Dermatofitoses: conheça essa infecção fúngica da pele, unhas e cabelos

A dermatofitose é uma infecção produzida por fungos conhecidos como dermatófitos, por isso, tem esse nome.

Esses fungos se alimentam da ceratina, substância proteica existente na pele, unhas e cabelo.

A infecção é mais comum de ocorrer em homens e durante as estações quentes, como o verão.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a dermatofitose!

O que causa a dermatofitose?

Como já citado, a causa da dermatofitose são os fungos chamados dermatófitos. Eles habitam naturalmente o solo, os animais e o homem.

A contaminação do indivíduo a partir dessas fontes geram infecções denominadas de geofílicas, zoofílicas e antropofílicas, respectivamente.

As espécies geofílicas vivem no solo e, eventualmente, parasitam o homem.

As espécies zoofílicas provocam dermatofitose (impinge) nos animais e raramente invadem o homem, enquanto as antropofílicas parasitam preferencialmente o homem.

A transmissão pode ocorrer também através de objetos como travesseiro, escova, brinquedos e telefone.

A importância de identificar a fonte de infecção é fazer a prevenção de reinfecção. A de origem antropofílica, por ser mais adaptada à pele do homem, gera menor reação inflamatória (menor intervenção do sistema de defesa da pessoa) e, consequentemente, maior resistência ao tratamento.

Incidência da dermatofitose

A dermatofitose é mais comum no sexo masculino.

Em relação à idade, é quase exclusiva no couro cabeludo nas crianças e predomina nos pés, unhas e virilhas no adulto.

As pessoas com diminuição da imunidade, como a AIDS, são mais predispostas a desenvolver a dermatofitose.

Ambientes fechados que facilitam a transmissão, como as creches e tripulações de navio, também são mais susceptíveis. São mais comuns no verão e no outono.

O uso de sapato fechado favorece a instalação de dermatofitose pela maior umidade local e explica a menor incidência entre os índios.

Manifestações clínicas da dermatofitose

Veja quais são as manifestações clínicas mais comuns da dermatofitose:

Tinha do couro cabeludo

Predomina nas crianças e nas populações pobres.

Caracteriza-se por placas com perda de cabelo, com quebra do cabelo rente ao couro cabeludo, permanecendo pequenos cotos dele, associado à descamação do couro cabeludo.

Tinha da cabeça

Pode evoluir para inflamação, denunciada pela presença de eritema (vermelhidão) e pústulas (bolhinhas de pus), associada aos fungos oriundos do solo e de animais, pouco adaptados à pele do homem.

Quando ainda não havia tratamento, curava espontaneamente com a chegada da puberdade por influência da produção de sebo (gordura) no couro cabeludo estimulada pelos hormônios sexuais.

Tinha do corpo

Acomete, preferencialmente, a pele que não é coberta pela roupa.

Caracteriza-se, inicialmente, por uma pápula (carocinho) que tende a crescer centrifugamente,

Tinha do corpo anular inicial

com tendência à involução no centro da lesão e crescimento nas bordas, as quais são constituídas por vesículas, escamas, crostas hemáticas (conteúdo de sangue) e infiltração (elevação) da pele, constituindo a forma anular.

Tinha do corpo anular

Tinha inguinocrural

Essa manifestação clínica da dermatofitose localiza-se na virilha e tem o mesmo aspecto da tinha do corpo, porém tem mais prurido (coceira) e predomina no sexo masculino.

Frequentemente, representa uma extensão da tinha dos pés.

Tinha dos pés

Representa a forma clínica da dermatofitose mais frequente.

Acomete preferencialmente o quarto espaço entre os dedos, constituído de eritema (vermelhidão) coberto por escama esbranquiçada consequente à maceração pelo suor  e com fissura (ferida de forma linear).

Tinha do pé interdigital

Esta última pode representar porta de entrada para a bactéria estreptococo, responsável pela instalação da erisipela, uma doença infecciosa, na perna.

Também pode acometer a planta dos pés e ser manifestada por vesículas, a forma aguda,

Tinha do pé aguda

ou eritema (vermelhidão) e escamas, forma crônica plantar, que representa uma extensão da tinha entre os dedos dos pés.

Tinha do pé plantar

Tinha das mãos

Essa manifestação é rara, apesar de poder acontecer de forma isolada, ou representa extensão da tinha dos pés. Quando acomete o dorso das mãos, mantém as características da forma anular da tinha do corpo.

Tinha da mão

Porém quando a palma das mãos é afetada, perde essas características, manifestado por eritema e escamas, estas mais evidentes nas linhas da pele.

Tinha da mão

Tinha das unhas

É consequência da contaminação a partir da tinha dos pés.

Manifesta-se pelo engrossamento das unhas, alteração da coloração (manchas amareladas) e descolamento da unha. Este, cria um espaço, manifestado pela cor esbranquiçada na extremidade distal da unha. A unha do primeiro dedo (dedão) é a mais afetada.

Tinha da unha

Raramente acomete a unha das mãos.

Tratamento da dermatofitose

O tratamento deve ocorrer apenas após ser realizado um exame de laboratório que confirma o diagnóstico.

Esse exame é chamado de exame micológico e ocorre pela colheita de material e análise imediata ao microscópio. Também é realizado a cultura micológica, procedimento que demora duas semanas e identifica a espécie do fungo.

O tratamento tópico, utilizando creme, é indicado para os casos localizados na pele e de pequena extensão como virilhas, entre dedos dos pés e pele exposta.

Os casos acometendo grande extensão da pele, unhas, cabelo e planta dos pés, deve ser administrado antifúngico por via oral, cujo tempo de tratamento pode variar de acordo com cada localização.

A droga de uso tópico mais eficaz é a terbinafina, porém a amorolfina, os derivados amidazólicos e o ciclopirox são também eficientes.

A indicação do tratamento tópico é de evitar a disseminação da doença para outras partes do corpo, para outras pessoas e para impedir uma infecção bacteriana secundária.

Os medicamentos utilizados por via oral são a terbinafina, griseofulvina, itraconazol e fluconazol, sendo o primeiro o mais eficaz.

Apenas um médico especializado pode analisar a infecção e determinar o melhor tratamento para cada paciente. A automedicação não é recomendada e pode ter um efeito contrário do desejado.

Agora que você já sabe mais sobre a dermatofitose, continue lendo no nosso blog e se informe sobre a pele seca.

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