O que causa o envelhecimento da pele e como prevenir esse processo?

O envelhecimento da pele é decorrente do processo normal, fisiológico, inevitável e induzido pelo Sol. Nesse último caso, chamamos de fotoenvelhecimento.

Apesar de ser um processo normal, existem algumas maneiras de diminuir os efeitos por meio da prevenção ou de procedimentos corretivos.

Continue lendo o nosso post e entenda mais sobre o envelhecimento da pele!

Saiba mais sobre o envelhecimento da pele

Confira quais são as principais causas e como retardar o envelhecimento da pele:

Envelhecimento fisiológico da pele

No envelhecimento fisiológico, a pele tende a se tornar mais fina pela diminuição da espessura da camada mais superior, a epiderme.

A junção da epiderme com a camada logo abaixo dela, a derme, se torna mais frágil, manifestada pela maior facilidade de desprendimento da pele por traumas, como o provocado pela tentativa de remover um curativo adesivo.

Também ocorre a diminuição da transferência de nutrientes, incluindo gordura, que protege a camada córnea, parte mais superficial da pele.

Isso provoca o ressecamento da pele (xerose) e o comprometimento da importante função de barreira dela. Essa função diminuída resulta em maior vulnerabilidade à penetração de microrganismos e substâncias alérgicas, assim como há maior perda invisível de água.

A perda de água resulta em maior probabilidade de a pele se tornar seca, inflamar e, consequentemente, coçar. 

Foto 1. Pele seca na perna

Essas alterações se expressam na maior probabilidade do surgimento de eczema, especialmente nas pernas (parte mais seca do corpo)


Foto 2. Eczema na perna

e de dermatite de contato por sabões e detergentes nas mãos.

Foto 3. Dermatite de contato nas mãos

O número de células de Langerhans, muito importantes na função da imunidade e consequente defesa da pele contra microrganismos, diminui.

Outras consequências do envelhecimento fisiológico

Há, ainda, uma redução do crescimento das unhas em 50%, na sudorese e na atividade das glândulas sebáceas, estas últimas responsáveis pela produção da oleosidade da pele, através da produção do sebo.

A derme, camada localizada logo abaixo da epiderme, apresenta diminuição de sua espessura, dos vasos sanguíneos e dos fibroblastos (responsáveis pela produção de fibras colágenas e elásticas da pele). Essas alterações contribuem para retardar a cicatrização de feridas.

A rede de fibras elásticas sofre degeneração após a quarta década da vida. Modificação nas macromoléculas, conhecida como glicosaminoglicanos na derme, gera desidratação e diminuição da resistência da pele em suportar traumas.

A perda de gordura da pele gera incapacidade de conservar o calor, bem como formação de rugas e flacidez, além da suscetibilidade ao trauma.

A pele que é responsável pela produção de 90% de vitamina D, através da radiação ultravioleta, sofre uma diminuição da síntese dessa vitamina.

O idoso deve repor essa perda através da ingestão da vitamina D e de exposição dos braços e antebraços ao Sol, durante 15 minutos, diariamente. Isso previne as fraturas ósseas, comum nessa faixa etária.

A aplicação de creme contendo ácido retinóico restaura essas alterações, consequente ao envelhecimento normal da pele.

Fotoenvelhecimento

O fotoenvelhecimento é resultado da exposição prolongada e repetida ao Sol e produz a maioria das alterações prematuras e indesejáveis do envelhecimento da pele, do ponto de vista cosmético.

Esse tipo de envelhecimento ocorre, principalmente, em pessoas de pele branca, chegando a atingir de 80% a 90% dessa população.

Os fatores de risco para o fotoenvelhecimento são:

  • Idade avançada
  • Sexo masculino
  • Exposição exagerada ao Sol
  • Viver em locais com alta irradiação solar

As pessoas de pele clara podem apresentar manifestações de fotoenvelhecimento antes dos 30 anos, em 72% dos homens e 47% das mulheres.

Foto 4. Rugas em paciente jovem

Na população de pele escura, os sinais de envelhecimento da pele não são evidentes antes de 50 anos e a gravidade não é tão grande quanto na população branca da mesma faixa etária.

Envelhecimento da pele pelos raios solares

Tanto a radiação ultravioleta A (UVA) quanto a ultravioleta B (UVB) contribuem para a agressão às fibras elásticas e colágenas, glicoproteínas e glicosaminoglicanos da derme, responsáveis pela força e resiliência da pele.

Porém, a radiação UVA agride mais a pele por ter maior capacidade de penetração, chegando até a derme, enquanto a UVB se limita à epiderme.

Além disso, a UVA é 10 vezes mais abundante do que a UVB na atmosfera.

A radiação ultravioleta B gera alterações malignas no DNA das células da epiderme, parte mais superficial dela, ponto de partida para o surgimento do câncer, através da disseminação dessas células para a parte mais profunda da pele, a derme.

A UVB também é responsável pela queimadura solar.

Foto 5. Queimadura solar

As radiações na faixa do infravermelho do espectro solar, que representam 50% da energia solar, também contribuem para o fotoenvelhecimento da pele.

Outros fatores ambientais também podem contribuir para o envelhecimento da pele, como:

Fumo: acelera muito o envelhecimento da pele consequente à diminuição da produção de fibras colágenas. Manifesta-se pela “face do fumante” através do aparecimento de rugas muito profundas ao redor da boca e dos olhos, superfície irregular da pele e tonalidade acinzentada.

Foto 6. Envelhecimento pelo fumo

Poluição do ar: poluentes das indústrias, dos automóveis e do ozônio do solo podem contribuir para o envelhecimento da pele.

Manifestações clínicas do fotoenvelhecimento

Veja quais são as principais manifestações do envelhecimento da pele provocadas pela exposição excessiva ao Sol:

Ceratose actínica: Ocorre o surgimento de células malignas na epiderme, que se expressa clinicamente como lesões pré-malignas.

Foto 7. Ceratose Actínica na cabeça

Telangiectasias: Surge dilatações dos vasos mais superficiais da pele.

Foto 8. Vasos sanguíneos dilatados no nariz

Púrpura senil de Bateman: se manifesta por manchas avermelhadas consequentes ao extravasamento de sangue dos vasos superficiais da pele, localizadas na parte mais exposta ao Sol como  antebraços e dorso das mãos.

Foto 9. Púrpura senil no antebraço

Elastose actínica: representa um espessamento da pele associado à cor amarelada.

Fotos 10. Elastose Actínica: pele amarelada e enrugada. Foto autorizada pelo Dr. Samuel Freire, do Atlas Dermatológico

Cutis rhomboidalis nuchae: surgem sulcos profundos na nuca.

Foto 11. Cutis rhomboidalis nuchae: rugas profundas na nuca

Poiquilodermia de Civatte: pigmentação mosqueada e telangiectasias (vasos superficiais dilatados da pele) atingindo a parte lateral do pescoço e a face anterior do tórax.

Foto 12.a Poiquilodermia de Civatte em face lateral do pescoço
Foto 12.B Poiquilodermia de Civatte em face anterior do tórax

Síndrome de Favre-Recouchot: caracterizada pelo aparecimento de várias comedões (cravos) ao redor dos olhos. 

Foto 13. Síndrome de Favre-Recouchot: comedões (cravos) abaixo da pálpebra

Hipomelanose gutata idiopática: manchas brancas pequenas e localizadas na parte externa nos antebraços, nas pernas e nas  coxas. 

Foto 14. Hipomelanose gutata idiopática na perna

Lentigo solar: manchas escuras na pele mais exposta ao Sol como rosto, antebraços e dorso das mãos.

Foto 15. Lentigo Solar no dorso da mão

Milium: cisto epidermoide de pequeno tamanho, conhecido popularmente como cisto de massa.

Foto 16.a Milium abaixo do lábio

Foto 16.b Milium na pálpebra inferior. Foto autorizada pelo Dr. Samuel Freire, do Atlas Dermatológico

Hiperplasia sebácea: tumor de natureza benigna, frequente no idoso, resultante da hipertrofia da glândula sebácea da pele. Manifesta-se por pápulas (carocinhos) da cor da pele ou de coloração amarelada com centro umbilicado (deprimido), preferencialmente no nariz, na testa e regiões malares (bochechas). 

