Dermatite seborreica: conheça os sintomas e a causa

A dermatite seborreica é uma doença inflamatória da pele, muito comum, com tendência à cronicidade (sem cura), recidivante, intensidade geralmente discreta e de origem desconhecida.

Ocorre em locais da pele ricos em glândulas sebáceas, como couro cabeludo, rosto, tórax e dobras da pele e afeta, predominantemente, o sexo masculino.

Atinge 1 a 3% da população e 3 a 5% dos adultos jovens.

Existem duas formas de manifestações: nas crianças entre o primeiro e o terceiro mês e nos adultos, com pico de incidência entre a quarta e sexta década de vida.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a dermatite seborreica!

O que causa a dermatite seborreica?

A causa da dermatite seborreica não é completamente conhecida, porém, se acredita que o excesso de oleosidade da pele possa influenciar na inflamação dessa, por haver uma coincidência da inflamação da pele e as áreas mais oleosas.

É mais comum nos primeiros meses de vida, quando se acredita que o estímulo de hormônio da mãe (andrógeno) atravesse a placenta e estimule o crescimento das glândulas sebáceas (que produzem a gordura da pele chamada sebo) da criança.

Essa glândula sebácea cria um ambiente favorável para o crescimento de um fungo que é um habitante natural da pele chamado Malassezia e que pode contribuir para a inflamação do rosto e outras áreas prediletas da dermatite seborreica.

Existe uma maior proliferação desse fungo na Doença de Parkinson, onde a dermatite seborreica é mais intensa e frequente.

Uma evidência indireta da participação da Malassezia é o controle da dermatite seborreica com uso de cremes contendo antifúngicos.

Outros fatores agravantes dessa inflamação da pele são:

  • calor,
  • frio,
  • obesidade,
  • umidade,
  • roupas que retém o suor,
  • estresse,
  • ingestão de bebida alcoólica,
  • comidas ricas em açúcar,
  • diabetes.

Ela melhora durante o verão já que a exposição ao sol controla a doença.

A dermatite seborreica é muito mais frequente e intensa nos aidéticos, chegando a atingir 80% deles e se acredita que a maior proliferação da Malassezia ocorre pela baixa imunidade, o que contribui muito para a inflamação da pele.

Nesse caso, o uso de antifúngico por via oral como o Fluconazol, controla a dermatite seborreica.

Manifestações clínicas da dermatite seborreica

A dermatite seborreica surge inicialmente nos primeiros três meses de vida e reaparece logo após a puberdade ou posteriormente.

No início da vida manifesta-se com uma caspa espessa e amarelada e de aspecto gorduroso sobre pele avermelhada:

Dermatite seborreica na cabeça (caspa)

Além de inflamação na face, orelhas, pescoço, áreas das fraldas e dobras.

Dermatite seborreica no rosto (pálpebra)

Nos adultos também se manifesta como nos recém-nascidos, como manchas avermelhadas cobertas por escamas (caspa) graxentas, branco amareladas no couro cabeludo, atrás e dentro das orelhas, no rosto (abaixo do limite de implantação do cabelo, sobrancelhas

Dermatite seborreica no rosto (caspa em sobrancelha)

e entre elas, sulcos junto ao nariz e que pode se propagar para as bochechas e a barba).

Dermatite seborreica no canto do nariz

Uma localização peculiar é a inflamação nas pálpebras e acompanhado de caspa e conhecido como blefarite.

A conhecida caspa da cabeça, pitiriase capitis, representa a forma mais discreta da dermatite seborreica e manifestada por escamas, porém sem inflamação abaixo delas.

Ao contrário de outras formas de dermatite (eczemas) como a dermatite de contato e atópica, a coceira (prurido) é discreta.

Como é feito o tratamento da dermatite seborreica?

O tratamento dessa condição deve ser prescrito por um médico especialista, que poderá avaliar os sintomas e indicar as melhores práticas.

Em geral, o tratamento da dermatite seborreica da cabeça nas crianças com caspa espessa consta de remoção suave da caspa com escova de dente e seguido por aplicação de óleo mineral.

Os shampoos devem ser aplicados durante 3 a 5 minutos podem complementar o tratamento tanto para as crianças como para os adultos.

Além disso, ele deve ser usado diariamente no início e, após o controle da caspa, deve ser mantido numa frequência de 3 vezes por semana, considerando que é uma doença que não cura, apenas se controla.

Quando a dermatite seborreica, tanto da cabeça como da pele, é acompanhada de inflamação, devem ser aplicados cremes de corticosteroide de baixa potência anti-inflamatória ou outros remédios antifúngicos, também com ação anti-inflamatória.

Por ser uma doença que recidiva, se for interrompido o tratamento, deve ser mantido o uso de cremes que não contenham corticosteroide, já que este pode provocar atrofia da pele e outros efeitos colaterais se for usado por muito tempo, como exige a dermatite seborreica.

Apenas um médico especializado poderá recomendar o melhor tratamento. A automedicação pode ser um efeito contrário ao desejado e agravar a situação.

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Dermatite de fraldas: saiba mais sobre essa doença comum em bebês

Dermatite de fraldas é uma inflamação na área de contato da fralda com a pele e é gerada pelo contato com urina e fezes com ela.

