Esse quadro conhecido é como eczema.
Temos exemplos desse eczema nas crianças e idosos.
Os idosos, que, conforme relatado, têm maior tendência à pele se tornar seca, podem desenvolver eczema nas pernas, parte do corpo cuja pele é mais seca.
Já nas crianças, elas nascem com a pele seca acompanhada de intensa sensação de coceira e outras manifestações de alergia, como asma e rinite.
Essa condição pode ser herdada e é conhecida como dermatite atópica ou eczema atópico.
Infecções bacterianas
A sensação de coceira gera vontade de arranhar a pele.
Em consequência disso, cria porta de entrada para bactérias existentes na pele e induz infecções, às vezes graves, a exemplo da erisipela, esta localizada principalmente nas pernas.
Essa complicação poderá ser evitada com o hábito de cortar as unhas regularmente, duas vezes por semana.
Cuidados e tratamento da pele seca
Apenas um dermatologista poderá orientar os melhores cuidados e tratamentos para a pele seca.
Em geral, é recomendado aos pacientes tomar banho de menor duração e o menos quente possível, já que o banho quente e demorado induz ou agrava a condição.
Também deve recomendar o uso de sabonetes especiais, específicos para a pele seca, preferencialmente sob a forma líquida, já contendo o hidratante.
Sabonetes comuns têm PH alcalino e podem danificar a barreira natural de proteção da pele em relação à umidade, agravando o ressecamento da pele e consequentemente, também o prurido (coceira).
Os sabonetes especiais, conhecidos como syndet, têm pH ácido (pH baixo), que se aproxima do PH normal da pele. Eles tendem a ser menos irritantes do que os sabonetes tradicionais e podem fortalecer a função protetora de barreira da pele.
A enzima protease serina, que participa da indução da coceira (prurido), é inibida por esses sabonetes de baixo pH.
O especialista, normalmente, prescreve cremes hidratantes para serem aplicados regularmente, sempre logo após o banho, até 3 minutos após se enxugar, já que mesmo após enxugar a pele ainda resta alguma quantidade de água que potencializa a ação do creme hidratante.
O uso regular de creme hidratante sobre a pele que tenha a propriedade umectante, ou seja, atrair a água na superfície da pele para seu interior como a glicerina, ácido láctico, ureia ou aquelas que tenham a propriedade oclusiva, impedindo a evaporação da água, como petrolato, são medicamentos essenciais para o combate do ressecamento da pele.
Devem, portanto, serem aplicados imediatamente após o banho, antes de 3 minutos, não secando a pele completamente. Os hidratantes com sensação mais oleosa, como os hidratantes oclusivos, apesar de serem mais efetivos, não geram muita adesão dos pacientes. Essas preparações devem ser reservadas para o uso durante o sono.
O câncer de pele é um tumor, ou seja, um crescimento desordenado de células, que ocorre na pele.
Esse tumor é caracterizado pela irregularidade das suas bordas (impressão de pigmento derramando nas bordas).
Além disso, tumores com diferentes tonalidades e crescimento contínuo são indicativos de melanoma, o tipo de câncer de pele mais perigoso.
Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre essa doença!
O que causa o câncer de pele?
A exposição ao Sol é causa de 90% do câncer de pele. Isso porque o Sol emite vários tipos de raios e a radiação ultravioleta B (UVB) é a maior responsável por essa doença, seguida pela radiação ultravioleta A(UVA).
A exposição à radiação ultravioleta B é maior entre 10 horas e 16 horas, enquanto a UVA atinge a pele durante todo o dia, independente da exposição direta (praias e piscinas).
Por isso, é tão importante fazer a aplicação do filtro solar várias vezes ao dia, independentemente da exposição direta ao Sol.
A radiação UVA também acelera o envelhecimento da pele.
Além de todos os problemas que são causados na pele, os raios solares podem provocar catarata e cegueira. Os mesmos tumores malignos que afetam a pele podem também provocar câncer de pele nos olhos, inclusive o melanoma.
Como reconhecer os sinais precoces do câncer de pele
É preciso ficar atento em diversos sinais que podem representar o câncer de pele.
O principal é o surgimento de feridas ou caroços que sangram espontaneamente, sem tendência a cicatrizar em áreas expostas ao Sol.
Também é preciso atenção com “sinais” pretos que mudam de cor, textura e tornam-se irregulares nas suas bordas (impressão de pigmento derramando nas bordas), que podem ser denunciadores do melanoma
Vale ressaltar novamente que diferentes tonalidades de cor e crescimento contínuo é também indicativo de melanoma.
Regra do ABCD
Dicas importantes para prevenir o câncer de pele
A partir de alguns cuidados simples é possível prevenir o desenvolvimento de câncer de pele.
Crianças até seis meses, por exemplo, não devem ser expostas ao Sol.
Poucos minutos de Sol nas crianças, mesmo indiretamente e poucas vezes por semana, são suficientes para a síntese de vitamina D, indispensável para fortalecer os ossos.
Além disso, crianças com pele, cabelos ou olhos claros e “sardas”, que se queimem mais do que se bronzeiam e com casos de câncer de pele na família, devem se proteger mais do Sol.
Tanto para adultos quanto para crianças, deve-se evitar exposição direta ao Sol em praias e piscinas entre 10 e 16 horas.
As pessoas que se protegem do Sol adequadamente nos primeiros 18 anos de vida têm 78% menos chance de desenvolverem câncer de pele na vida adulta.
Recomenda-se proteger a pele, além de filtro solar, com roupas, chapéus e bonés de abas largas, guarda sol, sombrinhas nos carrinhos de bebê e óculos escuros.
É necessário proteger-se do Sol mesmo em dias nublados, pois 80% dos seus raios atravessam as nuvens.
Reaplique o filtro solar após suar muito ou mergulhar numa piscina ou no mar, por
exemplo.
O reflexo do Sol na água, na areia, no concreto e, principalmente, na neve, intensifica a sua exposição.
Agora que você já sabe como se prevenir do câncer de pele, que tal continuar a leitura e tirar suas dúvidas sobre a teledermatologia?