Foto 17. Hiperplasia sebácea acima das sobrancelhas

Tratamento do fotodano

O tratamento do fotodano pode ser feito de duas formas:

Preventivo

A melhor maneira de prevenir é por meio da proteção solar e hábitos saudáveis, evitando a exposição ao sol no horário entre 10 e 16 horas.

O reflexo do Sol na água, concreto e principalmente na neve, pode aumentar a exposição solar em até 90%, enquanto permanecer na sombra pode diminuir essa exposição entre 50% e 90%.

O uso regular de filtro solar com amplo espectro de proteção, incluindo UVA e UVB, e com fator de proteção mínima de 30, é muito efetivo.

É importante haver a aplicação a cada 2 horas, principalmente durante a exposição direta.

Também recomenda-se o uso de roupas especiais (fibra sintética, tecidos mais espessos, cores mais escuras), chapéus de aba larga e óculos escuros.

Curativo

O tratamento curativo desse tipo de envelhecimento da pele sempre deve ser acompanhado por um médico especializado para evitar queimaduras ou outros problemas na pele.

A aplicação de ácido retinóico, como a tretinoína, o adapaleno e o tazaroteno, é muito efetivo no combate ao envelhecimento da pele, especialmente o primeiro.

De modo a evitar irritar a pele, é recomendado iniciar o tratamento com aplicação 2 vezes por semana e em baixas concentrações.

Além disso, o resultado cosmético é o mesmo daquele em maiores concentrações. Exemplificando, a tretinoina na concentração de 0,025% tem o  mesmo efeito da utilizada  a 0,1%, porém esta última deixa a pele mais sensível à radiação solar.

O 5 fluoruracil tópico combate a ceratose actínica (lesão pré-maligna), além de rejuvenescer a pele.

Já os peelings químicos envolvem a aplicação de substâncias químicas que removem a pele danificada pelo Sol, substituindo-a por uma pele mais jovem, sem manchas e sem lesões pré-malignas. É relativamente barato e muito seguro.

Outros métodos eficazes são:

  • Terapia fotodinâmica
  • Aplicação da toxina botulínica (Botox)
  • Preenchedores injetáveis como o de ácido hialurônico
  • Laser

Marque sua consulta conosco e tenha o melhor tratamento curativo para o envelhecimento da pele! Somos especializados em procedimentos estéticos e dermatologia.

Esporotricose: micose subcutânea mais frequente no Brasil

A esporotricose é uma micose relacionada ao fungo Sporothrix schenckii que atinge, geralmente, a pele e o tecido celular subcutâneo, a parte profunda da pele correspondente à gordura.

Em alguns casos, essa micose também pode atingir outros órgãos nos pacientes com a imunidade deprimida.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a incidência, causa e manifestações da esporotricose.

Incidência da esporotricose

A esporotricose tem distribuição em todo o mundo, principalmente em regiões tropicais e subtropicais que apresentam altas temperaturas e umidade. 

Ela é a micose subcutânea mais frequente na América Latina, inclusive no Brasil.

Os profissionais mais afetados são os que têm contato com o solo, plantas ou materiais contaminados com o fungo, como jardineiros e agricultores.

Também é comum entre os que têm contato com alguns animais, como veterinários, uma vez que o fungo já foi detectado em animais como cachorros, gatos, tatus, chimpanzés, iguanas e roedores.

Ocorre em qualquer idade, sendo os adultos os mais afetados. Predomina nas mulheres em alguns estudos e em homens em outros.

Atualmente, tem havido grande surto envolvendo famílias em área urbana, tendo os animais, principalmente o gato, e menos o cão, como grandes transmissores.

A transmissão urbana tem sido maior do que na área rural.

Publicações recentes têm demonstrado aumento da incidência, assim como das formas clínicas mais graves e atípicas.

O que causa a esporotricose?

O agente etiológico da esporotricose é um fungo pertencente ao gênero Sporothrix e existindo 6 espécies, sendo o mais frequente o S schenckii. No Brasil, a variedade brasiliensis é muito frequente, responsavel por epidemias envolvendo a transmissão principalmente pelo gato. Essa variedade é tão ou mais virulenta do que a espécie S. schenckii.

A infecção ocorre geralmente por penetração do fungo nas partes mais profundas da pele, a derme e o subcutâneo, após trauma ou abrasão produzido por material infectado.

Menos frequentemente, ocorre pela inalação do fungo a partir do solo

Essa última maneira de transmissão é responsável pelas formas pulmonares e disseminadas, e relacionadas com a diminuição da imunidade do paciente como ocorre nos casos de:

  • Alcoolismo
  • AIDS
  • Diabetes
  • Uso de corticosteróides ou outros medicamentos que deprimem a imunidade, como os utilizados em quimioterapia

Quando o fungo  penetra no organismo através da pele, é estabelecida uma resistência através da imunidade do indivíduo, comprovada pela permanência da doença na pele e sistema linfático da pele, raramente se disseminando para outros órgãos.

Nesses casos, pode acontecer até cura espontânea.

Quando ocorre essa disseminação, as vias de penetração do fungo podem ser a respiratória ou a digestiva.

Grande parte da população já teve contato com o fungo sem desenvolver a doença devido à integridade do sistema imunológico. Isso foi comprovado pelo teste de inoculação na pele da esporotricina, com reação positiva nessa população. 

Manifestações clínicas da esporotricose

A esporotricose pode se manifestar de diferentes maneiras. Existem quatro formas clínicas:

Forma cutânea localizada

A lesão surge correspondente ao local de inoculação do fungo, geralmente única. Podem ocorrer pequenas lesões ao redor da inicial.

Coincide com alta imunidade do hospedeiro contra o fungo.

Os locais mais frequentes coincidem com aqueles mais expostos à inoculação do fungo, como as mãos e antebraços,os locais mais afetados, porém o rosto e membros inferiores também podem ser comprometidos.

Essa lesão de inoculação, conhecida como cancro, inicia-se como pápula (carocinho) associada à pústula (bolhinha de pus) ou placa infiltrada que evolui para nódulo simples ou ulcerado

Cresce excentricamente (crescimento para fora), apresentando coloração violácea, seguido pelo surgimento de pequenas fístulas ou abscessos.

Esporotricose cutânea localizada
Esporotricose cutânea localizada

Esta forma clínica não afeta o estado geral do paciente e pode haver até cura espontânea.

Forma cutâneo-linfática

É a forma clínica mais comum.

Além da lesão inicial do cancro, citada anteriormente, após semanas ou meses, a partir dessa lesão, surgem nódulos, inicialmente da cor da pele.

Após um período, eles se tornam avermelhados, indolores, seguindo o trajeto dos vasos linfáticos, como cordões( forma linear).

Os nódulos amolecem, geram fístulas para eliminação de secreção purulenta.

Muitas vezes se ulceram, adquirindo aspecto de feridas e podem ser seguidos pela formação de crostas.

Esporotricose cutâneo- linfática

Esporotricose cutâneo- linfática (foto cedida pela Dra. Cláudia Ferraz)

Nos membros, o trajeto se dirige para as axilas ou virilhas em membros superiores e inferiores, respectivamente. Na face, tem trajeto descendente.

Geralmente é unilateral, exceto quando houver múltiplos pontos de inoculação do fungo.

Não há comprometimento do estado geral do paciente. Quando não tratada, pode permanecer ativa durante anos ou curar espontaneamente.

Forma cutânea-disseminada

É uma forma rara da esporotricose.

A partir da penetração na pele, o fungo vai para a corrente sanguínea para se disseminar para todo o organismo. Normalmente, ocorre consequente à baixa imunidade do paciente, como ocorre na AIDS e no alcoolismo.

Também pode acontecer através da inalação ou ingestão do fungo.

Manifesta-se na pele pelo aparecimento de múltiplos nódulos e abscessos semelhantes à tuberculose, mas também pápulas ( carocinhos), nódulos subcutâneos, lesões ulcerovegetantes e verrucosas.