Ela é a doença da pele mais frequente no primeiro ano de vida e pode se prolongar até desaparecer naturalmente a incontinência urinária e das fezes.

Embora a causa mais frequente da irritação nessa área seja consequente ao efeito irritante do contato com as secreções, outras doenças podem se instalar nessa região, como a dermatite seborreica e a psoríase.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a dermatite de fraldas!

Qual a incidência da dermatite de fraldas?

A dermatite de fraldas representa 10 a 20% de todas as doenças da pele na consulta do pediatra, sendo extremamente comum.

O risco de desenvolver a doença é de um em cada quatro bebês e até 7 a 40% deles.

As manifestações podem surgir já na primeira semana de vida, porém o pico de incidência é entre 9 e 12 meses.

Qual a causa da dermatite de fraldas?

A região de contato da fralda com a pele oferece condições ideais à inflamação e infecções por fungo (cândida) oriundo das fezes e bactérias (Esfilococo aureus e estreptococo) existentes normalmente na pele.

Isso se dá em consequência da fricção, da umidade proporcionada pela urina e fezes e do efeito irritante de substâncias contidas nas fezes.

Existem vários fatores de risco para o surgimento da dermatite de fraldas, como:

  • diarreia,
  • incontinência de urina e fezes (também comum nos idosos com incontinência),
  • leite de vaca (aleitamento materno é recomendado),
  • uso recente de antibiótico por predispor à diarreia ou infecção por cândida.

A dermatite pode se agravar pela aplicação de cremes contendo substâncias que gerem alergia (dermatite de contato).

Em especial, o sulfato de neomicina, substância muito aplicada na pele. Ela é a pomada que provoca mais alergia em qualquer idade no Brasil.

A dermatite de fraldas é mais resistente em ser controlada nas pessoas que são, ou têm familiares, portadores de alergia hereditária chamada atopia, que se manifesta com pele seca e tendência a inflamar, especialmente nas dobras dos cotovelos e joelhos, além de asma e rinite.

A dermatite de fraldas frequentemente recidiva após aparente tratamento eficiente nessas pessoas.

Quais são as manifestações clínicas da dermatite de fraldas?

A dermatite de fraldas se caracteriza por inflamação na pele correspondente ao contato com a fralda e afeta as áreas de maior contato (áreas convexas), como:

  • nádegas,
  • parte inferior da barriga,
  • órgão genital,
  • parte superior das coxas.

Ela não agride a pele sem contato com a fralda (dobra na virilha). Está associada à dor e ardor.

A intensidade da dermatite de fralda é avaliada pela vermelhidão (eritema) e é muito variável de caso para caso.

A evolução é por episódios e a duração dos casos menos intensos é de 2 a 3 dias após instituído o tratamento.

Se a doença tiver duração maior de 3 dias, mesmo com tratamento correto, deve ser considerado que a pele pode ter sido secundariamente infectada pela candidíase em decorrência da proliferação do fungo cândida e que é evidenciado pela extensão da inflamação às dobras das virilhas.

A candidíase persistente na região das fraldas pode ser uma manifestação de diabetes mellitus tipo 1 ou uma forma grave de candidíase que ocorre em pessoas que nasceram com a imunidade baixa, chamada candidíase mucocutânea crônica.

Infecções por bactérias como Estafilococo aureus e Estreptococo podem proliferar na área de dermatite de fralda e se manifesta por pústulas (bolhas com pus) medindo 1 a 2 milímetros e por erosões cobertas de crostas amareladas consequentes à ruptura das pústulas.

A região das fraldas é local predileto de outras doenças da pele, como a dermatite seborreica, dermatite de contato e psoríase.

Atenção especial deve ser dada à possibilidade de abuso sexual e manifestado por condiloma acuminado (verruga originada do papilovirus) e queimaduras.

Além disso, não trocar a fralda logo após o bebê ou idoso urinar ou evacuar pode manter e agravar a doença.

Qual é o tratamento?

O mais importante é prevenir a instalação da dermatite, removendo rapidamente a urina e as fezes e deixando a pele sem fralda durante algumas horas, diariamente, a fim de expor diretamente a pele ao ar.

Também é recomendado evitar exagerar na limpeza da pele para não agravar a irritação e retardar a cura. Limpar a pele com água discretamente aquecida e toalha suave além do uso de sabonetes leves (pouca quantidade de perfume).

Se a pele apresentar feridas, deve aplicar água a partir de tubo de plástico ou torcendo uma toalha encharcada sobre as feridas.

As fezes secas devem ser delicadamente removidas com óleo mineral aplicado com algodão. A fim de evitar fricção desnecessária, a pele deve ser seca com delicados toques com a toalha.

Lenço livre de perfume e de álcool pode ser usado, uma vez que é menos irritante do que usar a água com toalha.

É preferível a fralda descartável do que a de pano, apesar de não ser um consenso, especialmente durante a inflamação da pele, por possuir maior capacidade de absorção de líquido, mantendo o ambiente menos úmido, condição fundamental para prevenir ou agravar a inflamação da pele.

O leite materno tem propriedade anti-inflamatória semelhante ao corticoide de baixa potência anti-inflamatória, como a hidrocortisona e a pasta de óxido de zinco, além de atividade antimicrobiana; por isso, é recomendado para bebês.

