Queratose seborreica: saiba mais sobre esse tumor benigno

A queratose seborreica, também conhecida como verruga seborreica ou senil, é um tumor benigno na pele (sinais escuros na pele) resultante da proliferação de células da epiderme, camada mais superficial da pele.

É uma das doenças da pele mais frequentes que surgem, normalmente, após os 50 anos, exceto na raça negra, quando pode se manifestar a partir da segunda década de vida.

Não existe prevalência do aparecimento desse tumor em relação ao sexo.

Continue lendo e saiba mais sobre a queratose seborreica.

O que causa a queratose seborreica?

Existe uma predisposição genética, principalmente para os casos com grande número de lesões e quando surgem muito precocemente, antes dos 20 anos. O tipo de herança é autossômico dominante, ou seja, risco de 50% de nascer com a doença

Predomina na pele exposta ao Sol, o que sugere uma participação do sol na indução desse tumor. 

Manifestações clínicas da queratose seborreica

Inicialmente, surgem lesões planas e discretamente elevadas, superfície de aspecto aveludado, bem delimitadas, arredondadas, ovais ou como pápulas (carocinhos) discretamente elevadas.

Essas lesões têm cor castanho-claro, castanho ou preta e uma aparência de “colada” sobre a pele.

Ceratose seborreica na perna

Com a evolução, podem se tornar mais espessas e de aspecto graxento além de surgirem comedões (cravos).

Ceratose seborreica elevada

Têm diâmetro variado, desde poucos milímetros até um centímetro. Podem crescer e atingir grandes dimensões devido à coalescência de lesões, especialmente no couro cabeludo.

Surgem em qualquer local, exceto palma e planta.

Quando são em grande número, tendem a se dispor no sentido das linhas de força ou nas dobras da pele, quando assumem formatos lineares, principalmente no dorso. 

Nas pessoas de pele escura, as lesões surgem precocemente, a partir da segunda década de vida, com tendência a serem muito numerosas, como pápulas lisas, enegrecidas, localizadas preferencialmente no rosto, no pescoço e menos no tórax, também conhecida por dermatose papulosa nigra.

Ceratose seborreica. Dermatose papulosa nigra

A estucoqueratose é uma variante da ceratose seborreica, que acomete mais os homens idosos, localizada no dorso do pé, tornozelos e terço inferior das pernas.

Manifesta-se como pequenas pápulas de textura áspera, variando de cor esbranquiçada a levemente acastanhada.

Ceratose seborreica. Estucoqueratose
Ceratose seborreica. Estucoqueratose

Em consequência de predominar nas pessoas mais velhas e na pele exposta ao Sol, frequentemente está associada a ceratose actínica, elastose solar e outras alterações próprias da pele idosa.

Quando surge numerosas lesões de forma abrupta, pode denunciar câncer interno, principalmente do aparelho gastrointestinal, conhecido como sinal de Leser-Trélat.

Ceratose seborreica. Sinal de Leser-Trelat (foto cedida pelo Dr. Samuel Freire no Atlas Dermatologico)

Geralmente não causam prurido (coceira), exceto quando sofrem inflamação, consequente ao trauma.

As lesões muito escuras e que sofreram traumatismo podem simular o melanoma. Quando se localizam na região genital, e ao redor, devem ser diferenciadas do condiloma acuminado, doença de origem viral, transmitida sexualmente.

Diagnóstico

O diagnóstico da queratose seborreica pode ser confirmado com o dermatoscópio, aparelho que representa um “microscópio” aplicado sobre a pele, onde são observados muitos outros detalhes, além do que é observado no exame clínico.

Tratamento da queratose seborreica

A indicação do tratamento é apenas de ordem estética e exige o acompanhamento de um médico especializado.

As lesões planas ou discretamente elevadas e em pequeno número podem ser tratadas com a aplicação de ácido tricloroacético e de nitrogênio líquido (pequena duração), realizado apenas pelo dermatologista.

Essas mesmas lesões, quando em grande número, podem ser tratadas por meio do peeling médio, envolvendo a combinação de ácido tricloroacético e da solução de Jessner que também gera grande rejuvenescimento da pele.

As lesões elevadas podem ser removidas, preferencialmente, através de curetagem da lesão, método com menos chance de deixar cicatriz.

Não recomendamos outras modalidades de tratamento para essas lesões elevadas, como a crioterapia (aplicação de nitrogênio líquido) nem da eletrocauterização com bisturi elétrico, ainda muito utilizadas, pelo risco de desenvolver cicatrizes e manchas escuras ou claras, especialmente em pessoas de pele escura.

Agora que você já sabe mais sobre a queratose seborreica, que tal continuar a ler e tirar suas dúvidas sobre a teledermatologia?

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