Podem também surgir lesões como pápulas, lembrando o molusco contagioso.

Os pacientes referem comprometimento do estado geral(astenia, anorexia, por exemplo), além de haver disseminação do fungo para todo o organismo.

Formas extra cutâneas 

Sempre ocorre nos pacientes com a imunidade comprometida e são raras.

São muito confundidas com outras doenças. Portanto, são de diagnóstico difícil. Acomete outros órgãos como os pulmões, as articulações, o cérebro e os olhos.

Diagnóstico de esporotricose

Realizar a cultura do fungo é muito importante para confirmar o diagnóstico.

Cultura micológica- Aspecto microscópica (foto cedida pela Dra. Claudia Ferraz)

O exame direto ao microscópio, assim como o exame histopatológico, raramente demonstram a presença do fungo.

A reação à esporotriquina (substância do fungo) consiste na injeção dessa preparação na pele do paciente e leitura após 48 horas.

Indica contato do paciente com o fungo, porém pode acontecer em pessoas que foram infectadas, mas não adoeceram, o que é muito comum.

Serve para confirmar um caso suspeito e como inquérito epidemiológico de avaliação da disseminação do fungo na comunidade.

As provas sorológicas (no sangue) servem para diagnosticar as formas atípicas e extra cutâneas da doença.

Pode ser realizado a imunofluorescência indireta, fixação do complemento, imunodifusão, eletroforese, soroaglutinação do látex, o ELISA e o PCR. Os dois últimos são muito sensíveis e específicos.

Tratamento da esporotricose

Inicialmente, se utilizava o iodeto de potássio, por via oral, com grande sucesso.

Porém, esse medicamento, de baixo custo, apresenta alguns efeitos colaterais, como o sabor desagradável.

Atualmente, a preferência é o itraconazol,utilizado  por via oral.

Deve ser continuada sua administração, assim como o iodeto de potássio, até um mês após a cura das lesões da pele. Apresenta o inconveniente do alto custo.

Outros medicamentos menos utilizados, também por via oral, são a terbinafina, o fluconazol e o cetoconazol.

A cura da doença ocorre após 3 meses. Vale ressaltar que antes de tomar qualquer medicamento, é essencial consultar um médico especializado para identificar o fungo através da cultura micológica e prescrever o melhor remédio para cada caso.

Também é importante identificar e tratar os animais domésticos em contato com as pessoas.

A anfotericina B é utilizada para o tratamento das formas graves, coincidindo com o comprometimento da imunidade, por via intravenosa. É muito eficaz, porém apresenta vários efeitos adversos, como no coração e nos rins.

Outro recurso terapêutico é a termoterapia. Consiste em banhos com temperatura a 45 graus centígrados por um período de 20 minutos, 3 vezes ao dia, de 3 a 6 meses. Não faz parte do tratamento de rotina.

Se você desconfia que está com esporotricose, não deixe de marcar uma consulta conosco para fazer os exames necessários para iniciar o tratamento. Qualquer dúvida, basta deixá-la nos comentários.

Saiba mais sobre a alopecia areata

A alopecia areata é uma doença crônica mediada pelo sistema imunológico, através de processo autoimune (auto agressão). O seu alvo são os pelos na fase de crescimento (anágeno), o que os fazem cair.

Apesar de poder afetar diferentes partes do corpo, normalmente, a área mais atingida é a cabeça.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a alopecia areata!

Incidência da alopecia areata

A alopecia areata atinge todas as regiões do mundo e a prevalência é de aproximadamente 1 em cada 1000 indivíduos.

O risco de a pessoa desenvolver a doença ao longo da vida é de 2%. Não há preferência por gênero e atinge todas as idades. A média de idade entre os homens é de 32 anos e de 36 anos entre as mulheres.

O que causa a alopecia areata?

O sistema imunológico funciona como um verdadeiro “vigia” ao reconhecer o que é próprio e o que não é do organismo.

Na alopecia areata, esse sistema perde essa função em relação ao cabelo e passa a agredi-lo, por motivo desconhecido, constituindo uma doença autoimune.

Essa queda de cabelo, geralmente, é seguida por crescimento do pelo, mantendo a capacidade de renovação dele. Portanto, a queda não é permanente, na maioria dos casos.

Reforçando a teoria autoimune como causa da doença, é frequente a associação da alopecia areata com outras doenças, também de mesma origem, como:

  • Vitiligo
  • Tireoidite (inflamação da glândula tireóide)
  • Anemia perniciosa

A relação com a hereditariedade é reforçada pelo fato de que 20% dos membros de primeiro grau da família têm a doença e esse risco aumenta se houver algum familiar afetado com menos de 30 anos.

Entre os gêmeos univitelinos, iguais entre si, 42% deles têm alopecia areata, ao passo que entre os gêmeos dizigóticos, diferentes entre si, ambos são afetados em apenas 10%.

Fatores, como infecções e medicamentos, já foram propostos como indutores da doença. Existe relato do estresse emocional severo como fator precipitante.

Um estudo revelou baixa da vitamina D, porém mais estudos são necessários para confirmar essa relação.

Manifestações clínicas da alopecia areata

Surge queda acelerada de cabelo, no formato arredondado, no período de algumas semanas, seguido pela recuperação dessa, em vários meses, na maioria dos casos.(

Alopecia areata
Alopecia areata após tratamento

Infelizmente, essa queda de cabelo pode persistir durante vários anos e, às vezes, nunca voltar a nascer o cabelo.

A queda pode continuar gerando áreas maiores de alopecia, formando grandes extensões de formato irregular.

Alopecia areata extensa

Em 10% dos casos, pode acontecer que todo cabelo da cabeça caia, conhecido como alopecia total

Alopecia areatatotal (foto autorizada pelo Dr. Samuel Freire, do Atlas Dermatológico)

e até de todo o corpo, a alopecia universal.

O couro cabeludo é o local mais afetado, porém pode atingir qualquer área do corpo, como a barba, cílios, sobrancelhas e os membros.

Em muitos casos, a barba é o primeiro local afetado, antes de atingir a cabeça, por exemplo.

Alopecia areata na barba

Muito característico da doença é o conhecido “pelo em ponto de exclamação”. Geralmente é localizado na periferia da queda, reconhecido pelo encurtamento do tamanho do pelo, onde a extremidade próxima ao couro cabeludo tem menor diâmetro do que a parte distal.

Um local muito característico e difícil de tratar é a região occipital do couro cabeludo, na parte de trás da cabeça, cuja alopecia é conhecida como ofiásica.

Alopecia areata ofiásica

As unhas podem também ser afetadas em 10% a 20%, geralmente associado com alopecia de grande extensão. Manifesta-se principalmente por depressões puntiformes, semelhante ao dedal para costurar.

Outras manifestações na superfície da unha podem acontecer como fissuras longitudinais, aspereza e até queda da unha.

Os seguintes fatores estão associados com pobre prognóstico em relação à recuperação da queda do cabelo:

  • Início na infância
  • Doença muito severa, como a alopecia total e a universal
  • Duração maior de 1 ano
  • Alopecia ofiásica (envolvimento do limite do cabelo da cabeça na região lateral e occipital)
  • Comprometimento das unhas
  • Atopia (asma, rinite e dermatite atópica)
  • História familiar de alopecia areata

Além disso, ainda existem algumas doenças associadas com a alopecia areata, como:

O teste de puxar uma amostra de cabelo pode revelar a facilidade de sua remoção.

O exame com o aparelho conhecido como dermatoscópio pode auxiliar para confirmar o diagnóstico.

Tratamento da alopecia areata

O apoio psicológico é muito importante para combater o grande impacto na autoestima do paciente, especialmente nos jovens

Quando a alopecia areata compromete apenas uma pequena área deve ser tratada com injeção de corticosteroide conhecida como triancinolona, na profundidade da pele, mensalmente, realizada apenas pelo dermatologista

As crianças resistem ao tratamento devido à dor durante a injeção. Esta pode ser amenizada com aplicação prévia de anestésico tópico, 30 minutos antes do procedimento.