Em relação aos medicamentos, eles devem ser prescritos por médicos especializados.

Em geral, é recomendada a aplicação de pasta ou pomada contendo óxido de zinco, que funciona como uma barreira ao contato da urina, fezes e umidade com a pele.

Não é obrigatória a remoção dessa pasta antes de nova aplicação e, quando houver necessidade, deve ser aplicado óleo mineral.

A aplicação de creme de corticosteroide de baixa potência anti-inflamatória (corticosteroide de alta potência anti-inflamatória provoca estrias) combate o vermelhidão da pele.

Quando a dermatite complicar com infecção pela cândida, deve ser aplicado creme contendo antifúngico.

Se houver infecção bacteriana, a aplicação de antibiótico em creme ou pomada pode curar.

Se a infecção for muito extensa, ou se houverem manifestações de que ela deixou de ser apenas na pele, manifestada por febre, astenia (corpo mole) e irritabilidade, é obrigatório o uso de antibiótico por via venosa através de internação hospitalar.

O corticosteroide, antibiótico e antifúngico devem ser aplicados antes da pasta de zinco.

Vale ressaltar que apenas um médico especializado poderá receitar o tratamento ideal para cada caso, baseando-se na sua intensidade.

Agora que você já sabe mais sobre dermatite de fraldas, continue lendo e saiba mais sobre como funciona a teledermatologia!

Pitiríase versicolor (pano branco): conheça essa infecção fúngica

A pitiríase versicolor, também conhecida como Pano Branco, é uma infecção causada por um fungo que atinge a superfície da pele. Por isso, é incluída no grupo das micoses superficiais.

Existe em todo mundo, apesar de ser mais frequente em países de clima tropical (quente e úmido), chegando a atingir 50% da população em alguns desses países.

Em lugares frios, como a Escandinávia, a prevalência é de 1%

Afeta mais os adolescentes e adultos jovens, porém crianças, inclusive de tenra idade, e idosos também podem ser afetados.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a pitiríase versicolor!

Qual é a causa da pitiríase versicolor?

O fungo responsável, a Malassezia, faz parte da flora normal da pele, portanto, a pitiríase versicolor não é uma doença contagiosa.

A sua instalação está mais relacionada às condições do hospedeiro.

Sendo favoráveis, a forma não patógena, a leveduriforme, se transforma na forma patógena, a miceliana, e gera as alterações na pele que caracterizam a doença.

Entre as várias espécies de Malassezia, a mais frequente é a globosa.

O que causa pitiríase versicolor?

Os fatores que contribuem para essa transformação são externos e internos.

Os internos, que são características do hospedeiro, não são bem compreendidos, mas a predisposição genética contribui, comprovada pela detecção da doença entre membros da família em 21%.

Além disso, a indução está relacionada com outros fatores, como:

  • imunossupressão (queda da imunidade) provocada por doenças, como AIDS,
  • medicamentos que debilitam a imunidade,
  • uso de anticonceptivos hormonais (pílula),
  • desnutrição.

Apesar do que muitos pensam, a falta de higiene não é um fator que provoca a doença.

Os fatores externos que contribuem são:

  • clima quente e úmido, 
  • excesso de sudorese,
  • aplicação de óleos sobre a pele.

Como a pitiríase versicolor se manifesta?

A doença se manifesta com manchas de diferentes tonalidades, por isso, o nome versicolor, sendo a mais comum a que deixa a pele mais clara,

Pitiríase versicolor (pano branco)

além de cor marrom e avermelhada.

As de tonalidade marrom são mais comuns em áreas cobertas como face interna dos braços, face lateral do tórax e virilhas.

Pitiríase versicolor (mancha escura)

As vermelhas, ocorrem, principalmente, quando se expõe ao sol.

As manchas são cobertas por escamas finas, evidenciadas pela manobra de atritar a unha sobre a lesão ou tracionar a pele lateralmente.

As manchas individuais são de pequeno tamanho, mas podem coalescer e formar lesões de maior tamanho.

Localizam-se mais frequentemente na parte superior do tronco e parte proximal dos membros. Isso ocorre pelo fungo se nutrir do sebo e essa região é mais rica em glândulas sebáceas, produtora dessa gordura.

Isso explica também o fato de ser menos frequente em crianças e idosos, fases da vida com menos atividade dessas glândulas.

Quando afeta as crianças, frequentemente acomete o rosto.

A maioria das pessoas não sente coceira, porém algumas se queixam desse sintoma de forma moderada.

Embora a cura espontânea tenha sido relatada, a doença pode persistir indefinidamente.

Como é feito o tratamento da pitiríase versicolor?

O melhor tratamento da pitiríase versicolor deve ser recomendado por um médico especializado após uma consulta online ou presencial, onde ele avaliará as manchas.

Em geral, a forma de tratamento é por via tópica através de shampoo, gel e creme contendo antifúngico.

Os casos que atingem grande extensão da pele ou que recidivam com tratamento de uso tópico, devem ser tratados por via oral.

As crianças devem ser tratadas, preferencialmente, por via tópica. Mesmo após a cura, o retorno da pigmentação da pele pode durar alguns meses.

Nos pacientes que apresentam muitas recidivas ao ano, particularmente os que apresentam diminuição da imunidade, podem prevenir o retorno da doença com uso mensal de shampoo ou comprimido antifúngico.
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O que é prurido e o que causa essa coceira na pele?

