O que é molusco contagioso e como ocorre a transmissão?

O molusco contagioso é uma doença da pele produzida pelo maior vírus já identificado, pertencente ao grupo Poxvirus.

Ele induz o aparecimento de pápulas (carocinhos) na pele e é transmitido pelo contato com outras pessoas contaminadas.

Continue lendo o nosso post e saiba mais sobre o que causa o molusco contagioso e se ele exige, ou não, tratamento!

O que causa o molusco contagioso?

Como já falado, o molusco contagioso é uma doença de pele causada por um vírus do grupo Poxvirus.

Existem 4 tipos do vírus nesse grupo, sendo os tipos 1 e 2 os mais comuns. 

É importante ressaltar que esses grupos infectam apenas a espécie humana e são transmitidos por meio do contato com a pele.

Assim, pode ser inoculado em qualquer parte do corpo, tocando ou arranhando uma lesão, ou por autoinoculação (transmissão de um local para outro da pele).

Os meios de transmissão mais comuns são:

  • Traumatismo, como o ato de se barbear
  • Contato sexual
  • Contato durante a prática de esportes
  • Uso de piscina ou com objetos contaminados, como toalhas

Nas crianças, quando acomete a região genital, a transmissão é mais provável através da autoinoculação do que a sexual.

Os portadores de deficiências imunológicas, como a AIDS e doenças hereditárias, e os pacientes que fazem a utilização de medicamentos que deprimem a imunidade, como durante o tratamento de câncer, são mais vulneráveis a adquirir a doença.

Apesar de observarmos frequente associação do molusco contagioso com a dermatite atópica, ainda não existe consenso sobre essa relação. 

Quadro clínico do molusco contagioso

O período de incubação do vírus varia de uma semana a seis meses, mas é mais frequente entre duas e seis semanas.

A doença se manifesta pelo aparecimento de pápulas (carocinhos) firmes, em forma de cúpula, medindo entre 2 e 5 milímetros de diâmetro, com superfície brilhante e da cor da pele.

As lesões de maior tamanho apresentam um centro deprimido, umbilicado, por onde é eliminado material contendo o vírus, após apertar a pele.

Em pacientes imunodeprimidos, como os portadores de AIDS, as lesões são maiores, mais disseminadas e muito frequentes no rosto.

Frequentemente, podem se tornar inflamadas, denunciadas pela cor avermelhada e edemaciada e, às vezes, com a pele também avermelhada ao redor. Essa inflamação denuncia reação do sistema imunológico tentando destruir o vírus.

Essa inflamação indica menor tempo de duração da doença, por mostrar atuação do sistema imunológico na tentativa de destruir o vírus e jamais deve ser considerada como infecção bacteriana.

Os pacientes podem referir ou não a sensação de prurido (coceira).

Localização das pápulas

O molusco contagioso pode surgir em qualquer parte da pele, exceto nas palmas e plantas.

Os locais mais acometidos são:

  • O tronco
  • As axilas
  • As dobras das articulações dos joelhos e cotovelos
  • A virilha

A doença associada à transmissão sexual se localiza, além do órgão genital, também nas virilhas, no abdômen, nas nádegas e na parte proximal das coxas.

Caso atinja as pálpebras, pode provocar conjuntivite.

Nos pacientes com a imunidade preservada, a doença desaparece espontaneamente entre seis e doze meses. Às vezes, pode persistir durante 3 a 5 anos.

A maioria desaparece sem cicatriz.

Cuidados para evitar a transmissão do molusco contagioso

As crianças infectadas não necessitam evitar frequentar a creche ou a escola. Basta cobrir a pele afetada com roupas adequadas ou com bandagem impermeável.

Independentemente da idade, deve-se evitar compartilhar banho de piscina e toalha.

As grávidas devem proteger a pele afetada durante o parto, apesar de ser raro nelas. 

Tratamento do molusco contagioso

Nos casos onde exista dúvida em relação ao diagnóstico, pode ser realizada biópsia da pele para exame histopatológico, onde os achados são muito característicos da doença. O exame da pele através do dermatoscópio pode confirmar o diagnóstico.

Além disso, deve ser realizado o tratamento de todas as lesões através do exame completo da pele e, assim, evitar a manutenção da enfermidade

Dentro do meio médico há uma discussão entre tratar ou não, devido à possibilidade de desaparecer espontaneamente.

Existe uma tendência em tratar para evitar a disseminação das lesões, bem como a transmissão, especialmente a sexual, o prurido e cicatrizes a partir de lesões que se tornaram inflamadas ou infectadas.

O tratamento também previne o estresse dos pacientes, principalmente dos pais, pela manutenção das lesões.

No caso do molusco contagioso atingir pacientes com depressão da imunidade, como nos portadores de AIDS, recomenda-se o tratamento imediato, uma vez que existe a possibilidade da doença se disseminar mais rapidamente.

Neles, é frequente a recidiva mesmo destruindo todas as lesões. A recuperação da imunidade através do tratamento antirretroviral específico para a AIDS é suficiente para gerar involução espontânea.

Como é feito o tratamento do molusco contagioso?

Existem várias opções de tratamento, como a aplicação de cantaridina, podofilotoxina, ácido salicílico, ácido retinóico, hidróxido de potássio e a crioterapia.

Porém, o menos doloroso e mais eficaz é a curetagem das lesões, precedida pela aplicação de anestésico tópico, realizada pelo dermatologista.

Após o procedimento, o paciente deve ser reexaminado a cada 15 dias até se ter a certeza que não apareçam novas lesões.

Vale ressaltar que automedicação nunca é recomendada. Ao notar a presença das pápulas, recomenda-se a visita a um especialista.

Agora que você já sabe mais sobre o molusco contagioso, continue lendo e se informe sobre dermatite de fraldas!

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