O uso de corticosteróide em creme ou pomada de alta potência anti-inflamatória pode ser usado em crianças e adultos que não toleram a injeção do medicamento, porém a eficácia é muito menor do que o injetável.

A aplicação do minoxidil a 5% é efetiva nos casos leves. Não é eficiente nos casos envolvendo grande extensão da pele.

Quando existe grande comprometimento da pele, deve ser utilizado corticosteróide por via oral, especialmente quando a perda de cabelo ocorre com uma grande velocidade.

Porém, esse tratamento deve ser acompanhado de perto pelo dermatologista, a fim de evitar os graves efeitos colaterais em consequência do uso prolongado do corticosteróide.

A imunoterapia por via tópica é o mais eficiente para os casos com grande comprometimento da pele, através do difenilciclopropenona e do ácido dibutil ester esquárico.

A aplicação é realizada apenas pelo médico, preferencialmente o dermatologista.

Também há a possibilidade do tratamento ser feito com fotoquimioterapia que consiste na associação da ingestão do medicamento psoraleno seguido da exposição a uma fonte de luz ultravioleta A.

Esse tratamento é indicado para os pacientes com comprometimento muito extenso da doença.

A tatuagem nas sobrancelhas e o uso de peruca podem ser indicados para os casos sem esperança de que o pelo volte a nascer.

Apenas um médico especializado pode definir qual é o tratamento ideal para a alopecia areata, fazendo uma análise da gravidade do caso e das particularidades de cada paciente. Marque sua consulta na ProntoPele e garanta o melhor atendimento.

Você já ouviu falar de bromidrose?

Todos os indivíduos manifestam odor corporal, mas o suor com odor exageradamente fétido é chamado de bromidrose. Essa palavra deriva do grego bromos que significa fedor e hidros é suor.

A sudorese é considerada patológica quando a sensação desagradável é percebida pelo próprio indivíduo e por outras pessoas, prejudicando a sua qualidade de vida.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre bromidrose.

Qual a causa da bromidrose?

A bromidrose pode ter origem nas glândulas apócrinas ou écrinas.

As glândulas apócrinas estão localizadas nas axilas, seios e área anogenital e têm como principal função a secreção dos ferormônios, ligado à atração sexual.

As axilas são os locais mais comuns da bromidrose apócrina.

Já as glândulas écrinas estão distribuídas por todo o corpo, exceto a glande (pênis), clitóris, pequenos lábios, canal auditivo externo e lábios.

Essas glândulas écrinas são responsáveis pela regulação da temperatura do corpo através da maior ou menor eliminação do suor, estimulado por diferentes fatores, como:

  • Calor
  • Exercício físico
  • Emoção
  • Certos alimentos

A bromidrose écrina está localizada mais frequentemente nos pés.

Incidência da bromidrose

A bromidrose é mais comum em descendentes de japoneses, chineses, taiwaneses, coreanos e outros grupos asiáticos.

Além disso, os homens são mais afetados do que as mulheres.

A bromidrose apócrina ocorre após a puberdade e se torna mais rara nos idosos, enquanto a écrina não tem preferência por idade.

Bromidrose apócrina

A secreção da glândula apócrina contém moléculas precursoras, responsáveis pelo mau odor, como o ácido 3-metil-2-hexaenoico.

Ainda não tem cheiro ao chegar à superfície da pele, porém, ao ser degradada por enzimas das bactérias do gênero Cutibacterium, Corynebacterium, Micrococcus e Staphylococcus, origina substâncias responsáveis pelo mau odor.

Os ácidos graxos existentes na secreção sebácea podem ser decompostos em tioalcoóis, também responsáveis pelo mau odor.

A falta de higiene promove o crescimento exagerado dessas bactérias, particularmente nos diabéticos, obesos e pacientes portadores de doenças que cursam com inflamação nas dobras da pele (intertrigo por candidíase, por exemplo).

O suor em excesso também contribui.

A secreção dos ferormônios androstenona e androstenol pela glândula apócrina também contribui para a bromidrose e já tem propriedade de mau odor mesmo antes da degradação pelas bactérias da pele.

No caso da bromidrose apócrina, os pacientes possuem glândulas apócrinas maiores e em maior número. Existe uma predisposição genética, confirmada pela ocorrência da condição em outros membros da família.

Bromidrose écrina

A bromidrose écrina pode ser localizada ou generalizada. A forma localizada atinge os pés.

O excesso de sudorese gera maceração da pele e cria ambiente favorável para a proliferação exagerada de bactérias e consequente degradação da queratina da pele.

Nesse caso, o odor é “rançoso” ou “azedo”.

A bromidrose écrina generalizada está relacionada à ingestão de substâncias ou de doença sistêmica como:

  • Dieta contendo alho, cebola, curry e ingestão de álcool
  • Medicamentos como penicilina e brometos
  • Toxinas como metais pesados
  • Distúrbios metabólicos, como fenilcetonúria, trimetilaminúria e acidemia isovalérica
  • Doenças sistêmicas, como insuficiência hepática ou renal, gota, escorbuto e febre tifoide

No caso da insuficiência renal ou hepática, o odor resultante é semelhante ao de amônia.

A bromidrose deve ser diferenciada de doenças psiquiátricas onde o paciente tem a sensação errônea de ser portador de mau odor como na esquizofrenia, na epilepsia ou em consequência de tumores do sistema nervoso central.

Esses distúrbios são confirmados pela ausência de percepção de mau odor pelo médico e pelos familiares.

Tratamento da bromidrose

O paciente deve ser incentivado a lavar a região afetada diariamente e a usar roupas de tecido de algodão ou materiais que absorvam a umidade da pele, especialmente meias que evitem o mau cheiro (chulé).

As roupas encharcadas de suor devem ser trocadas imediatamente e cada peça deve ser lavada diariamente.

A utilização de substâncias esfoliantes para remover o excesso de escamas na pele é útil para a bromidrose do pé.

No caso de tratamento medicamentoso, ele deve ser recomendado por um médico especializado. A automedicação pode trazer sérias consequências para o paciente.

Também pode haver um combate às bactérias da pele por meio da aplicação dos antibióticos eritromicina ou clindamicina na área afetada, duas vezes ao dia.

Os casos resistentes a esses medicamentos podem ser tratados com antibióticos por via oral.

A redução da sudorese nos casos de bromidrose écrina localizada ou os de bromidrose apócrina associado a excesso de sudorese, pode ajudar.

A aplicação de antitranspirantes de uso tópico que reduzem a sudorese através da criação de um tampão temporário do ducto da glândula sudorípara contendo sais de alumínio é muito eficaz.

Os casos resistentes a essas medidas locais podem se beneficiar da aplicação da toxina botulínica (Botox), embora com efeito temporário. A iontoforese também diminui a sudorese e consequente bromidrose.

Recomenda-se também a remoção do pelo que pode melhorar a bromidrose pela diminuição de bactérias e dos odores.

A remoção cirúrgica das glândulas apócrinas da axila também é uma opção para a bromidrose apócrina, mas exige um acompanhamento médico, assim como a simpatectomia torácica, cirurgia para remover o excesso de suor, para a bromidrose axilar refratária.

Todo o tratamento exige o acompanhamento de um médico especializado, como o dermatologista. Marque sua consulta conosco e saiba mais sobre a bromidrose.

Hiperidrose: saiba mais sobre a produção excessiva de suor

A hiperidrose  resulta da produção de suor em quantidade maior do que é normalmente produzida.

O suor tem função de regulação da temperatura do corpo através do resfriamento, consequente à sua evaporação.

Ao ocorrer em excesso, há o constrangimento social e perdas emocionais e de trabalho.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a hiperidrose!

Incidência da hiperidrose

A hiperidrose afeta 1% a 5% da população. 

Mais de 90% dos casos não se identifica a causa e mais da metade desses casos se localiza nas axilas.

A forma relacionada ao estresse emocional acomete ambos os sexos e, na maioria dos casos, inicia-se na infância ou perto da adolescência.  

O que causa a hiperidrose?

A hiperidrose pode ter uma causa primária ou secundária.