Uma queixa frequente da população, quando realiza uma consulta com o dermatologista, é o prurido, vulgarmente conhecido como coceira.

Os seus sintomas variam de intensidade de acordo com a causa e entre os pacientes.

Quando muito intenso gera uma grande queda da qualidade de vida do paciente, já que pode perturbar muito suas atividades diárias e até a qualidade do sono dele e dos familiares.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o prurido!

Quais são as causas do prurido?

As causas podem se originar na pele ou internamente. 

As originadas na pele estão relacionadas aos processos inflamatórios consequentes de diversos fatores, como:

  • manifestação na pele de alergia hereditária, como a dermatite atópica
  • alergia, como a dermatite de contato (alergia ao contato da pele com substâncias)
  • ingestão ou injeção de medicamentos (farmacodermia)
  • nas gestantes durante o terceiro trimestre da gravidez
  • urticária (lesões fugazes na pele e que desaparecem em menos de 24 horas).

Também pode ser causada por doenças infecciosas na pele ocasionadas por:

  • bactérias, fungo e vírus
  • parasitas, como escabiose (sarna)
  • pediculose na cabeça (piolho) e na região genital (vulgarmente conhecido como chato)
  • picadas de insetos.

Tumores malignos originados na pele também podem provocar muito prurido, como os linfomas. 

Além disso, a pele seca é a causa mais frequente de prurido nos idosos.

As doenças de origem interna podem provocar muito prurido sem lesões características na pele, exceto o que é provocado pelo ato de coçar, como arranhões (escoriações) e engrossamento da pele (liquenificação).

Outros fatores internos podem estar ligados com mau funcionamento:

  • dos rins (insuficiência renal crônica)
  • do fígado (obstrução das vias biliares e vesícula manifestada pelos olhos amarelados)
  • da tireoide (funcionamento exagerado conhecido como hipertireoidismo ou funcionamento mais lento e conhecido como hipotireoidismo).

Além disso, outros fatores são:

  • Diabetes Mellitus
  • menopausa
  • AIDS
  • doenças hematológicas (origem no sangue), como anemia
  • cânceres, como doença de Hodgkin e linfoma não Hodgkin
  • câncer interno, como os que se originam no colo do útero, próstata e intestino grosso.

Também podem estar ligadas com enfermidades de origem neurológica, tanto no cérebro (tumor maligno) quanto nos nervos, como a esclerose múltipla e herpes zoster (cobreiro).

As doenças de origem psiquiátrica como ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo e esquizofrenia, também podem ser origem de coceira e a própria coceira pode agravar o transtorno psiquiátrico.

Todas essas situações são possíveis causas e apenas um médico especializado poderá diagnosticar.

Como é feito o tratamento do prurido?

O tratamento do prurido será orientado pela causa.

O originado na pele por causas alérgicas deve ser realizado com creme, comprimido ou injeção de corticosteroide e de cremes hidratantes, este último, quando for controlada a coceira.

Os anti-histamínicos também são muito eficientes na urticária.

Por isso, se você tem prurido, é fundamental consultar um médico para identificar a causa e ter o tratamento certo.

Marque sua consulta conosco. Estamos atendendo tanto presencialmente quanto online!

Conheça as principais causas do hirsutismo e o seu tratamento

O hirsutismo é uma condição que afeta o sexo feminino e compromete a autoestima das pacientes.

Esse problema pode ter diversas causas, o que impacta diretamente na forma com que ele deve ser tratado.

Continue lendo o nosso post e confira o que é hirsutismo, quais são as suas possíveis causas e como é feito o tratamento!

O que é o hirsutismo?

O hirsutismo é definido como a presença de pelos em locais exclusivos do sexo masculino, gerando uma aparência masculina na mulher.

Já na hipertricose, existe um crescimento anormal dos pelos em regiões do corpo independentemente de influência hormonal, não apenas do homem.

O hirsutismo acomete 5 a 10% das mulheres em idade reprodutiva e causa sérios problemas para a autoestima.

Qual é a causa do hirsutismo?

A causa mais comum de hirsutismo é a Síndrome dos Ovários Policísticos.

As manifestações dessa síndrome incluem:

  • obesidade,
  • irregularidade menstrual,
  • hirsutismo,
  • diabetes,
  • elevação da gordura no sangue (colesterol e triglicerídeo).

Essas 2 últimas alterações geram maior risco cardiovascular (infarto do miocárdio). O mais importante no tratamento dela é o controle do peso já que é o que predispõe a todas as manifestações da doença.

O hirsutismo pode ter origem por disfunção (mau funcionamento) dos ovários, glândula adrenal e da tireoide. Ele também pode ocorrer durante a gestação e por ingestão de determinados medicamentos.

A segunda causa mais frequente é o hirsutismo idiopático, ou seja, quando não se identifica o que provocou a doença.

Por isso, em um grande número de casos, não é possível identificar a causa.

Como é feito o tratamento do hirsutismo?

O tratamento é direcionado à causa e deve ser prescrito por um médico especialista.

Se decorrer de distúrbios hormonais, se utilizam contraceptivos hormonais (pílula) e cirurgia de extirpação da glândula afetada.

Quando não se identificada a etiologia, aplica-se o creme de eflornitina, restrito aos pelos do rosto.

Porém, esse medicamento não é comercializado no Brasil.

Além disso, existem outros métodos depilatórios como eletrólise, luz intensa pulsada e Laser.

Vale reafirmar: apenas um médico poderá prescrever o melhor tratamento. Procure um especialista e evite a automedicação!
Agora que você já sabe mais sobre o hirsutismo, que tal continuar a leitura e tirar suas dúvidas sobre teledermatologia?

Saiba como se proteger do Sol de maneira eficaz

Muitas pessoas não sabem como se proteger do Sol de maneira eficaz, o que ocasiona queimaduras e, pior ainda, riscos sérios para a pele.

O uso correto do filtro solar é muito importante, uma vez que atua na prevenção do envelhecimento precoce e, principalmente, do câncer de pele.

Além disso, a aplicação do filtro diminui indiretamente o surgimento dos sinais escuros benignos (nevos melanocíticos), que podem se transformar no melanoma.

Continue lendo o nosso post e saiba como se proteger do Sol de maneira eficaz!

Como o filtro solar age?

O filtro solar eficaz deve proteger contra a radiações ultravioleta A e B, ambas cancerígenas.

Porém, apenas algumas das substâncias utilizadas na sua fórmula têm realmente a capacidade de proteger simultaneamente contra as duas radiações.

Os exemplos mais comuns são o Tinosorb M ,Tinosorb S e o Mexoryl

Além disso, ainda podemos citar os filtros inorgânicos (físicos) que contêm dióxido de titânio e óxido de zinco.

Assim, é preferível incluir vários elementos no protetor solar para garantir a ampla ação contra os raios UVA e UVB.

Por isso, na hora de adquirir um produto para se proteger do Sol, deve-se considerar a sua composição.

Quais são os tipos de filtro solar?

Os meios nos quais são incorporadas as substâncias ativas do filtro são muito importantes, sendo os cremes e loções os mais utilizados para esse fim.

O gel tem a desvantagem de ser facilmente retirado pela água durante a natação ou sudorese excessiva e é mais indicado para pessoas com pele oleosa e com acne.

Os de apresentação em lápis têm alta capacidade de proteção por ser um filtro físico e gerar aparência esbranquiçada nos lábios e nariz.

Os sprays são mais convenientes, porém, são aplicados em quantidade insuficiente, frequentemente.

Os em forma capilar (xampu e tonalizante capilar) previnem a mudança de cor dos fios induzida pela radiação solar.

Como utilizar o filtro solar para se proteger?

É muito importante a aplicação da quantidade adequada para haver uma proteção real.

O indicado é 2 mg por centímetro quadrado de pele, sendo necessário 30 ml em cada aplicação.

Como geralmente as pessoas passam, em média, apenas 0,5 a 1 mg, é necessário compensar esse deficit usando filtros com fator de proteção alto, como 30 ou mais.

No entanto, vale ressaltar que o fator 15, usado na quantidade recomendada, já protege o suficiente.

Além disso, a inclusão de reparadores do DNA, como enzimas tipo endonucleases, diminui o risco de câncer de pele.

Outra medida importante para se proteger do Sol é ficar atento às mudanças da pele. Ao notar o aparecimento de manchas, deve-se consultar um especialista na área.

Conte conosco para isso! Marque sua consulta e certifique-se que sua pele está saudável!

Toxina Botulínica: conheça os benefícios do Botox para a pele

A Toxina Botulínica, chamada popularmente de Botox, é um tratamento que está cada vez mais popular, já que oferece ótimos benefícios para a pele e não é agressivo.

A área de Dermatologia Cosmética vem evoluindo muito rapidamente nos últimos anos.

Médicos e pacientes continuam buscando procedimentos de estética pouco agressivos, porém, que ofereçam segurança e eficiência com o objetivo de retardar e reduzir os efeitos inevitáveis do envelhecimento da pele.

Dentro dessa realidade, a Toxina Botulínica ganha destaque e faz parte do desejo de muitas pessoas. Continue lendo o post e saiba mais sobre ela!

Como a Toxina Botulínica funciona?

A aplicação da Toxina Botulínica (TB) ocupa o primeiro lugar na frequência de procura dos pacientes pelo rejuvenescimento da pele.

Essa substância atua no bloqueio da transmissão do impulso nervoso de uma célula nervosa a outra através da inibição da substância acetilcolina.

Como consequência, há a paralisia do músculo correspondente.

Quando a Toxina Botulínica é indicada?

As principais indicações são as rugas de expressão:

  • da testa
  • ao redor dos olhos (pés de galinha)
  • localizadas entre as sobrancelhas
  • do nariz
  • abaixo dos olhos (rugas de coelhinho)
  • ao redor da boca e que simultaneamente pode aumentar o volume dos lábios
  • do mento (queixo)
  • do pescoço.

A aparência das mulheres melhora muito com a elevação das sobrancelhas e a Toxina Botulínica tem uma excelente ação.

As pessoas que têm pouca expressão do olhar pela menor abertura das pálpebras podem ser beneficiadas com a paralisia dos músculos que oferecem resistência à abertura dos olhos.