A hiperidrose primária, a mais frequente, não se conhece a causa. Afeta axilas, palmas, plantas, rosto e menos virilhas e couro cabeludo.

Já a hiperidrose secundária, onde é identificada a etiologia, pode ser focal ou generalizada e relacionada a uma doença ou ao uso de medicamentos.

Existe um forte componente hereditário, comprovado pela elevada incidência da enfermidade entre membros da família.

A sudorese ajuda, além do controle da temperatura do corpo, a hidratação e o equilíbrio de líquidos e eletrólitos realizada pela glândula sudorípara écrina.

Essa glândula está distribuída por toda a pele, mas é encontrada em maior quantidade nas palmas, plantas, e menos nas axilas.

Controle cerebral da hiperidrose

Os dois tipos de sudorese são controlados por diferentes locais do cérebro: hipotálamo e córtex cerebral.

A de origem no hipotálamo, a termo regulatória, é desencadeada pelo calor, como a localizada no rosto e no tórax. 

Ela ocorre durante todo o dia e é influenciada por diferentes fatores, como:

  • Prática de exercício físico
  • Doenças que causam elevação da temperatura, como as infecciosas (tuberculose e malária)
  • As relacionadas ao câncer como o linfoma
  • Doenças do metabolismo, como o hipertireoidismo, o feocromocitoma, a menopausa e a hipoglicemia
  • Alterações cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca e a  endocardite
  • Doenças neurológicas, como os tumores no cérebro, lesões na medula óssea e acidente vascular cerebral
  • Medicamentos, como antidepressivos e anti-inflamatório não hormonal

A hiperidrose emocional ou cortical é a forma generalizada, mais evidente nas axilas, palmas e plantas e ao redor da região genital.

As glândulas sudoríparas nesses pacientes são normais em número, porém reagem de forma exagerada ao estresse (não é considerado um distúrbio psicológico).

Os estímulos térmicos podem aumentar essa resposta.

A atividade mental, independentemente de qualquer conteúdo emocional, pode provocar a sudorese.

Manifestações clínicas da hiperidrose

A hiperidrose ligada às emoções é mais intensa nas axilas, palmas, plantas e virilhas.

Inicia-se na infância ou perto da puberdade e a tendência é piorar ao longo da vida. Ela cessa durante o sono.

A forma localizada nas palmas e plantas, e nas axilas trazem mais desconforto para os pacientes.

Induz ao medo de apertar as mãos e sujar papéis. Os pacientes ainda podem ter dificuldade com tarefas do trabalho ou recreativas que exijam pegada com as mãos secas.

Pode ser contínua ou fásica (por fases na vida).

A contínua é agravada nos meses quentes do ano e não é induzida pela atividade mental. Já a fásica é influenciada pelo estresse emocional e independe da temperatura ambiental.

Predispõe à instalação de verruga viral, infecções por fungos e bactérias além de dermatite de contato e atópica.

O uso de meias de grande espessura e calçados fechados estimula a proliferação de bactérias.

A sudorese axilar é mais frequentemente do tipo fásica e pode ser influenciada ou não pelo estresse e o calor.

A hiperidrose no couro cabeludo e rosto resulta em desconforto para o paciente. É agravada quando associada ao excesso de oleosidade da região.

Já o excesso de sudorese nas virilhas não incomoda tanto os pacientes, embora possa facilitar a instalação de infecções fúngicas como candidíase e bacterianas.

A hiperidrose gustatória ocorre normalmente com o consumo de alimentos picantes (pimenta, por exemplo) e se manifesta com suor leve ao redor dos lábios, nariz e testa.

No entanto, essa sudorese pode ser patológica, induzida por lesão do nervo simpático consequente a tumor ou simpatectomia (destruição do nervo simpático).

Também pode ser devido à neuropatia diabética, herpes zoster da região pré-auricular (cabeça) ou direcionamento incorreto dos nervos após cirurgia da parótida.

Tratamento da hiperidrose

O tratamento de primeira escolha é a aplicação de cloreto de alumínio na concentração de 8% a 10% e, nos casos mais graves, na concentração de 20%.

Na palma e planta, a aplicação sob oclusão é mais eficiente.

Formulações mais recentes contendo o cloreto de alumínio entre 10% e 40% em gel de ácido salicílico a 2% a 4%, demonstraram igual eficiência, porém com a vantagem de irritar menos a pele.

Essa aplicação deve ocorrer no período da noite, antes de dormir, com a pele sem suor, para prevenir irritação da pele.

O glicopirrolato é indicado para casos de hiperidrose gustatória e compensatória pós simpatectomia dos nervos (surgimento de sudorese em locais previamente não afetados para compensar a perda do suor nos locais tratados com cirurgia dos nervos).

Outro método de tratamento é a iontoforese que consiste na penetração direta de uma substância ionizada na pele íntegra através de corrente elétrica. É indicada no tratamento da hiperidrose das palmas e plantas.

A toxina botulínica (Botox) também é muito eficaz na hiperidrose axilar e nas mãos, permanecendo o efeito entre 4 e 12 meses nas axilas e 6 meses nas mãos.

O uso de energia de micro-ondas para hiperidrose axilar tem provado ser eficiente.

Os medicamentos por via oral também podem ser utilizados, como os anticolinérgicos, anti-hipertensivos, ansiolíticos e antidepressivos. 

Essa opção terapêutica é reservada para os casos graves não responsivos ao tratamento tópico, porém tem efeitos colaterais como:

  • Sensação de boca seca
  • Dificuldade para urinar
  • Visão borrada
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Entre outros

A remoção cirúrgica das glândulas sudoríparas nas axilas é utilizada quando as outras alternativas de tratamento falharam. Muito utilizada é a simpatectomia endoscópica transtorácica para a hiperidrose axilar, palmar e plantar com alto índice sustentado de sucesso de até 97%.

Apenas um médico especializado pode recomendar o tratamento ideal para cada caso, por isso, é essencial que pacientes com hiperidrose façam um acompanhamento profissional.

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Erupção exantemática por medicamentos

A erupção exantemática por medicamentos é uma reação cutânea responsável pela grande maioria dos casos de alergia a medicamentos e, normalmente, está ligada com a ingestão de antibióticos.

A reação na pele por medicamentos afeta apenas 2% da população, sendo que 95% dos casos causam erupção exantemática.

Manifesta-se com manchas vermelhas e pode causar coceira.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a erupção exantemática por medicamentos!

O que causa a erupção exantemática por medicamentos?

Existe uma predisposição hereditária para as pessoas desenvolverem a erupção exantemática por medicamentos.

Os mais frequentemente responsáveis são antibióticos derivados da penicilina, sulfas, alopurinol, anticonvulsivantes, quinolonas e anti-inflamatórios não hormonais.

Nos portadores de HIV, a causa principal são as sulfas e o antirretroviral abacavir.

Determinadas doenças predispõem para o desenvolvimento de reações a medicamentos, como:

  • infecções pelo Epstein-Barr, citomegalovírus e vírus herpes 6 e 7
  • imunodeficiência congênita e adquirida como a AIDS
  • fibrose cística
  • doenças autoimunes

Pacientes que utilizam vários medicamentos simultaneamente estão mais propensos a desenvolver reação alérgica a medicamentos.

Manifestações clínicas da erupção exantemática por medicamentos

A reação alérgica da pele ocorre de  5 a 14 dias após o início do uso do medicamento, mas pode se manifestar em 1 a 2 dias se o paciente já tenha sido sensibilizado pelo uso do medicamento previamente.

Naqueles que usaram antibióticos, especialmente a amoxicilina, a erupção pode surgir alguns dias e até 15 dias após a interrupção do medicamento.

Manifestações na pele 

A manifestação da erupção exantemática por medicamentos é simétrica e generalizada, além de aparecer de maneira súbita.

Tem preferência por atingir inicialmente o tronco e áreas sujeitas à pressão ou traumatismo, e se dissemina para a parte proximal dos membros superiores e inferiores, poupando a palma das mãos e a planta dos pés.


Apresentam dois tipos de manifestações na pele: o morbiliforme e o escarlatiniforme.