Esse procedimento também pode elevar a ponta do nariz e corrigir o chamado sorriso gengival, onde as gengivas ficam muito expostas durante o sorriso.

Quando os cantos da boca ficam permanentemente direcionados para baixo, em direção ao queixo, formam depressão local e conferem impressão de desaprovação e tristeza, além de dar um aspecto envelhecido ao rosto.

Além disso, a Toxina Botulínica é uma excelente indicação para corrigir o conhecido bigode chinês.

Outra indicação do Botox é a hiperidrose (excesso de sudorese) nas axilas, palma das mãos, virilhas e testa.

Qual é a duração da aplicação do Botox?

O efeito da aplicação do Botox tem duração de 3 a 4 meses.

Essa reinjeção é particularmente importante na prevenção das rugas permanentes do rosto.

Além disso, o início ideal do programa de injeções periódicas do Botox deve ser precoce, quando ainda as rugas se formam apenas quando os músculos da face se contraem.

Atualmente, a Toxina Botulínica vem sendo associado a outros procedimentos de estética, como peeling, preenchedores e laser, de modo a potencializar os efeitos desses outros recursos de estética e gerar uma maior harmonia facial, fundamental para restituir a beleza.

Para que os resultados sejam alcançados é preciso contar com um médico especializado e com experiência na área.

Conte com a ProntoPele para isso! Marque sua consulta e tire suas dúvidas sobre o procedimento!

Como a obesidade afeta a pele?

A obesidade é uma doença que consiste no acúmulo de gordura corporal, o que aumenta consideravelmente os riscos de desenvolver outras condições de saúde.

A prevalência dessa enfermidade está aumentando de modo alarmante em várias populações do mundo, sendo um dos maiores problemas de saúde pública atualmente.

No Brasil, há excesso de peso em 40,6% da população adulta e em 10,8 a 33,8% das crianças.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre os efeitos da obesidade na pele!

Quais são os efeitos da obesidade na pele?

A acantose nigricans é a manifestação dermatológica mais frequente na obesidade.

Acantose Nigricante (Nigricans) no pescoço

Manifesta-se por escurecimento e engrossamento da pele em certos locais como:

  • axilas,
  • virilhas
  • nuca,
  • cotovelos
  • dorso,
  • articulações dos dedos.

Ela está sempre associada ao aumento da insulina no sangue e da sua resistência em atuar nas células.

Esse aumento gera de forma gradativa uma falência da produção da insulina pelo pâncreas e, consequentemente, a Diabetes Mellitus.

Essa produção excessiva de insulina em consequência da obesidade também causa aumento da produção de hormônios androgênios pelos ovários, que causa:

O excesso de dobras na pele dos obesos gera superaquecimento e maior fricção, o que predispõe a infecções fúngicas, como candidíase e tinea (impinge), e bacterianas, como furúnculo e foliculite.

Outros problemas

Outro problema originado do excesso de peso é a diminuição do retorno da linfa para a circulação sanguínea por obstrução ou lesão dos vasos linfáticos presentes nos membros inferiores. Isso causa inchaço e endurecimento no local afetado.

A ocorrência concomitante do mau funcionamento do retorno venoso, frequente nos obesos, agrava a oxigenação dos tecidos das pernas e podem gerar um estado inflamatório crônico.

Isso predispõe a formação de úlceras, que podem ser porta de entrada para infecções bacterianas, como a erisipela.

Elefantíase Nostra

O resultado de todas essas infecções de diferentes causas é o surgimento de inchação enorme e definitiva das pernas, conhecida como Elefantíase Nostra.

Esse aumento é tão significativo que provoca dificuldade de locomoção.

Diversas estratégias são utilizadas para o controle da obesidade, como a prática regular de exercício físico, dietas, medicamentos e nos casos sem controle e com risco de vida, a cirurgia bariátrica.

Para isso, deve-se contar com um médico de confiança!

Agora que você já sabe mais sobre essa doença, que tal continuar a leitura e tirar suas dúvidas sobre a teledermatologia?

Diabetes Mellitus e suas alterações na pele

O Diabetes Mellitus é uma das doenças mais comuns na população mundial.

Há cerca de 382 milhões de pacientes em todo o mundo, o que representa 8,3% dos adultos.

Além disso, estima-se que 46% dos pacientes desconheça que seja portador.

A acelerada urbanização mundial e consequente mudanças de estilo de vida, como a redução de atividade física e de hábitos alimentares, que acaba gerando a obesidade, são fatores que predispõem à instalação desta doença.

As alterações na pele são as mais comuns naqueles casos de longa evolução.

Continue lendo e saiba mais sobre a influência do Diabetes Mellitus na pele!

Como o Diabetes Mellitus influencia na saúde da pele?

As manifestações cutâneas podem ser as primeiras da doença. Esse fato ganha muita importância para o início precoce do tratamento, que é fundamental na prevenção das graves complicações.

Aproximadamente um terço dos diabéticos apresenta sintomas na pele.

Acantose nigricante

Uma manifestação comum que antecede a doença, coincidindo com a obesidade, é a acantose nigricante, consequente à elevação da insulina no sangue.