O primeiro se manifesta por manchas e pápulas (carocinhos) avermelhadas de pequeno tamanho, e raramente por pústulas (bolhinhas contendo pus) muito parecido com as manifestações cutâneas das doenças relacionadas aos vírus.

Exantema morbiliforme, alergia por remédio

O tipo escarlatiniforme apresenta manchas avermelhadas, de maior tamanho, semelhante ao que ocorre na escarlatina.

Exantema escarlatiniforme, reação alergia a remédio

A extensão do comprometimento da pele, geralmente, é de gravidade leve a moderada.

A erupção se estende rapidamente na pele, atinge o comprometimento máximo em cerca de 2 dias após suspender o medicamento e desaparece entre 5 e 14 dias. Pode restar uma descamação.

Nos pacientes com pele escura, mesmo após a cura, pode restar uma pigmentação escura, que desaparece lentamente.

Também existem outras manifestações como:

  • Prurido (coceira)
  • Febre baixa
  • Elevação dos eosinófilos no sangue, detectada no hemograma

Erupção exantemática por medicamentos como sinal denunciador

É importante que a erupção exantemática por medicamentos seja diferenciada da erupção cutânea desencadeada por vírus ou bactérias.

Raramente, pode ser um sinal denunciador de reação medicamentosa grave, ameaçadora à vida, como:

  • Pustulose Exantemática Generalizada Aguda
  • Erupção Cutânea por Medicamentos com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS)
  • Síndrome de Stevens-Johnson
  • Necrólise Epidérmica Tóxica

Outras manifestações que denunciam a evolução para doença grave são a eritrodermia (toda pele avermelhada), febre alta (maior de 38 graus), edema (inchaço) no rosto, inflamação nas mucosas da boca, dos olhos, do genital e do ânus.

Tratamento da erupção exantemática por medicamentos

Antes de iniciar o tratamento, deve ser interrompido o medicamento responsável.

Além disso, recomenda-se o uso de anti-histamínicos que provocam sonolência, como a hidroxizina.

A aplicação na pele de corticosteróide de alta potência anti-inflamatória, nos casos leves, pode controlar a doença.

Para aqueles com comprometimento de grande extensão da pele, deve ser administrado corticosteróide, por via oral, durante 5 a 7 dias.

Vale ressaltar que, antes de iniciar qualquer tratamento médico, é essencial fazer uma visita médica ao dermatologista  para analisar os sintomas e verificar quais são os melhores medicamentos para cada caso.

Continue acompanhando o nosso blog para conhecer mais doenças da pele e receber dicas para cuidar melhor de você.

O que é molusco contagioso e como ocorre a transmissão?

O molusco contagioso é uma doença da pele produzida pelo maior vírus já identificado, pertencente ao grupo Poxvirus.

Ele induz o aparecimento de pápulas (carocinhos) na pele e é transmitido pelo contato com outras pessoas contaminadas.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o que causa o molusco contagioso e se ele exige, ou não, tratamento!

O que causa o molusco contagioso?

Como já falado, o molusco contagioso é uma doença de pele causada por um vírus do grupo Poxvirus.

Existem 4 tipos do vírus nesse grupo, sendo os tipos 1 e 2 os mais comuns. 

É importante ressaltar que esses grupos infectam apenas a espécie humana e são transmitidos por meio do contato com a pele.

Assim, pode ser inoculado em qualquer parte do corpo, tocando ou arranhando uma lesão, ou por autoinoculação (transmissão de um local para outro da pele).

Os meios de transmissão mais comuns são:

  • Traumatismo, como o ato de se barbear
  • Contato sexual
  • Contato durante a prática de esportes
  • Uso de piscina ou com objetos contaminados, como toalhas

Nas crianças, quando acomete a região genital, a transmissão é mais provável através da autoinoculação do que a sexual.

Os portadores de deficiências imunológicas, como a AIDS e doenças hereditárias, e os pacientes que fazem a utilização de medicamentos que deprimem a imunidade, como durante o tratamento de câncer, são mais vulneráveis a adquirir a doença.

Apesar de observarmos frequente associação do molusco contagioso com a dermatite atópica, ainda não existe consenso sobre essa relação. 

Quadro clínico do molusco contagioso

O período de incubação do vírus varia de uma semana a seis meses, mas é mais frequente entre duas e seis semanas.

A doença se manifesta pelo aparecimento de pápulas (carocinhos) firmes, em forma de cúpula, medindo entre 2 e 5 milímetros de diâmetro, com superfície brilhante e da cor da pele.

As lesões de maior tamanho apresentam um centro deprimido, umbilicado, por onde é eliminado material contendo o vírus, após apertar a pele.

Em pacientes imunodeprimidos, como os portadores de AIDS, as lesões são maiores, mais disseminadas e muito frequentes no rosto.

Frequentemente, podem se tornar inflamadas, denunciadas pela cor avermelhada e edemaciada e, às vezes, com a pele também avermelhada ao redor. Essa inflamação denuncia reação do sistema imunológico tentando destruir o vírus.

Essa inflamação indica menor tempo de duração da doença, por mostrar atuação do sistema imunológico na tentativa de destruir o vírus e jamais deve ser considerada como infecção bacteriana.

Os pacientes podem referir ou não a sensação de prurido (coceira).

Localização das pápulas

O molusco contagioso pode surgir em qualquer parte da pele, exceto nas palmas e plantas.

Os locais mais acometidos são:

  • O tronco
  • As axilas
  • As dobras das articulações dos joelhos e cotovelos
  • A virilha

A doença associada à transmissão sexual se localiza, além do órgão genital, também nas virilhas, no abdômen, nas nádegas e na parte proximal das coxas.

Caso atinja as pálpebras, pode provocar conjuntivite.

Nos pacientes com a imunidade preservada, a doença desaparece espontaneamente entre seis e doze meses. Às vezes, pode persistir durante 3 a 5 anos.

A maioria desaparece sem cicatriz.

Cuidados para evitar a transmissão do molusco contagioso

As crianças infectadas não necessitam evitar frequentar a creche ou a escola. Basta cobrir a pele afetada com roupas adequadas ou com bandagem impermeável.

Independentemente da idade, deve-se evitar compartilhar banho de piscina e toalha.

As grávidas devem proteger a pele afetada durante o parto, apesar de ser raro nelas. 

Tratamento do molusco contagioso

Nos casos onde exista dúvida em relação ao diagnóstico, pode ser realizada biópsia da pele para exame histopatológico, onde os achados são muito característicos da doença. O exame da pele através do dermatoscópio pode confirmar o diagnóstico.

Além disso, deve ser realizado o tratamento de todas as lesões através do exame completo da pele e, assim, evitar a manutenção da enfermidade

Dentro do meio médico há uma discussão entre tratar ou não, devido à possibilidade de desaparecer espontaneamente.

Existe uma tendência em tratar para evitar a disseminação das lesões, bem como a transmissão, especialmente a sexual, o prurido e cicatrizes a partir de lesões que se tornaram inflamadas ou infectadas.

O tratamento também previne o estresse dos pacientes, principalmente dos pais, pela manutenção das lesões.

No caso do molusco contagioso atingir pacientes com depressão da imunidade, como nos portadores de AIDS, recomenda-se o tratamento imediato, uma vez que existe a possibilidade da doença se disseminar mais rapidamente.

Neles, é frequente a recidiva mesmo destruindo todas as lesões. A recuperação da imunidade através do tratamento antirretroviral específico para a AIDS é suficiente para gerar involução espontânea.

Como é feito o tratamento do molusco contagioso?

Existem várias opções de tratamento, como a aplicação de cantaridina, podofilotoxina, ácido salicílico, ácido retinóico, hidróxido de potássio e a crioterapia.

Porém, o menos doloroso e mais eficaz é a curetagem das lesões, precedida pela aplicação de anestésico tópico, realizada pelo dermatologista.

Após o procedimento, o paciente deve ser reexaminado a cada 15 dias até se ter a certeza que não apareçam novas lesões.

Vale ressaltar que automedicação nunca é recomendada. Ao notar a presença das pápulas, recomenda-se a visita a um especialista.

Agora que você já sabe mais sobre o molusco contagioso, continue lendo e se informe sobre dermatite de fraldas!

Impetigo: conheça essa infecção comum em crianças

O impetigo é uma infecção bacteriana da parte superficial da pele que predomina na idade de 2 a 5 anos.

Apesar dessa predominância, crianças mais velhas e até adultos também  podem ser afetados por ele.

Essa infecção é provocada pelas bactérias Stafiloccoco aureus e Streptococo.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o impetigo.

O que causa o impetigo?

O impetigo pode ser classificado como primário, onde a proliferação bacteriana ocorre em pele aparentemente normal e secundário quando surge a partir de pele já comprometida por trauma, picada de inseto ou doenças como eczema.

De modo geral, o impetigo secundário é muito comum como consequência de doenças da pele que cursam com escoriação gerada pelo prurido (coceira) e que geram, consequentemente, porta de entrada para bactéria já existente na pele.

O Stafilococo aureus é a principal bactéria responsável pelo impetigo.

Menos frequentemente encontramos o Streptococo beta-hemolítico, principalmente do tipo A, isoladamente ou combinado ao Stafilococo aureus.

Este produz uma toxina que provoca separação das células da parte superior da pele (epiderme), gerando uma bolha.

Inicialmente, existe a chegada da bactéria Streptococo na pele antes de aparecer a porta de entrada da bactéria, através de algum traumatismo ou ferida na pele.

Algumas condições predispõem o impetigo, como:

  • Clima quente e úmido
  • Situações de maior facilidade de transmissão, como aglomeração de pessoas
  • Populações pobres
  • Pobre higiene
  • Doenças da pele que cursam com prurido (coceira), como a escabiose

Quadro clínico do impetigo

Existem algumas formas clínicas como o impetigo bolhoso, o impetigo não bolhoso e o ectima.

Impetigo não bolhoso

Essa é a forma mais frequente. A lesão se inicia como vesícula (bolhinha d’água) com base avermelhada e, posteriormente, o conteúdo líquido se transforma em pus, conhecido como pústula.

Em seguida, a pústula rompe e seu conteúdo, em contato com o ar, se transforma em crosta amarelada, denominada melicérica (cor semelhante à combinação de mel e cera), espessa e aderente à pele.

Impetigo por estreptococo no rosto

Comumente atinge a face, especialmente ao redor do nariz e da boca, membros superiores e inferiores. Há uma tendência das lesões se multiplicarem e se estenderem a outros locais da pele.

Impetigo bolhoso

Normalmente, atinge crianças de menor idade. O Stafilococo aureus é a bactéria responsável.

As vesículas iniciais aumentam de tamanho para formar pústula menos flácida do que as do impetigo não bolhoso.

Impetigo por estafilococo

Confluem, adquirindo um aspecto circinado (em círculos).

A ruptura da pústula elimina um líquido amarelado, gerando uma crosta mais fina do que a do impetigo não bolhoso.Foto 3

Impetigo por estafilococo

A lesão bem formada consta de crosta amarelada no centro e resto da pústula na periferia.

As lesões são menos numerosas do que no impetigo não bolhoso e predomina no tronco.

Quando ocorre em adultos de forma extensa, é obrigatório a investigação de deficiência imunológica, como a AIDS.

Ectima

O ectima é uma variedade de impetigo caracterizada pelo aprofundamento da infecção, atingindo a parte profunda da pele. Frequentemente, é localizado nas pernas.

Tem o aspecto de uma crosta espessa sobre uma úlcera e rodeado por eritema (vermelhidão)

Em consequência de atingir a profundidade da pele, resulta em cicatriz, após a cura.

Como é feito o diagnóstico de impetigo?

Geralmente, os exames de laboratório não são necessários, bastando um exame físico.

Porém, em casos de dúvidas, pode ser realizada pesquisa das bactérias através do Gram, cultura e antibiograma do material recolhido.

Este último serve para identificar o antibiótico mais adequado para o tratamento.

Complicações

A complicação mais comum dessa doença é a Glomerulonefrite pós-estreptocócica. Ela é uma inflamação dos rins consequente ao impetigo relacionado à bactéria Estreptococo.

Ocorre em uma a duas semanas após a infecção. As manifestações principais são:

  • Edema
  • Hipertensão
  • Febre
  • Sangue na urina (hematúria)

A febre reumática também ocorre após o impetigo estreptocócico.

Tratamento do impetigo

Os casos com poucas lesões são tratados com antibiótico por via tópica. As medicações disponíveis são o ácido fusídico, mupirocina e, recentemente, a retapamulina.

Como relatado antes, é recomendado consultar um especialista e fazer exames para identificar, através cultura da bactéria, o melhor antibiótico para o seu combate.

As vantagens desse tratamento em relação ao tratamento por via oral são os menores efeitos colaterais e menor risco de aquisição de resistência aos antibióticos.

Um efeito colateral do tratamento local é a grande frequência de dermatite de contato ao sulfato de neomicina, antibiótico  que não é  recomendado atualmente

O tratamento por via oral é reservado para os casos com lesões que atingem grande extensão da pele. Devem ser utilizados antibióticos que destruam tanto o Estafilococo como o Estreptococo. A cefalexina e a dicloxacilina são os mais indicados.

As crianças podem retornar à escola, sem risco de contaminação, após 24 horas do início do tratamento.

Agora que você já sabe mais sobre impetigo, que tal continuar a leitura e se informar sobre a importância da Vitamina D?

Tire suas dúvidas sobre o carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o tumor maligno mais frequente da pele e, por isso, é comum encontrar muitas notícias e informações sobre esse tipo de câncer.

Apesar de atingir muitos pacientes, ele tem uma baixa capacidade de metástase, ou seja, de se propagar para outras partes do corpo.

No post de hoje você aprenderá mais informações sobre o carcinoma basocelular, como a sua incidência, causas e principais tratamentos. Continue lendo e confira!

Incidência do carcinoma basocelular

Tem se observado uma elevação na incidência do carcinoma basocelular, tanto em homens quanto em mulheres, sendo mais frequente nos brancos e raro entre os negros.

Apresenta uma incidência 30% maior nos homens comparado com as mulheres.

À medida que a pessoa envelhece, aumenta a probabilidade de desenvolver esse câncer de pele, já que a faixa etária entre 55 e 75 anos apresenta uma incidência 100 vezes maior do que aqueles com idade inferior a 20 anos.

Quais são as causas do carcinoma basocelular?

A radiação solar, particularmente a ultravioleta B, é a principal causa desse câncer de pele.

Esse efeito nocivo é particularmente incidente nas pessoas mais susceptíveis ao Sol, como:

  • De pele branca
  • Olhos claros
  • Cabelo ruivo
  • Aquelas que se expõem mais à radiação solar

Vale ressaltar que a exposição durante a infância e adolescência é mais nociva do que na vida adulta.

Ao contrário do carcinoma espinocelular, esse câncer de pele é desencadeado com menor efeito cumulativo de exposição ao Sol ao longo da vida.

A exposição solar de forma intermitente e intensa predispõe mais ao carcinoma basocelular do que uma dose semelhante administrada de forma contínua durante o mesmo período, ou seja, exposições esporádicas são suficientes para desencadear o carcinoma basocelular, ao contrário do carcinoma espinocelular, que exige exposição muito frequente.

Isso explica a incidência desse tumor também entre os jovens.

Além da exposição ao ultravioleta B, o carcinoma basocelular também pode ser causado pela radiação ultravioleta A através de câmeras de bronzeamento artificial.

Esses equipamentos apressam o envelhecimento da pele e aumentam o risco do desenvolvimento de carcinoma basocelular, especialmente se existir exposição antes dos 20 anos.

A fototerapia, incluindo a ingestão do medicamento psoraleno, associada à radiação ultravioleta A ou os raios ultravioleta B isoladamente, utilizadas para tratar algumas doenças da pele, também aumenta o risco de desenvolver esse câncer de pele.