A acantose nigricante pode estar associada à Síndrome Metabólica nos obesos e caracteriza-se por manchas escuras e espessamento da pele, com aspecto aveludado,

Acantose Nigricante (Nigricans) no pescoço

em algumas áreas do corpo, como:

  • nas dobras das axilas e virilhas,
  • na nuca,
  • nos cotovelos,
  • no umbigo,
  • nas aréolas das mamas,
  • sobre as articulações dos dedos das mãos.

Além disso, também pode estar associada a acrocórdons, que são sinais elevados (pediculados) sobre a pele afetada, preferencialmente nas dobras.

A aplicação de creme hidratante à base de ureia e a ingestão de antidiabético são medidas paliativas, porém o mais eficaz é combater a obesidade através da prática regular de exercício físico e dieta, que reverte os distúrbios metabólicos que causam as manifestações na pele.

Pé diabético

Muito preocupante também em relação à qualidade de vida e possibilidade de mortalidade é o chamado pé diabético.

Apresenta-se através de úlceras (feridas) nos pés e sem tendência a cicatrizar, desencadeadas por traumatismos e calos, estes últimos em consequência da sensação de dormência pelo comprometimento dos nervos (60 a 70% dos casos).

Cerca de 15% das ocorrências está relacionada à insuficiência dos vasos arteriais dos membros inferiores. 

É motivo de osteomielite (infecção nos ossos) e de mutilação dos dedos dos pés e até da perna, responsável por 70% das amputações de membros inferiores, além do risco de infecção generalizada, ameaçadora à vida.

O tratamento varia de acordo com o estágio da doença. Na fase inicial, quando os pulsos ainda estão preservados, medidas enérgicas, como debridamento e curativo, costumam curar a ferida em algumas semanas.

Os casos avançados exigem revascularização cirúrgica (recuperar a circulação dos vasos arteriais).

Os antibióticos são imperativos para controlar a infecção dérmica e a osteomielite.

A pele do paciente diabético é seca, e nos casos mais intensos surgem escamas, gerando um aspecto de pele semelhante ao de peixe. Daí o nome ictiose: ictus significa peixe em grego. Normalmente, é mais evidente nas pernas.

Esse estado de ressecamento cutâneo predispõe à coceira e inflamação. A fricção provocada pelo ato de coçar pode gerar ferimento, o que predispõe à infecção bacteriana, especialmente a erisipela na perna.

Rubeose

A rubeose é um eritema (vermelhidão) relacionado à perda do tônus das pequenas veias relacionadas à pele do rosto e do pescoço.

É muito importante o reconhecimento dessa alteração da pele, pois ela denuncia descontrole do açúcar no sangue, comprometimento da retina e dos rins.

A pele de aspecto amarelado (carotenodermia) também está relacionada ao descontrole do açúcar no sangue, além da maior predisposição ao efeito de ingestão de caroteno contido nos alimentos.

Não existe tratamento para o controle dessa modificação da pele.

Xantoma eruptivo

Outra doença, não necessariamente relacionada ao Diabetes Mellitus, é o xantoma eruptivo. É consequente ao depósito de gordura na pele, denunciado pela elevação dos triglicerídeos no sangue (acima de 700 mg/dL).

Manifesta-se pelo aparecimento rápido de caroços (pápulas) amareladas na pele, que podem confluir, preferencialmente nas nádegas, cotovelos e joelhos. Podem coçar e doer.

Xantoma Eruptivo (tronco e antebraços)
Xantoma Eruptivo (antebraço)

O seu reconhecimento é muito importante para prevenir pancreatite aguda, que oferece grande risco à vida. 

Infecções bacterianas

O diabético é mais predisposto a infecções bacterianas da pele em consequência da baixa da imunidade, além do retardo da cicatrização dessas feridas infectadas pela menor nutrição sanguínea.

A bactéria mais frequente é o Staphylococcus. Pode variar de intensidade e se manifesta como furúnculo, abscesso e carbúnculo (agrupamento de furúnculos).

O Estreptococo provoca a erisipela, que pode também ser recidivante e grave (erisipela bolhosa e profunda).

A otite externa, relacionada à bactéria Pseudomonas, é também uma doença muito grave no diabético, já que pode se transformar em infecções mais profundas como:

  • mastoidite,
  • osteomielite do osso temporal da cabeça,
  • danos aos nervos,
  • meninges (membranas que revestem o cérebro) com alta frequência de mortalidade.

Candidíase

Existe uma maior frequência de candidíase genital masculina e feminina e na boca. Nesta última, especialmente, no canto dos lábios.

Pode ser a primeira manifestação do diabetes.

A candidíase vulvovaginal é quase sempre presente nas mulheres diabéticas e é uma causa comum de prurido (coceira) na vulva durante os períodos de descontrole do diabetes.

Doenças autoimunes

Em consequência da alta frequência de associação entre as doenças autoimunes, o diabetes pode se associar com:

  • lúpus eritematoso,
  • vitiligo,
  • insuficiência adrenal,
  • tireoidite (inflamação da tireoide),
  • anemia perniciosa,
  • alopecia areata.

Assim, é obrigatório a investigação de outras doenças autoimunes diante de um paciente diabético.

O vitiligo se manifesta em 1% a 7% dos pacientes diabéticos, geralmente portadores do tipo 1, e em apenas 0,2% a 1% da população não diabética.

A psoríase está associada ao diabetes pelo fato de ambas fazerem parte da síndrome metabólica, geradora de doença cardiovascular, principal causa de mortalidade no mundo.