Outros  fatores que geram predisposição ao carcinoma basocelular são:

  • Radioterapia indicada para combater o câncer de um modo geral
  • Baixa da imunidade determinada pela administração de medicamentos para tratar outras condições ou por doenças como a AIDS

Infelizmente, os pacientes que desenvolveram o tumor têm 40% a 50% mais chance de ter o mesmo tumor no período de 5 anos.

Manifestações clínicas do carcinoma basocelular

A localização preferencial do carcinoma basocelular é o rosto, em 70% dos casos. O tórax ocupa o segundo lugar com 15%.

Esse câncer de pele raramente acontece nas regiões protegidas do Sol, evidenciando o papel da exposição solar.

Manifesta-se pelo aparecimento de nódulo (tumor) de cor rosada, que brilha, com aspecto translúcido, como uma “pérola” e com vasos sanguíneos dilatados (telangiectasias) na superfície.

Carcinoma Basocelular nodular na orelha

Essas manifestações são mais evidentes na borda do câncer.

Quando não tratado, o tumor pode  sofrer ulceração (surge ferida), mantendo a borda com as características descritas acima.

Carcinoma basocelular no rosto

No tórax, além do tipo já referido, pode se manifestar como manchas avermelhadas, onde a pele do centro da lesão tem aparência mais fina (atrofiada) e a borda discretamente elevada e  brilhante, constituindo o tipo superficial do carcinoma basocelular.

Carcinoma Basocelular tipo superficial

Esse tumor cresce lentamente durante anos e essa característica serve para diferencia-lo de outros tumores malignos como o carcinoma espinocelular que cresce muito mais rápido.

Como já descrito, ele raramente provoca metástase para outras partes do organismo.

Diagnóstico

O reconhecimento do tumor é feito por meio de diferentes exames, como:

  • Exame da pele
  • Dermatoscopia (aparelho aplicado sobre a pele)
  • Exame histopatológico a partir de material removido pela biópsia

Esse último exame é importante para se assegurar que todo o tumor foi removido, além de esclarecer o tipo do carcinoma basocelular, o que é importante para determinar o prognóstico em relação à possibilidade de recidiva, além da escolha do tratamento.

Tratamento e prevenção do carcinoma basocelular

A prevenção através de proteção contra a exposição solar a partir dos 6 meses é muito importante, principalmente antes dos 18 anos.

A prevenção de exposição ao Sol antes desse período diminui o risco de desenvolver câncer de pele em até 78%.

Tratamento

A cirurgia do tumor é o principal método de tratamento, possibilitando confirmar o diagnóstico e saber se o tumor foi removido completamente.

A cirurgia micrográfica de Mohs consta da análise do tumor ao microscópio, realizado no momento da cirurgia, para se assegurar que todo tumor foi removido.

Esse tipo de cirurgia também oferece a precisão de remoção somente do tumor, economizando a  retirada de pele. Além disso, é indicado nos casos de alguns tipos de tumores que têm tendência de recidivar com mais facilidade, especialmente na face, por oferecer muito menor risco de permanecer resto de tumor.

Os pacientes que resistem a se submeterem à cirurgia ou que não tenham condições clínicas de serem submetidos a ela, fazem a aplicação na pele do 5 fluorouracil e do Imiquimod, da curetagem, associada à eletro dissecação, da terapia fotodinâmica, da criocirurgia e da radioterapia.

Os tumores com metástase (muito raro) ou muito avançados no local de origem, podem ser tratados com a ingestão dos medicamentos Vismodegib e Sonidegib.

É muito importante haver o acompanhamento profissional desses pacientes a cada 6 meses durante o primeiro ano após o tratamento e anualmente, posteriormente, justificado pela alta incidência de recidiva, apesar de raramente ser fatal.

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Por que a queimadura solar acontece e como tratá-la?

A queimadura solar da pele é muito comum em países quentes, principalmente durante o verão.

Ela é uma resposta de caráter inflamatório, agudo e transitório à exposição excessiva à radiação ultravioleta oriunda do Sol.

Ela também pode ocorrer pela exposição excessiva às fontes artificiais, como a câmera de bronzeamento e de fototerapia.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre a queimadura solar.

Incidência da queimadura solar

A queimadura solar é muito frequente, principalmente nos adolescentes e adultos jovens, acontecendo em 70% e 50%, respectivamente.

Cerca de 95% da radiação ultravioleta que atinge a Terra é composta pelo tipo A, enquanto apenas 5% provém da radiação ultravioleta B.

Mesmo assim, a radiação ultravioleta B é a principal responsável pela queimadura solar, também chamada de eritema, contribuindo com 80% da exposição necessária para causá-la.

A radiação ultravioleta A também pode provocar queimadura solar, mas é necessário uma dose 1000 vezes maior para haver a mesma intensidade de queimadura. 

Os fatores de risco para queimadura solar estão relacionados à maior intensidade de exposição à radiação ultravioleta B, como:

  • Proximidade ao Equador (menor latitude)
  • Proximidade do meio-dia
  • Maior altitude
  • Reflexo da neve (90%), da areia (15% a 30%) e da água (5% a 20%)
  • Pele molhada, que tem maiores chances de queimar do que a seca
  • Consumo exagerado de álcool
  • Ausência de nuvens

O que provoca a queimadura solar?

A suscetibilidade à queimadura solar é muito variável entre as pessoas, especialmente aquelas de pele branca. Ela é um forte indicador de tendência de desenvolver o melanoma, o câncer de pele mais perigoso.

Essa susceptibilidade é avaliada pela dose eritematosa mínima, ou seja, a menor dose de radiação ultravioleta capaz de produzir um eritema (vermelhidão) no local que recebeu a radiação.

A intensidade é o que orienta o fator de proteção solar informado nos filtros solares, FPS 20, 30, etc, e nas câmeras de fototerapia.

Vale ressaltar que a ingestão de certos medicamentos pode tornar a pele mais sensível à queimadura solar, como antidepressivos, diuréticos, anti-hipertensivos e antibióticos, assim como o contato com o suco de limão, castanha do caju e perfumes.

Manifestações clínicas da queimadura solar

Três a cinco horas após a exposição solar surge eritema (vermelhidão), que atinge seu pico em 12 a 24 horas e diminui em 72 horas,

Queimadura solar

acompanhado da sensação de dor tipo queimação, desencadeado pelo calor e pressão sobre a pele.

Essa vermelhidão desaparece em 3 a 7 dias.

A queimadura solar mais intensa se manifesta pela formação de inchaço, vesículas (bolhas pequenas) e bolhas.

Queimadura solar com bolha

Os casos mais graves podem ter manifestações do tipo:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Vômito
  • Desidratação

A descamação da pele e bronzeamento são observados após quatro a sete dias.

Manchas marrons, frequentemente com as bordas irregulares, surgem na pele exposta ao Sol, tardiamente, conhecidas como lentigo solar.

Lentigo solar

Prevenção e tratamento da queimadura solar

A prevenção da queimadura solar é muito importante para evitar o envelhecimento e o câncer de pele, através do uso regular de filtro solar e de roupas especiais, além de evitar a exposição direta no horário de 10 às 16 horas.

As crianças menores de 6 meses devem ser mantidas longe da exposição direta ao Sol. Também recomenda-se que elas utilizem chapéu de aba larga.

As câmeras de bronzeamento artificial, mesmo utilizando a radiação ultravioleta A, que queima menos a pele do que a radiação ultravioleta B, não protegem contra o risco de queimaduras solares.

Além disso, elas induzem o envelhecimento e o câncer de pele, especialmente o melanoma.

Para o tratamento, é bom utilizar compressas frias, loção de calamina, gel à base de aloe vera para promover o alívio da dor. As bolhas rotas devem ser limpas suavemente com água e sabonete e aplicar curativos.

A aplicação de corticosteróide com alta potência anti-inflamatória e a ingestão de anti-inflamatórios não hormonais podem aliviar a inflamação da pele.

Os casos com graves queimaduras podem necessitar de hospitalização para combater a desidratação, por via venosa, além de anestésicos, também por via parenteral. Por isso, ao sofrer de queimadura solar, recomendamos consultar um médico especializado para checar o melhor tratamento para o seu caso.

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