A síndrome metabólica consiste na associação de hipertensão, obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2, dislipidemia (elevação da gordura no sangue, como o colesterol) e doença gordurosa do fígado.

Essas duas doenças são relacionadas com maior probabilidade quando afetam mais de 10% da pele.

Os pacientes com psoríase apresentam predisposição para obesidade e vice-versa, e isso explica a associação das duas doenças com a síndrome metabólica. Daí a grande importância do controle do peso como parte importante no tratamento da psoríase.

Bolha diabética

Bullosis diabeticorum, doença bolhosa do diabetes ou bolhas diabéticas, ocorre em 0,5% dos pacientes.

Embora não seja frequente, é considerado um marcador distinto de Diabetes Mellitus e está presente nos portadores com longa evolução da doença ou que apresentam complicações como nefropatia (doença no rim) ou neuropatia.

Há uma preferência pelas extremidades, principalmente as pernas e os pés.

As bolhas são tensas e surgem subitamente e espontaneamente. Geralmente são indolores e não coçam, desaparecendo sozinhas, sem formação de cicatrizes em 2 a 5 semanas.

Dermopatia diabética

A dermopatia diabética é a lesão cutânea específica mais comum nos pacientes, denunciadora de microangiopatia diabética (comprometimento dos pequenos capilares), de lesão nos rins, nas artérias coronarianas(coração), na retina ou nos nervos periféricos.

Sua incidência varia de 7% a 70% dos portadores da doença, observado mais frequentemente nos casos de longa evolução e em indivíduos com mais de 50 anos de idade.

Localiza-se frequentemente na parte anterior das pernas e se manifesta como pequenas depressões da pele, de cor acastanhada.

Outras condições do Diabetes Mellitus

A pitiríase versicolor (pano branco) extensa e a dermatofitose (impinge) são também frequentes, especialmente nos pacientes com diabetes descontrolado.

Uma forma muito grave, felizmente rara no diabético, também consequente da glicemia elevada, é a mucormicose.

A doença afeta até a parte profunda da pele, geralmente localizada no centro da face, que causa processos necróticos (morte da pele), com rápida progressão para comprometer todo o organismo, com altas taxas de mortalidade.

O diagnóstico precoce é essencial para salvar a vida do paciente diabético.

Existem muitas alterações na pele causadas pelo Diabetes Mellitus, e é essencial contar com um profissional para acompanhá-los e tratá-los.

Conte conosco para isso. Marque sua consulta e tenha com o auxílio de um especialista!

O que é e qual a causa do melasma?

As manchas escuras que se localizam principalmente no rosto, conhecidas como melasma,  ocupam o quarto lugar entre as doenças que procuram o dermatologista.

É superado em frequência entre as manchas escuras apenas por aquelas que

aparecem em consequência de inflamação da pele.

São mais frequentes em pessoas de pele escura e ocorrem em 90% das mulheres, o que é explicado pela influência hormonal.

Também surgem mais em países ensolarados e em mulheres em idade fértil.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o melasma!

Quais são as principais causas do melasma?

As causas principais são a exposição ao sol (principalmente pelas radiações ultravioleta A e B) e fatores hormonais.

Nos fatores hormonais, os mais comuns são:

  • gravidez,
  • pílulas anticoncepcionais,
  • reposição hormonal,
  • discreto mau funcionamento do ovário,
  • outras condições relacionadas ao hormônio estrógeno.

A predisposição genética também é muito importante. É confirmado pelo fato do melasma ser mais frequente entre membros da família.

Fatores menos recorrentes são alguns cosméticos, como cremes de barbear, loções pós banho e perfumes.

Como o melasma se manifesta?

Manifesta-se com manchas de tonalidade marrom escura, principalmente na face, na área  da testa, das bochechas, do nariz e queixo.

Menos frequentemente aparecem nos braços, pescoço, nas costas e no colo.

As manifestações em localizações fora do rosto são mais frequentes em mulheres na menopausa por realizarem reposição hormonal.

Como é feito o tratamento do melasma?

O tratamento do melasma dependerá diretamente da causa e da quantidade de manchas na pele.

O ideal é que o paciente consulte um médico especializado para que ele possa analisar o caso.

Normalmente, consiste no uso diário de filtro solar diariamente a cada 2 horas, independentemente de exposição direta ao Sol, com fator de proteção mínima de 50.

Essa aplicação deve ser feita 30 minutos antes da exposição solar e aplicada em 2 camadas.

É importante que o filtro tenha na composição substâncias que protejam contra os raios ultravioleta A e B, como Tinosorb M e Mexoryl, o dióxido de titânio, o óxido de zinco, além da luz visível, esta última protegida pelo óxido de ferro.

As três últimas substâncias, os filtros inorgânicos, deixam o rosto de cor esbranquiçada, porém escondem o melasma.

Também são utilizadas substâncias que inibam a produção do pigmento melanina, que é o responsável pela cor escura da pele. A hidroquinona é a mais eficaz.

Além disso, o tratamento também inclui o uso de corticoide e tretinoína (derivado da vitamina A), associados à hidroquinona, na mesma formulação.
Agora que você já sabe mais sobre melasma, que tal continuar a leitura e aprender mais sobre a Vitamina D?